Luis Mingo e a derrubada da Restinga
Restinga lá era com arvores de pequenos e grande porte e madeiras nobres como aroeira, tinha angicos, canelas, corocaias, açoite de cavalo. óleo, Cabreúva, óleo pardo, canafistola, arvores frutíferas, como jaboticaba, laranja e o palmito.
Depois de vários meses, debruçado sobre Genealogia da Família
Rolim de Moura, vou escrever uma pequena História que ocorreu entre os filhos
do Alicio, (Luís, José Francisco e eu Jorge) e Luís Mingo, pai do (Chico e do
Beléco).
Morávamos lá na Fazenda do Chiquinho Garcia, genro do
Coronel Marcos Ribeiro, ficava na estrada para Carlópolis, em frente,
ficava o Matão da Fazenda do Chico Fernandes, a frente ficava a Fazenda
do José Garcia pai do Jose de Marques, como os chamavam, ao fundo a
fazenda do Isaque Garcia, (Dito e Pio) e também margeando a estrada e divisa
com o Chiquinho, ficava a Fazendinha do Luís Mingo. um adendo aqui, descrevo
que um tio do Luís Mingo era casado com uma Rolim de Moura, bem com o Luiz
Garcia Ribeiro, era casado com irmã do Prefeito Zizi, que era Oliveira, mas
pertencente ao ramo Rolim de Moura, não aprofundarei, pois isto são temas que
trato em genealjorgerodrigues.blogspot.com, aqui são as histórias da
Barra Seca.
Quando foi determinado a área em que a Represa de Chavantes
ia formar seu lago, as regiões próximas ao Rio Itararé, onde havia as restingas
de mato que seria coberto pela represa, foram efetuadas as derrubadas e tiradas
as madeiras nobres que existia. Na fazenda do Chiquinho Garcia, tinha uma Canafistula
imensa, coube a mim e ao irmão Luiz derrubar e cortar as toras.
Gurpião ou traçador usada em derrubadas de arvores de grande poste
Houve a necessidade de comprar um gorpião maior, pois, o que
tínhamos era pequeno e a arvore tinha mais de 01,80 de topo, a primeira tora na
base.
Luís Mingo tinha em suas terras uma restinga de uns dois
alqueires de mata. Lembro que tinha alguns pés de jaboticabas e laranjas que
eram azedas, teve que derrubar a e limpar, pois iria ser inundado pelo lago.
Assim sendo, o Luís Mingo conversou com meu pai Alicio, para
que mandasse (seus pião) filhos do Alicio, que eram (Luís, José Francisco e o
Jorge), no caso eu, pois tínhamos pratica ao derrubar as matas da fazenda do
Chiquinho Garcia, que era na divisa ao lado, digo que é aquela visão antiga, famílias
numerosas, para repor os escravos perdido , pois a escravidão havia acabado,
por isto a quantia numerosa de filhos. mas este tema vai além destas
perspectivas.
Familia, casal com muitos filhos não era
raro nos anos de 1800 a 1920.
Vou explicar como se derrubava
uma arvore de grande porte: Via o lado que ela estava tombada, deste lado fazia
um corte em diagonal como um triangulo, menos da metade, do outro lado, acima,
cortava com o traçador ou a machado o
seu peso fazia pender e tombar, caindo elopeso, não havendo necessidade de cortar até
o fim, para derrubar uma área grande tem outras formulas aplicadas.
La foram os piões do Alicio ajudar o Chico e o Beleco nesta
derrubada. com seus machados.
Machado
era comum a marca Colin
Na pratica, o que era feito, não eram derrubados todas as
arvores, fazíamos uma repicada na sua base dos dois lados, deixar no ponto que
um pequeno esforço era suficiente para derruba-las.
Assim foi feito, picotamos uma área grande, e tinha uma
arvore imensa que derrubaríamos sobre as menores e iam derrubando todas, mesma
coisa de um tabuleiro. O Chicão e o Beleco junto com a gente, soltamos esta
arvore maior, sobre as menores, mas não foi suficiente para derrubar todas,
ficando uma arapuca com esta arvore maior, não caindo todas.
Peroba Rosa, esta era a maior Peroba Rosa do Brasil, tirada
da Fazenda de João Bento de Castro, meu tataravô. Na foto dá para ver o corte como era feito
para derrubar uma arvore.
Quando foi lá pelas quatro horas da tarde, chegou o Luís
Mingo, viu aquela arapuca, impôs que os piao do Alicio tinham que ir lá e
acabar com a arapuca, era um risco, pois as arvores podia cair sobre nós
provocando um acidente, mas o Luís Mingo não queria saber de nada, queria que
derrubasse aquela arvore que estava segurando as demais, ficou bravo, falou, o
Chicão e o Beléco só ouvia de longe, seu pai bravo. Queria que os pião do
Alicio derrubasse a arvore que não derrubou as demais
Nenhum pião do Alicio foi, arapuca lá ficou, após ser
queimado ela caiu, tudo ficou normal na derrubada da restinga da fazenda do Luís
Mingo.
Mas uma história da Barra Seca, eu
vi, estava lá com meus irmãos.
Jorge Rodrigues de Oliveira




