quarta-feira, 27 de maio de 2020

Fartura onde estão seus filhos



                                                       

                                                        Fartura onde estão seus filhos.

                                                               

                                         

                                           Fartura  uma Cidade que parou de crescer em 1913.

Fartura podia ser a Terra prometida para muitos que no final do Sec. XIX, começo do Sec. XX, buscavam lugares novos para seu trabalho, buscando terras produtivas para a agricultura.  Éra uma terra de futuro promissor, a terra do leite e do mél.

Jm nos idos de 1860, famílias que ali residiam no vale da serra da Fartura, e o Ribeirão Fartura e rio Itararé, para onde foi a família Remígio Viana, doadora das terras onde foi fundada a cidade de Fartura.

ornais da época relatam a grande produção do arrozal ali semeado, do milho, do feijão e dos cafezais que cresciam abundantemente, produções exuberantes.

ExistiaIdos de 1870, ali também chegou a família Ribeiro do Valle e a família Oliveira Trindade, famílias estas que construiu o Cruzeiro, local de reza e orações do futuro povoado aos dias santos e domingo, que futuramente foi levantada a Capela do futuro povoado da Fartura, capela esta erigida a Nossa Senhora das Dores, padroeira da Cidade, homenagem esta do doador das terras da futura Villa.

Para la foram famílias tais como, Vicente de Oliveira Trindade, Antônio Manuel Ribeiro Salgado, Francisco Inácio Villas Boas, José Ribeiro Garcia, Júlio Ribeiro Vilela, Luiz Ribeiro Garcia, Antônio da Costa Leme, Bernardo Theodoro de Almeida, José Antônio do Prado, Mariano da Rosa Bueno, Dionizio Antônio Graciano, Capitão Manuel Victorino de Medeiros, Luiz Ribeiro Salgado, Dona Maria Antônia da Silveira, Honório Candido Vilela, Messias José Vicente, Jacintho Correia de Lima, Luiz Antônio Ribeiro Salgado, José Rodrigues de Mendonça, João José Pereira, João Bento de Castro, Messias Elias de Castro, os Vieira de Gusmão, família Alves Bicudo, famílias Rosa de Paula.

Famílias estas pioneiras que foram para o bairro da Fartura que pertencia a vila de São Sebastião do Tijuco Preto.

Com proclamação da Lei Aurea em 13 de Maio de 1888, acabando com o cranco da escravidão no Brasil, um ato vergonhoso para nossa história, um dos últimos pais a acabar com esta vergonha, abriu-se a Imigração para os povos da Europa, principais, Itália, Portugal, Espanha, Alemanha e outros em menor escala, países do Oriente Médio, Líbano, Turquia, Egito, Siria,Irã, Iraque, outros em menor quantia e Ásia, Japão, Coréia, China, E África, os de língua portuguesa em especial Nigéria, e outros.

Fartura recebeu imigrantes e migrante no início do Sec. XX.

Mas por ser uma cidade totalmente agrícola, começou um crescimento rápido, pois nos idos de 1913, tinha mais de 13000 habitantes, as terras começaram a ficar escassa, saindo muita gente a procura de novas lugares, muitos foram para o Norte do Paraná.

Foi a primeira debandada de moradores a sair deste município promissor, pela falta de terras para o plantio, pois toda as áreas disponíveis do município foram ocupadas.

Outro fato que levou a emperrar o crescimento do Município foi, a tentativa de construir uma Ferrovia interligando Itararé a Fartura, nos idos de 1915, indo a ligar com a Ferrovia Sorocabana a frente de Piraju. Por desinteresses das forças politicas do Estado esta ideia foi frustrada, mas um empecilho no crescimento de nossa cidade.

Mesmo com novas frustações, tal como a construção da represa de Chavantes, para gerar energia, que pouco beneficia a cidade de Fartura como um todo, pois sua área agrícola, a criação do gado de corte e leiteiro, foram todas inundadas, expulsando muita gente da área rural para a cidade, com isto cresceu o contingente de boias frias  e sem tetos na cidade, pois não tinham casa própria. Formou-se um novo exido com muitas gentes indo procurar novos lugares para um recomeço de vida.

Outro motivo de saída de Fartura foi a busca para formação dos seus filhos, pois a escola na cidade só tinha o ciclo básico, ou seja, o que se chama hoje de Segundo Grau, antes tinha o curso chamado Normalista, formando professores para lecionar até a oitava série.

Hoje Fartura tem um grande contingente de formados em todos os níveis, mas onde estão seus filhos, ou sua descendência, os Médicos, os Enfermeiros.

Talvez um de seus filhos saiu para ser um médico como um Doutor José Del Cistia, Doutor Jose Sebastião de Oliveira, Doutor Álvaro Ribeiro, não era de Fartura, mas serviu muito este povo Doutor Plácido Morellato.                  

OU como seus filhos ilustres que saíram para ser enfermeiros, tais como a Família Castro, e família Oliveira.

                                             
                                                                                                                                                                                                                                   

Talvez seu filho tenha saído para ser um Engenheiro Civil, um Arquiteto, ser um Engenheiro Aeronáutico, Engenheiro Químico, um Agrimensor, ser um Engenheiro de Alimentos, um Bioquímico, uma das áreas mais variadas das Ciências Exatas. Como Thomas Magalhães.

                                               
          

Ou ser um professor, dar aulas naquela escola que um dia estudou, muitos realizaram este sonho  em Fartura, ou lecionar em uma Universidade de nome, lecionar em uma USP, ou ser um pesquisador. Teve que sair de Fartura para realizar seu sonho de professor. Tais como tive, Olavo, Zélia, Iolanda, Mariinha.

 

                                                                                                          

Ou ser um religioso, em uma Instituição, como a Igreja Católica, padre como meu primo Levino Antônio Camilo, como religioso chegar  a um posto maior como os bispos de Fartura ou em uma Igreja Evangélica, ou ser ligados as entidades beneficentes que não consta como uma entidade da vida civil .

                                                                     
                      

Ou ser aquele Cidadão que saiu em busca de uma melhora para sua vida e de sua família, la venceram, podemos apontar alguns como Profissionais Liberais ou como empresários em Londrina, ou seus familiares sendo professores, muitos de meus familiares se esparramaram por Bandeirantes, Cornélio Procópio, Londrina, Maringá, Itambé Guaraci, Santo Antônio da Platina Joaquim Távora, Jundiai do Sul, Guapirama foram viram e ficaram, esvaziando mais nossa cidade.

Ou aquele que tinha um sonho de ser um Jurista, um Advogado, ou prestar um concurso público, ser um Promotor Público,  queria ser um Advogado um conhecedor das Leis de nosso Pais, como Hely Lopes Meirelles, não nasceu em Fartura, mais ai foi criado até a idade escolar, era um cidadão prestante a nossa cidade, sempre  compareceu. Foi professor, Jurista, Juiz de Direito, tratadista em Direito com obras importantes, como o Mandado de Segurança, e Secretário de Segurança do Governo Abreu Sodré. A OAB, apesar de ser um documento irregular é o exigido para poder representar em juízo. Eis aí a famigerada OAB.            

                                                            

  

  Muitos filhos de Fartura ao escolher fazer um curso superior, a opção era buscar uma cidade maior onde houvesse empregos e Escolas Superiores dentro profissões escolhidas, tal como Engenheiro, Médico, Professor, Advogados, Religiosos, Enfermeiros, Administradores, ou ter um emprego. Todos conseguiram seus ideais, mas não retornaram a cidade de origem que era Fartura, isto a esvazia, sua população é quase a mesma de 1913, nada cresceu ,  onde 70 por cento de seus habitantes estão na zona Urbana, pois sobrou pouco espaço para a agricultura com a Represa de Xavantes. Fartura tem hoje aproximadamente 16 000 habitantes.

Mais um pouco do que ocorreu com muitas cidades, o exido urbano, sair de uma cidade menor para uma cidade maior, buscando formação ou emprego.

Mais uma história de Fartura e o caminho dos que um dia aportaram e passaram, foram a busca de seus ideais.

Jorge Rodrigues de Oliveira

Um comentário:

  1. Só podemos nôs orgulhar de nossos filhos, abraçaram uma profissão que é muita dedicação e amor ao próximo. Parabens

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