Catharina Alfonso de Balbode
tem a descendência de toda a nobreza Européia, pois, como sabemos, os Reinados
Europeus, são todos de uma mesma Família. Fernando de Eça, Senhor de Eça
Fernando de Portugal, depois Fernando de Eça (1379 - Castelo de Eza, 1478), foi
um nobre português. D. Fernando de Eça era filho unigénito de D. João de
Portugal, Duque de Valência de Campos, e de sua primeira mulher, da qual foi
segundo marido, D. Maria Teles de Meneses, e neto paterno de D. Pedro I de
Portugal e de sua segunda mulher D. Inês de Castro.[1] Saiu do Reino com seu
pai e viveu durante muito tempo na Galiza, onde teve o Senhorio da vila de Eza,
em Português, Eça, que lhe deu em Préstamo o 1.º Duque de Arjona Grande de
Castela, D. Fadrique Enríquez de Castilla, seu primo segundo, da qual D.
Fernando de Eça tomou este nome e apelido.[1] Não herdou os vastos senhorios de
seu pai, que os perdera quando foi para Castela.[1] Não obstante, regressou,
mais tarde, a Portugal, onde teve o foro de Fidalgo da Casa Real. De acordo com
a descrição de Anselmo Braamcamp Freire nos Brasões da Sala de Sintra,
"Criado ao desamparo, sem pai, nem mãe, nem quem por ele realmente se
interessasse, saiu um devasso acabado. O seu fraco era casar e com o maior
desassombro o fazia, chegando ao ponto de ter as vezes três ou quatro mulheres
vivas. Então, filhos, isso era um nunca mais acabar. Quarenta e dois lhe
assinam os nobiliários!" "Casou-se pelo menos, seis vezes mas apenas
se conhece o nome de uma das mulheres: Isabel de Avalos."[2] De acordo com
a descrição de Manuel José da Costa Felgueiras Gaio no Nobiliário das Famílias
de Portugal, "...foi casado com muitas mulheres todas vivas, devia ter boa
consciência, ou seguir o Alcorão, em que se permitem muitas
mulheres..."[3] Embora dele se diga até que foi casado com seis mulheres,
todas elas vivas, e que teve das suas diversas mulheres quarenta e dois filhos
e filhas, que dos quais e das quais se conhecem dezanove, e que parece que sete
foram havidos e havidas em D. Isabel de Ávalos, na realidade, levou uma vida
aventureira, casando-se três vezes estando todas as mulheres vivas, e das quais
teve quinze filhos e filhas. Pelo facto de ter tido a descendência desses
casamentos consecutivamente e não concorrentemente, e atendendo à sua
longevidade, se deduz que tenha casado de novo de cada vez com uma mulher mais
nova e em idade núbil pela qual trocava a anterior mais velha. A 11 de Abril de
1455, D. Afonso V de Portugal doou a D. Fernando de Eça e a sua mulher D.
Isabel de Ávalos, enquanto sua mercê for, uma tença anual de 10.000 reais de
prata, a partir de 1 de Janeiro de 1455. Nos últimos anos de vida,
"arrependido da escandalosa em que vivera, fizera devidas demonstrações de
Cristão e de penitência, e se vestira no Hábito de São Francisco, e no teor
desta vida acabara; a que alude o Escudo das Armas que formou, em que poz o
Cordão daquelle Santo com os Escudetes Reaes, de que usaram seus
descendentes", de acordo com a História Genealógica da Casa Real
Portuguesa de D. António Caetano de Sousa. Por esta abundante geração se
continuou o apelido de Eça.[1] As armas dos de Eça são: escudo em campo de
prata, com cinco escudetes de Portugal antigo de azul postos em cruz, cada um
carregado de nove besantes de prata e como carbúnculo um cordão de São
Francisco de púrpura, com seus nós, posto em cruz, em aspa e em orla, e
sobreposto a todos os escudetes salvo o do centro; timbre: uma águia de
vermelho ou de azul, bicada, linguada, armada e membrada de ouro e carregada no
peito de cinco besantes de prata.[4] Faleceu, arrependido dos seus desvarios,
conforme se diz, alguns dizem que em casa de sua terceira mulher Isabel de
Ávalos, mortificado com penitências e envolto no Hábito de São Francisco, no
seu Castelo de Eça, sendo trasladado para o Convento do Espírito Santo de Gouveia,
de que era Padroeiro, onde seu corpo chegou a 25 de Janeiro de 1479, sendo
sepultado na capela-mor em túmulo com o seu brasão de armas e o seguinte
epitáfio: «Aqui jaz Fernando d'Eça filho do Infante João neto d'El-Rei Pedro de
Portugal, & da Infante Inez de Castro sua mulher; & bisneto d'El-Rei D.
Afonso, o que venceu a batalha do Salado. Este Fernando foi padre de Catarina,
Abadessa de Lorvão, que o aqui mandou trasladar na Era do Nascimento de nosso
senhor Jesu Christo de mil & quatrocentos & setenta & nove anos,
XXV dias de janeiro». Casou primeira vez com Maria de Melo, falecida depois de
1422, Portuguesa, cuja ascendência se desconhece, da qual teve três filhas e um
filho: • D. Maria de Portugal, que casou três vezes, sem geração, e depois foi
Freira no Convento de Santa Clara, no Porto, segundo Cristóvão Alão de Morais •
D. Inês de Portugal, casada com Gonzalo de Híjar, Senhor do Vale de Jalón,
falecido depois de 1450, com geração • D. Diogo de Eça, casado com Joana da
Silva, filha do Doutor Pedro da Silva e de sua mulher, segundo Cristóvão Alão
de Morais, sem geração • D. Beatriz de Eça (c. 1416 - d. 1461) Casou segunda
vez com Leonor de Teive, Espanhola, cuja ascendência se desconhece, da qual
teve três filhos e duas filhas: • D. Fernando de Eça (c. 1419 - a. 1 de
Fevereiro de 1498) • D. Leonor de Eça (c. 1421 - ?), casada com Galiote Leitão
de Vasconcelos (c. 1410 - ?), Senhor da Torre da Ota • D. João de Eça (c. 1423
- ?), Fidalgo da Casa Real, Comendador da Cardiga na Ordem de Cristo, solteiro e
sem geração • D. Garcia de Eça (c. 1426 - ?) • D. Isabel de Portugal ou de Eça
(c. 1428 - ?), casada com João de Sotomayor, com geração feminina Casou
terceira vez com Isabel Dávalos ou de Ávalos, falecida depois de 1480, filha de
Pedro López Dávalos, ao qual alguns chamam Juan, e de sua mulher María de
Orozco, da qual teve três filhas e três filhos: • D. Branca de Eça (c. 1435 -
?), casada primeira vez com Vasco Fernandes de Lucena (c. 1400 - ?), do qual
foi segunda mulher, sem geração, e casada segunda vez com João Rodrigues de
Azevedo, o Boi, filho de Rui Fernandes e de sua mulher Ana de Azevedo, com
geração; a 1 de Abril de 1451, D. Afonso V doou a João Rodrigues, filho do Dr.
Rui Fernandes, Fidalgo da sua Casa, enquanto sua mercê for, uma tença anual para
estudos de 5.140 reais de prata, a partir de Janeiro de 1451; em 1462, João
Rodrigues de Azevedo, dito «filho do doutor», era Cavaleiro Fidalgo da Casa
Real com 1.500 reais de moradia • D. Pedro de Eça (c. 1437 - 1492) • D. Inês de
Eça, casada com D. Garcia de Sousa • D. João de Eça (c. 1442 - c. 1487), casado
com Leonor de Aragão, sem geração[5] • D. Catarina de Eça (c. 1444 - d. 24 de
Novembro de 1519)( mãe de João Ramalho) • D. Duarte ou Eduardo de Eça (c. 1445
- a. 23 de Outubro de 1475), Clérigo, Reitor de Santa Maria de Arganil; a 2 de
Maio de 1461 teve de graça especial do Arcebispo de Braga as quatro ordens,
menores, scillicet, primeira clerical e tonsura, D. Duarte de Eça, filho de D.
Fernando de Eça e sua mulher D. Isabel de "Auilles", moradores na
freguesia de "Enxarez de Badalhouçe diocese Pacense"; a 11 de Abril
de 1463, D. Afonso V perdoou um ano de degredo a Jorge Dias, Bacharel de D.
Duarte de Eça, a que fora condenado para a cidade de Ceuta, contanto que pague
1.500 reais brancos para a Arca da Piedade; a 23 de Outubro de 1475, D. Afonso
V apresentou à Igreja de Santa Maria de Arganil, do Bispado de Coimbra, D.
Rodrigo de Sousa, em substituição de D. Eduardo de Eça, seu último Reitor, que
morrera; deixou, pelo menos, um filho natural ou sacrílego A 11 de Abril de
1455, como ficou dito, D. Afonso V doou a D. Fernando de Eça, e a sua mulher D.
Isabel de Avalos, enquanto sua mercê for, uma tença anual de 10.000 reais
prata, a partir de 1 de Janeiro de 1455. Quando seu filho D. Duarte de Eça tirou
ordens em Braga em 1461, como se disse, vem referida como D. Isabel "de
Auilles", moradora com seu marido na freguesia de "Enxarez de
Badalhouce diocese Pecense". A 27 de Outubro de 1469, D. Afonso V
privilegiou Pedro Gonçalves, almocreve, morador em Gouveia, servidor de D.
Isabel, mulher de D. Fernando de Eça, isentando-o do pagamento de diversos
impostos concelhios onde morar, de ir com presos e dinheiros, de ser tutor e
curador, de ser posto por besteiro do conto, de lhe tomarem as bestas de sela e
albarda, bem como do direito de pousada.
Olá, meu nome é Emílio, sou brasileiro e estou pesquisando sobre João Ramalho. Há quem conteste que a mãe de João Ramalho, Catarina Afonso de Balbode, fosse filha de Fernando de Eça, afirmando que não existem provas documentais. Você teria algum documento que confirme essa ligação? Obrigado pela atenção
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