sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Historias da Barra Seca. Jorge o quase hipnotizador de cobras


         Histórias da Barra Seca: Jorge e o Encantador de Serpentes 

 Veja este video que comprova que a cobra Gibóia não é venenosa, mas nem por isto faça isto ai.


        Você sabe como hipnotizar uma cobra, aprenda .

Morávamos lá no Chiquinho Rodrigues de Oliveira, genro do Coronel Marcos Ribeiro, anos 1960, houve a renuncia de Jânio Quadros, toda aquela briga que ocorreu nos bastidores para que João Goulart não assumisse o poder, TFP entrou no meio, governadores de São Paulo, Ademar de Barros, Magalhães Pinto, o governador do Rio de Janeiro.
Leonel Brizola estava ligado ao Estado do Sul, apoiava João Goulart, que era seu cunhado, insuflando contra os Estados do Sul. Lembro que o Leonel Brizola tinha um programa na Radio Marim de Veiga no Rio de Janeiro onde ele chamava os políticos de (Raposas Velhas), houve muita discussão, inclusive  foi fechado a Ponte do Rio Itararé pelo Batalhão do Segundo Exercito, isto la em Fartura e nós morávamos três quilômetros da Ponte, tivemos que ir para a casa de meu avô que ficava la nos Bentos.
Houve uma conturbação, mas se resolveu que João Goulart ia assumir, mas com uma proposta de Parlamentarismo, houve eleição, ganhou o Parlamentarismo, assumindo como Primeiro Ministro Tancredo Neves, mas houve novamente eleição e ganhou o Presidencialismo, João Goulart, governou por pouco tempo, pois houve sua destituição. Paramos por aqui , pois meu assunto real é hipnotizar serpentes, vou tentar ensinar.
Morávamos lá e o objetivo era limpar a área, pois a Represa de Chavantes ia encher toda aquela região de água, onde tinha mata meu pai derrubou, e fêz plantio. Tirando a madeira que servia para Cercas, vendendo-a e outras madeiras , comuns, como lenha para as Olarias, inclusive quem muito comprou foi Agostinho Strazza, pai de meu amigo Adalto Strazza, as Madeiras de Lei eram derrubadas e cortadas em toras, vendidas para a serraria do Nego Stella e seu irmão Marinho. Eu e meu irmão Luis derrubamos uma Cana Fistula enorme, tinha mais de 01 metro de topo, dando três toras, sendo duas de 05 metros e uma de 04 metros. Em casa tínhamos um Gorpeão pequeno, houve a necessidade de comprar outro maior que desse para serrar aquela arvore imensa.
Meu pai derrubou uma área grande, onde tinha ninhos de Urubu, da janela de casa via o casal de urubu tratando seus filhotes, para quem não sabe o urubu demora para sair do ninho, pois suas penas demoram a crescer até ficar adulto para o voar. Aquela família de Urubu perdeu seu lugar de se procriar, pois usavam sempre o mesmo local.
Derrubou aquela mata e foi ateado fogo para o plantio de arroz, era a melhor agricultura para a região.
Depois de queimado, era comum ver cobras, principalmente as Gibóias, naquele local. Irmão Zezo tinha o costume de mata-las e tirar seu couro, cobra Giboia não era venenosa, mas se encurralada, ataca o ser humano. Estava eu neste terreno queimado, pronto para semeadura do arroz, quando vi uma cobra, grande, creio que era uma Gibóia, resolvi aplicar o método de hipnotizar serpentes, que nós comentávamos entre os irmãos, Luís, Zezo, Eu e o Elias.
No que consistia, OLHAR FIRME PARA A COBRA E NÃO PISCAR, DANDO UM NÓ NA PONTA DA CAMISA, ESPERAR QUE A COBRA FIQUE IMOVEL.
Fiz como mandava o figurino, só que  a danada não ficou imóvel e veio para cima de mim, sai correndo do local, não esperei para ver o resultado, sei que levei um susto tremendo, chegando em casa contei para todos o ocorrido, tomei uma bronca de meu pai, sei que jamais voltei a encantar serpentes, Matar uma cobra, jamais, pois sempre ficava a pelo menos 05 metros longe destes bichos, alguns peçonhentos , outros não. Creio que o Elias lembra deste caso, talvez o irmão Zezo, nosso Irmão Luís, não está entre nòs, para ajudar a contar esta histórias da Barra Seca.,  

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Histórias da Barra Seca. Jorge O Sonambulo


Histórias da Barra Seca, Jorge o Sonambulo.

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Imagem de uma mulher sonambula, em cima de uma casa.

Em 1955, próximo a nossa casa morava o Zé Barbosa, filho de Chico Barbosa e neto de Dona Barbara que era comadre de minha Avó.
Eles se relacionavam, pois meu Avô tinha um Sitio que ficava na divisa com o Isaque Garcia Ribeiro e com o Conrado Blanco e também com o sitio dos Barbosas  o Lico Barbosa, pai do Nelson  que serviu o Exército do Paraná e o Chico Barbosa, pai do Zé Barbosa, do Américo do Tonico e do João Barbosa, moravam neste sitio que ficava na desembocadura do Ribeirão Barra Seca.
Lembro que o Zé Barbosa com o Américo morou uns tempos neste sitio. Pois tinham uma perlenga judicial com os filhos do Isaque, que seriam o Benedito, o Pio e o Álvaro, tentaram ficar com o sitio da Barra Seca e a do Paraná, meu avô apoiava a sua Comadre Barbara.
Meu Avô vendeu seu sitio para o Conrado Blanco, nos anos 40, e comprou o sitio de sua tia Sebastiana Benta de Castro, pois tinha herdado terras de seu Pai, Manuel Bento de Castro para onde se mudou, construiu sua casa com o desmanche da casa que tinha naquele sitio vendido ao Conrado Blanco
O que ocorreu em 1955?
Minha Mãe estava esperando o Irmão Agostinho, todo seu parto era de risco, quem a acompanhava era a Comadre Rosa Fiori. Resolveram que ela iria para a casa de sua irmã, Tia Ana, que morava na Fazenda dos Vieiras, se fosse preciso correr para o Hospital, ali era mais fácil e próximo a Vila.
Então meu pai foi para lá para ficar com minha Mãe e nós teríamos que ir dormir na casa dos nossos avós, mas naquela noite, era Sábado, teve um baile improvisado na casa do Zé Barbosa, la estava tocando sua viola meu avô e o violão meu tio João. La pelas 10,30 horas, meu avô falou para ir embora com ele, mas não fui, depois, esperei clarear o dia para ir para casa deles que ficava, mais ou menos 1500 metros da casa do Zé Barbosa.
Clareou o dia, fui para  casa dos Avós.
Na entrada da cozinha da casa de minha avó tinha, uma bacia pequena e uma toalha próxima que era onde lavava as mãos para o almoço, ou o rosto quando de manhã.
Lembro que cheguei, minha avó estava brava porque passei a noite lá sem dormir, meu avô não me contrariava deixou ficar lá. Cheguei  falei para minha avó, vou lavar o rosto para espantar  o sono, assim o fiz, mas peguei a bacia que estava com agua para lavar o rosto, joguei  coloquei a bacia debaixo do braço, estava voltando para casa, já tinha cruzado uma cerca, minha avó gritando , tive este momento de sonambulismo por uns dois minutos. Vi quando lavei o rosto, joguei a agua fora, depois que coloquei a bacia debaixo do braço e atravessei a cerca de arame, percebi a anomalia, pois como minha avó gritou várias vezes, vi que já tinha atravessado a cerca, do o outro lado e a bacia estava debaixo do braço. Nunca tinha passado uma noite sem dormir, foi por pouco tempo, mas percebi que era um Sonambulo.
Já aconteceu com você caso de sonambulismo, me conte. Será que o Elias era sonambulo, me parece que sim. Vou perguntar.

Historias da Barra Seca: Quem Apanha Nunca Esquece

Jorge Rodrigues de Oliveira

Quem Apanha nunca esquece(Historias de Zelinho)

Mais uma história do baú do(Irmão Elias (Quem apanha nunca esquece)
Zélinho não era neste tempo o Cana Verde.
Mas como era grandão, gostava de bater nos meninos menores que o contrapucésse. Muitos meninos apanharam de Zelinho Passou o tempo o Zelinho Cana Verde, ja mais velho, encontrou com uma de suas vitimas na rodoviária. Começaram a conversar e este lhe falou :
Lembra você sempre me batia, era maior que eu. Zelinho falou: não lembro não, no que o interlocutor falou: Quem bate, nunca se lembra, mas quem apanha nunca esquece. Os personagens desta história, pergunte ao Elias quem são, pôde ser que vocês os conheçam.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Assombrações da Barra Seca: Quem tomou meu Chapeu aqui.




Assombrações e sustos na Barra Seca.Tomaram o meu Chapeu.
O Canto do Urutagua esta neste video.

Hoje a história(zélinho e a assombração) pergunte ao Elias.

Zélinho morava no sitio na Barra Sêca.
Na noite de Sexta feira Santa, tinha a cerimônia das dores de  Cristo, pois não havia a missa, mas a cerimõnia. Terminando juntavam todos para voltar para casa. No caminho , na sexta-feira santa, conversa sobre assombraçãoZelinho afirmava não acreditar em assombração, mas os que estavam com elê afirmavam, assombração existe, toma cuidado, mas Zelinho continuava debochando.Zélinho estava com 07 ou 08 pessoas, desciam pela estrada da Serrinha, que passava por onde era a trincheira dos Paulista.Conversando e o Zelinho debochando.Chegaram na Serrinha, mata de um lado, escuro, derrepente um urutagua soltou aquele canto aterrorizador ,uuuuuuooooooooooooaaaaaau, mais ou menos assim. No primeiro canto, o cabelo do Zelinho se arrepiou todo. Mas ums 100 metros, de novo, uuuuuuuuooooooooooaaaaauu, Zélinho ja estava tudo arrepiado.Descendo, quase na entrada da trincheira, Zélinho deu um grito aterrorizador ,socorro, perguntaram que foi Zelinho?Alguem tomou meu chapéu.Escuro, por ser uma noite sem lua cheia e ter a mata para escurecer.Voltaram e foram procurar o chapéu do Zélinho que estava balançando enrrosgado em um ramo de nhapinda, que é um ramo parecido com cipó ou rama que cresce apoiando em outra arvore, tambem parecido com unha de gato. Ai esta o Zelinho que se julgava corajoso, se entregando, mostrando o quanto era medroso. Para quem não conhece, a trincheira dos Paulista, ficava na estrada que ia pelo Pinheirinho, sitio de um lado do Ze Mingo do outro lado do Osmar, ha uns 4 km de Fartura.
Quer saber mais pergunte ao Elias.

domingo, 22 de dezembro de 2019

Histórias da Barra Seca, Cobra Sururucucu, atacou o Irmão Zézo


     Histórias da Barra Seca: Cobras e Lagartos. O Voo da Surucucu.

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Cobra Sururucucu, cobra venenosa que era encontrada na zona rural de Fartura( Barra Seca)

 Surucucu  cobra venenosa que ataca as pessoas pelo barulho próximo a ela, subindo em arvores

Fartura tinha muitas espécies de Cobras e Lagartos. O Lagarto de papo amarelo, Lagarto mirim e outros. Mas o temor maior eram as cobras, peçonhentas e venenosas, como a Cascavel, a Caninana, Cobra Coral, preta avermelhada, o Urutu Cruzeiro tinha uma cruz na testa, o Urutu Dourado, era curto e pitoco, sua coloração era dourada, por isto o nome e a Cobra sururucucu, cobra destemida e violenta, ela se provocada ficava violenta atacando , voando sobre as vítimas, ou até subindo em ramos inacreditáveis, e tinha as cobras não venenosas, como a Cobra verde e as Cobras Muçuranas, tinham dois metros ou mais, não peçonhenta.
 Por duas vezes vi esta cobra atacar, uma vez, eu meu irmão Zezo e o Elias, íamos pegar o bote de meu avô, que ficava na Barra do Ribeirão Barra Seca que desaguava no rio Itararé, irmão foi pegar o varejão que ficava sobre a mata, com isto a cobra voou sobre meu irmão enrolando e o atacando, mas graças a sua velocidade, com que batia sobre a cobra, ela não conseguiu picar . Foi aterrador, ver a violência que a cobra o atacou, voando sobre ele uns dois metros, tentando ferir, pensei que ela tinha o atingido, mas não atingiu, pois ela caiu enrolado em sua perna, dando botes sucessivos sobre ele. Depois do ocorrido contamos o que tinha ocorrido ao nosso pai, que não estava ali no local.
Outra vez, isto ocorreu, quando morávamos no Chiquinho Rodrigues de Oliveira (Genro do Coronel Marcos Ribeiro), o Antônio Gazuza, também conhecido como (Índio ) , era goleiro dos times dos bairros de Fartura, foi arar com trator terras para o plantio, isto ficava dando volta e passando próximo onde a cobra estava, quando aproximou, ela voou sobre o pneu do trator  , e subiu sobre uma carvorana, ficando bem visível, pois ela subia em locais inacreditáveis, O Antônio tomou todo o cuidado, pois ela podia voar sobre ele.
Por duas vezes, as experiências com esta cobra, SURURUCUCU, não foi nada confortável, aumentando mais o meu temor sobre e como lidar com este bicho peçonhento que tira a vida de muita gente  na nossa região principalmente Fartura, principalmente hoje que o habitat natural destas espécies estão todas devastados, aproximando muito onde esta o ser humano, ou o contrário, o ser humano invadindo o habitat natural destas espécies. Mais uma história da Barra Seca. Será que o Elias lembra e o irmão Zezo se recorda, e o Antônio ainda está entre nós. 

sábado, 21 de dezembro de 2019

Histórias da Barra Seca. O Pescador de Peixe Frito


Armadilha Covo Para Peixe
            Histórias da Barra Seca, O pescador de peixe frito.
 Covo armação para pegar peixe, entra por este funil

O Bairro Barra Seca tinha seus moradores que viviam em uma rotina constante.
A Família dos Bentos de Castro nada de novo acontecia,famílias lutando pelo seu ganha pão, plantios de arroz, feijão milho, alguns tinha outras plantas como o amendoim, feijão fava, colheitas do café, ultima geada grande foi no ano de 1950, sempre havia as pequenas , que não destruiu o plantio.
 O ultimo sobre salto que houve foi a morte de minha bisavó em 1953, Vó Rita como nós a chamava, era mãe de minha avó Benedita e tia do meu avô , pois eles  eram primos. Em 1960 houve um abalo grande para minha Avó, foi a morte derrepente do meu tio João Batista de Castro,  dia 01 de Abril de 1960.Foi dramático, ver o desespero de minha avó quando foram para o roçado onde meu tio foi trabalhar la encontraram caído em vida, chamaram o médico deu como causa morte coração, doença de Chagas, pois Fartura tinha muitos casos de morte por chupança, o Barbeiro.
O que ocorreu, minha avó perdeu seu filho, o penúltimo deles, e o filho caçula, vivia ameaçando sair de casa. Minha avó ficou desesperada com a perda do filho e o outro ameaçando sair de casa.
 Para isto não ocorrer, avô José Mané, pediu para o senhor Julio Espanhol ficar de companhia com o tio Mario não fugir de casa.  Meus tios ambos admiravam demais  o senhor Júlio.
Passou anos ali trabalhando, mas como pajem do que ganhando algo com esta sociedade de meeiros com meu tio.
Não tinham hora para ir para a roça, como não tinha hora para sair.
Principalmente se marcassem uma pescaria para o Rio Itararé. Qual era a pescaria, tinha uma armação chamada (cóvo), que era um jaca fechado de um lado e de outro lado uma armação como um funil, colocavam comida para os peixes, que entravam, e como eram um funil o peixe não percebia a saída. Sempre iam uma vez por semana, era só abrir o covo e retirar os peixes. Toda semana tinha em média de 10 quilos dentro do covo, peixes como Campineiro, Traíra, Mandichuva, curimba, alguns cascudos, iam la retirava os peixes e voltavam para casa. Minha avó limpava e fritava o peixe  para o senhor Júlio levar para casa, morava na cidade lá chegava com os peixes já frito.
Dona Josefa contava para as vizinhas que o Júlio ia pescar, mas chegava em casa com o peixe frito. Isto caiu nos ouvidos de seus vizinhos que encontravam com seu Júlio e o chamavam de pescador de peixe frito, todos sabem como são as histórias de pescador, tornou-se uma galhofa, o pescador de peixe frito.
Mas isto não era galhofa, mas sim o cuidado que minha avó tinha, com aquela pessoa que tanto a servia, tornando-se um pajeador de adulto, deixando sua vida de lado em prol de servir uma família. Isto foi Júlio Gonzalo Martins, um homem que serviu  e pajeou meus tios a pedido de meu avô, para servir minha avó, pessoas que o admiravam e tinham uma grande estima, este pequeno grande homem, que viveu para servir e não se servir, que foi para todos nós um grande amigo e nos orientou nas nossas jornadas. Mais uma história vivida no Bairro Barra Seca, da família Bento de Castro  

Histórias da Barra Seca: Zelinho o Bebado de Biclcleta



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Foto de um bebado de bicicleta fotos do  Youtube
Uma foto ilustrativa do Youtube.


Mais uma do arquivo do irmão Elias.(Zelinho o bicicleteiro) Zélinho andava de bicicléta apesar de sempre tomar umas e outras. Uma sexta- feira, depois do almoço, o Zelinho tinha tomado umas e comprado uma garrafa , acreditou que estava doente, foi no posto de saúde do Dr Zézinho para se consultar., mas as atendentes não o atenderam porque o Dr não iria no periodo tarde, Zelinho bebado começou a ofender as funcionanias do posto. Chamaram a policia, pois o posto era ao lado da delegacia, la foi o soldado Lelo atender esta ocorrência, chegou la ja disse: Você de novo Zelinho cana verde, o que me sobra nesta vila, é só prender bebado. Zelinho foi enquadrado uma revista de prache e tomar a garrafa de Cana Verde na mão do Zélinho, que resmungava, só queró que o Dr me atenda. Lelo falou vamo la para cadeia, va empurrando sua bicicléta, foi, mas ja caiu com a bicicléta. Lelo resolveu dar uma chance para o Zelinho cana verde. Falou: va até a esquina do Grupão e volte com a bicicléta que eu te libéro, não vai ficar preso, Lelo acreditou que ele cairia, e o reteria até passar a bebedeira, Zélinho cana verde, montou na bicicléta, la na esquina do Grupão, deu uma olhada, despengou rua abaixo e la ficou Lelo com a garrafa Cana Verde na mão. Naquele tempo o delegado de policia era nomeado um cidadão de bem e politicamente engajado. Este delegado, trabalhava nos aeus afazeres particulares e depois ia para delegacia . Chegou la na porta da delegacia viu o Lelo com a garrafa na mão esperando o Zelinho cana verde voltar, que fugiu rua abaixo pedalando a bicicleta . Ai delegado falou para o Lelo: ta tomando Cana Verde agora Lelo?

Histórias da Barra Seca: Zelinho o Bebado , Apanhei de novo.


A Bebida faz mal para todos, principalmente a Familia, Mãe protegendo a filha do Pai embriagado
História de bebado(credito ao meu irmão Elias). Fartura tinha algumas pessoas que gostava de beber e depois ficava valente. Um destes éra o zelinho cana verde. Tinha uma pessoa que tinha uns 25 anos conhecido por Zualdo, dizia: bebado não tem razão, não tem respeito, não tem dono. O Zelinho cana verde se encontrou com Zualdo atras da Igreja na antiga rodoviária, bebado queria brigar com zualdo, este deu-lhes uns tapa, ele caiu e ficou, não podia levantar. Quando conseguiu levantar, desceu a Barão do Rio Branco, foi em um buteco do Zito, tomou mais um pouco, ja ficou cercando frango. Encontrou novamente com Zualdo, foi tirar satisfação, este falou: quer apanhar de novo, desceu-lhe a mão, apanhou outra vêz. Passou umas horas, o Zelinho cana verde lembrou do ocorrido com elé e o Zualdo, após a bebedeira, fica arrependido, pensou, vou na casa delê pedir desculpa. Antes de ir passou no botéco, falou que ia pedir desculpa ao Zualdo. Aconselharam para não ir. Mas elê foi. Chegou na porta da casa, bateu palma, Zualdo nem esperou elê abrir a boca, ja lhe falou. Quer apanhar de novo né, deceu-lhe a mão de novo. Mesmo todo esfolado, elê falou, eu vim aqui só para pedir desculpa, Zualdo falou: agora é tarde, ja apanhou. Zelinho saiu dali e passou no botéco, perguntaram , como foi Zelinho. Apanhei de novo.

Aparecidinho e as Pescarias dos Primos no Rio Itararé




Pescadores com tarrafas em rios

Aparecidinho e a pescaria dos primos(pergunte ao Elias que ele conta)
Hoje o Zélinho Cana Verde fica assistindo, pois sempre esta presente)
Os primos e os irmãos e alguns amigos resolveram fazer uma pescaria no Rio Itararé, levamos tarrafa para pegar os peixes e depois fazer um braseiro e assar, comendo peixe assado no limão.
Quem estava na pescaria, Eu o Elias, João Bicudo, Sebastião Bento, o Zezo Palma, Gabriel Fogaça, que era um destes peões que trabalhava com as familias , o Aparecidinho que trabalhava com o Zezo Palma a vitima das nossas armações, o tio Mario que faleceu este ano.
Tinha mais gente que não me recordo no momento.
Nôs encontramos na beira do rio depois do Garimpeiro na fazenda do Izaque Garcia. Ja estava meio escuro fomos jogar tarrafas para pegar peixe para comer com comida que levamos. Não pegamos nada, a agua estava muito fria. Era mais ou menos 09,30 horas, aparece o Aparecidinho cercando frango, bastante bebado, entregou para o Zezo, pão e uma garrafa de pinga, cana chic, eu fiquei de olho, junto com Gabriel, A pescaria não estava bôa, mas resolvemos subir nas arvores e alguem ter que buscar, pegar o cara. O Gabriel Fogaça era um eximio nisto parecia um macaco, era bom em tudo propunha a fazer. Tanto é que os Garcias não os deixava sair.(Estas pessoas como o Gabriel Fogaça, seu irmão Antonio, Aparecidinho, joão Braulio, iam trabalhar como peões ficaram orfãos, eram tratados como próximos a familia, portanto o Aparecidinho era muito ligado a familia do Zezo. Pergunte a Cotinha.)
Depois desta zueira, fomos jogar truque, tinha varias duplas.
Por fim ja era meia noite por ai, o Aparecidinho colocou o pão e a garrafa debaixo do travesseiro improvisado claro, logo dormiu, fui la tirei o pão e a pinga e coloquei no travesseiro do meu tio Mario.
O Zezo resolveu comer pão, foi procurar com o Aparecidinho e não encontrou. Ficou bravo, foram procurar e encontraram no travesseiro do tio Mario que nào sabía de nada, pois ele não tinha pego, eu que havia colocado.
Quando o Zezo viu que o pão estava com o tio Mario, foi para cima do tio, depois descobriram que eu e o Gabriel que havia aprontado, colocado o pão nas coisas do tio Mario.
Passamos uma noite divertindo muito, mas criando atritos entre os parentes, sem bebida, pois aprontamos porque o Zezo tinha a pinga, mas não deu para ninguem, tiramos dele e arranjamos uma bela confusão, eu eo Elias estavamos saudosos destes encontros com a turma da Barra Sêca, pois não moravamos mais la.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Relações entre os Bentos e os Ribeiros do Valle de São Simão a Fartura



Como tratavam e convivião na escravidão.
Paróquia São Simão,pag.48/26/12/1846, filme de batismo de 1844 a 1850. Imag. 52 de110 do familysearch.org, este o endereço para pesquisa.
Batismo de Gertrudes: filha de José e Catharina, escravos de João Bento de Castro.
Aos 26/12/1846, batisei solenemente a Gertrudes de 15 dias, filha legitima de José e Catharina, escravos de João Bento de Castro e foram padrinhos, Antonio e Maria, es cravos .
esta de João Vieira de Gusmão e aquelle de Joaquim Ribeiro do Valle
O Vigario: Jeremias José Nogueira.
Por este documento mostro a relação que havia entre as familias que foram para Fartura, familia de Coronel Marcos Ribeiro e joão Bento de Castro, este João Bento fe Castro era o pai de João Bento de Castro de Fartura da fazenda Barra Sêca, do casarão, das festas de São João,