Histórias da Barra Seca. A visita da tia Lurdes a casa de seus Pais, Seu Júlio Coldibelli e dona Maria. Eu tive que ir com ela.
A Casa do Grito em São Paulo é uma casa típica de Pau a pique
onde morei na Barra Seca.
Creio eu ser em 1957, morava na Barra Seca, na casa de Pau a pique, onde hoje tem uma jaboticabeira
plantada pela minha mãe e um pouco ao lado as moitas de milome, cipó
para fazer chá para dor de estomago, acima de nossa casa estava a casa do tio
Zeca e tia Lurdes, local onde permanece a casa . A tia Lurdes combinou com minha
Mãe que ia visitar seus pais la na fazenda do Jó, fica na Estrada Barra
Seca, referencia era a cruz indo para cidade no lado esquerdo. Um
quilometro a frente, também ficava as casas dos colonos e o terreirão. Ali
é um ponto de

Casas onde moravam os colonos nas fazendas.
referência para mim, pois quando ia para o sitio de bicicleta,
pedalava até ali, depois voltava a pedalar lá dentro da cidade era desnivelado
para o lado da cidade. Volto a visita de minha tia e eu
a seus pais, pois, minha mãe me obrigou a ir nesta visita, não queria ir, pois acreditava quem devia acompanha-la era o Elias, pois era afilhado de seu Júlio e de
Dona Maria, fui obrigado a ir sem choro e nem véla. Chegamos
lá, aos poucos foram chegando outros filhos com
os netos de seu Júlio e da dona Maria. O Lino morava la,
tinha o Toninho e o Zezinho. O Arquimedes e a madrinha Carmem,
moravam na fazenda do Doutor José Del Cistia,
vieram o Antônio e o Natal e sua irmã. Madrinha Carmem com o Zezinho e o Elias, e a Maria do Carmo, lembrar que o Zé
irmão da tia Lurdes era um molecão, tinha uns 15 anos, tinha outro
colono que veio a ser o sogro do Dinho da dona Rosa
Fiory, digo isto, pois lembro quando o Dinho passou com seu cavalo encilhado para visitar sua noiva, mãe da Maria Ângela. Neste dia teve um fato, ouvi choros emocionados das
filhas e falas alta dos filhos do seu Júlio. Nesta época eram solteiros o
Miguel, o Carlito, a Cida e o Zé. Bem quero lembrar que tinha uns 10 garotos no local, mencionado por mim, formamos um racha,
estava ótimo, a bola corria solta

Bola de
capotão
Eis que chega a hora do almoço, dona
Maria já estava brava, pois me chamava para o almoço, não ia, o
raxa estava ótimo. Tive que parar para almoçar. Dona
Maria me serviu um prato generoso, transbordando por todos os lados. Só
que o arroz era feito bem tipo italianico, ou

Comer na roça, tinha que ser no prato esmaltado e com
colher e prato fundo.
seja bem para canja, o frango também, era um frango ao molho, (ensopado), me empanturrei com aquele prato, fui obrigado a comer tudo, pois não era costume deixar restos, em casa, muito menos, sendo visita. Devo dizer que nunca gostei de arroz ensopado, frango ao molho, por ter empanturrado com tanta comida. Comi demais e forçado. Com isto, um dia pedi para minha Avó Benedita como deixar o arroz solto, me ensinou, frita bem o arroz, coloca agua quente, que ele ficará solto. Naquele dia lá estava a esposa do Jó, pois o mesmo havia falecido e quem estava cuidando da fazenda a era sua viúva e o seu Júlio, como administrador. Não chegaram a um acordo com o sogro do Dinho, ouve discussão até a viúva do Jó chorou, o seu Júlio ficou nervoso, e eu me empanturrei com o prato generoso da dona Maria, naquela visita que era o Elias que devia ter ido, pois era seu padrinho o senhor Júlio Coldibelli. La se foi mais um domingo la no sitio doos Bentos onde vivi e convivi com tanta gente que hoje infelizmente é saudade, a Barra Seca de meus tempos de criança.
