segunda-feira, 30 de março de 2020

Os Sons de Domingo a tarde na Vila de Fartura

                                       
                                           
                                       Os sons de Domingo a tarde na Vila de Fartura.

Fartura anos 60, efervescente como nunca, tinha seu dia a dia, mais o dia de Domingo a Tarde era quando as manifestações de alegria e o conviver da Vila de Fartura acontecia.
                                                                                                     
                                     

                                                         Visão atualizada de Fartura

Quer no período da manha ou a tarde quando tinha futebol na Vila de Fatima sempre comandado por Salvador e o Hélio Sapateiro, ou os cunhados do Salvador, Jair e o Chico, o Marcelo era garoto ainda. Enquanto o futebol de Fartura foi suspenso após o final contra Sertãozinho, o campo foi abandonado por dois anos, muita coisa acontecia na Vila de Fatima. Era um assíduo frequentador deste campo.
Mas o que vou falar é da preparação para a missa das 1700 horas, o serviço de alto falantes do Cine Casino, e dos serviços de Alto falantes Municipal, começava após a missa.

                                                                                                               
                                      

                    Cine Casino e as filas de domingo., para entrar na sessão após a missa.

Um domingo qualquer de onde você estivesse na vila você ouvia o boa noite Do Claudio Pin, anunciando os serviços de Alto falantes do Cine Casino, anunciando a programação do dia e os futuros filmes programado e claro colocando músicas que eram sucessos. Claro que era antes da Missa das 18,00 horas.

                                        
                                                                                                               
                     Igreja Matriz do Padre Salvador, Francisco, Gabriel e Bispo Gorgonho

Como costume os sinos da Matriz anunciar a Missa, eram três chamadas, avisando a Comunidade que ir ter Missa, começavam as 17, 30 horas, as 17,45, e bem próximo as 18,00 horas. Os bares do Gabriel e Antônio Andrade sempre recebendo gente , do outro lado do Toninho Garbeloti, bem depois funcionava também o bar do Luiz Prestes, farmácia do Renato sempre de plantão, e o vai e vem das pessoa para a missa das 18,00 horas.

                                          
                                       
                                                             
                 Vista Interna da Igreja Matriz, Paróquia Nossa Senhora das Dores de Fartura

Os Bentos, Garcia, Ribeiros Palmas da Barra Seca, os Mendes, os Dealiz, os Quekis, os Alves, os Romeiros, os Fabio, os Louvison do Pinheirinhos,
Das fazendas do Doutor Del Cistia do Doutor Zezinho, sempre presente, povo Católicos Os Vieiras Góes, os Dognhani, da fazenda Santana, da Fazendinha, do Paiolão,, do Bairro Areias, da Guauivira, da Jacutinga, das Taquaras, da Aldeia , do Bairro dos Macacos da fazenda Barbieri, de todos os cantos estavam presentes no ato religioso, os moradores do sitio. Próximo as 18,00 horas, a família Lucarelli, os Bortotti, os Garbelotti, os Gabriel, os Priolli, os Maluli, os Bagallas, os Soares, Stelas, os Prestes, os Prados, Bicudos, os Ribeiro Salgados, os Garcia, família Silva, os Tucunduvas,  o Gabriel, os Andrades, familia Rocha, familia Encarnação toda a família Farturense indo assistir a Missa do Padre Salvador do Gabriel, que faleceu a pouco na Itália. Missa de Domingo lotado, hoje as doações serão importantes, pois os gastos da Paróquia, será que é a Tereza com mais quem para recolher a esmola ofertada, O leitor foi O João Garcia ou, João de Góes, ou José de Góes, não precisavam de alto falantes.


                                          

                                Anos 60 a Praça era bem arborizadas, com arvores imensas        

Acaba a missa, há casais na fila do cinema, algumas moças estão sozinhas na fila, mas ela não está só, pois uma forma de encontrar como namorado é ir ao cinema, ela entra e o namorado vem depois, será que é um filme romântico um filme histórico , ou será uma comédia nacional. É o cinema de Domingo do Cine Casino de Fartura, como mudinho na porta, ninguém entrava sem pagar.
Após a Missa começa o serviço de Alto falante Municipal, quem esta a comandar, me recordo Vitório, começava as 07,30 e terminava as21,00 horas, pois segunda era dia de batente, começava aquela velha história, de fulano oferece para a fulana, e a a moeção de cana começava, moças pela parte interna do Jardim, rapazes pela parte externa, muitos casais se conheceram neste local, vão rodando a praça e a moeção de cana continua. Toma cuidado não pise na grama que o fiscal do Jardim esta atento, me parece que era o José Viana.

                                                                                                                            
                                         

                                                       Foto do Coreto inaugurado nos anos 60
                                                                                                         
EStavam as filhas filhos de todas as famílias Farturenses, como os Bentos, Vieiras, Garcia Borbote, Ribeiros, Palmas, Dognhani, Louvison, Soares, Bergamo, Mazetto, Prioli, Simati, Louvison, Alves, Dealis, Moreira, Pereira, Camargos, Vaz,Pin, O Stella com sua namorada , os Claudino , os Gonçalves, os Vieiras de Gusmão, os Lucarellis, os Rochas, os Araújo, os Tucunduvas , os Bentos de Castro, os Vieiras, os Scarduelli, os Calabreses, os Lobos, os Trindades, os Rolim, os Mouras, é os moços e as moçoilas moendo cana no Jardim.
EM fim a Missa acabou, a sessão de cinema findou, os serviços de alto falante encerraram, mas um domingo vivido pela Comunidade Farturense.

                                  

                                Coreto antigo, nos anos 50 ja existia, o serviço de som era em baixo
                             com o Coreto novo passou la para a rua Barão de Rio Branco                                                                                                    



                                         

sábado, 28 de março de 2020

Corona o perigo do Século.

                                         

                  Corona Virus o que sabemos sobre este Virus.


                                     
                     
                                                      


     Informações que chegam ao nosso conhecimento, para nós que somos leigos é que nos resta a falar sobre ele. Site oficial da Secretaria da Saude, estas informações

Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderada, semelhantes a um resfriado comum. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem. Os coronavírus comuns que infectam humanos são alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Alguns coronavírus podem causar síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave que ficou conhecida pela sigla SARS da síndrome em inglês “Severe Acute Respiratory Syndrome”. SARS é causada pelo coronavírus associado à SARS (SARS-CoV), sendo os primeiros relatos na China em 2002. O SARS-CoV se disseminou rapidamente para mais de doze países na América do Norte, América do Sul, Europa e Asia, infectando mais de 8.000 pessoas e causando entorno de 800 Em 2012, foi isolado outro novo coronavírus, distinto daquele que causou a SARS no começo da década passada. Esse novo coronavírus era desconhecido como agente de doença humana até sua identificação, inicialmente na Arábia Saudita e, posteriormente, em outros países do Oriente Médio, na Europa e na África. Todos os casos identificados fora da Península Arábica tinham histórico de viagem ou contato recente com viajantes procedentes de países do Oriente Médio – Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Jordânia.

Pela localização dos casos, a doença passou a ser designada como síndrome respiratória do Oriente Médio, cuja sigla é MERS, do inglês “Middle East Respiratory Syndrome” e o novo vírus nomeado coronavírus associado à MERS (mortes, antes da epid
Manifestações Clínicas
Os coronavírus humanos comuns causam infecções respiratórias brandas a moderadas de curta duração. Os sintomas podem envolver coriza, tosse, dor de garganta e febre. Esses vírus algumas vezes podem causar infecção das vias respiratórias inferiores, como pneumonia. Esse quadro é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, com sistema imunológico comprometido ou em idosoemia global de SARS ser controlada em 2003. Desde 2004, nenhum caso de SARS tem sido relatado mundialmente.

Periodo de incubação do Corona vírus é de 02 a 14 dias.Períodoa transmissão viral ocorre apenas enquanto persistirem os sintomas É possível a transmissão viral após a resolução dos sintomas, mas a duração do período de transmissibilidade é desconhecido para o SARS-CoV e o MERS-CoV. Durante o período de incubação e casos assintomáticos não são contagiosos.
Transmissão inter-humana
Todos os coronavírus são transmitidos de pessoa a pessoa, incluindo os SARS-CoV, porém sem transmissão sustentada. Com relação ao MERS-CoV, existem a OMS considera que há atualmente evidência bem documentada de transmissão de pessoa a pessoa, porém sem evidencias de que ocorra transmissão sustentada.
Modo de Transmissão

De uma forma geral, a principal forma de transmissão dos coronavírus se dá por contato próximo* de pessoa a pessoa.
* Definição de contato próximo: Qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente (ex.: morado junto ou

 visitado).Fonte de infecção
A maioria dos coronavírus geralmente infectam apenas uma espécie animal ou, pelo menos um pequeno número de espécies proximamente relacionadas. Porém, alguns coronavírus, como o SARS-CoV podem infectar pessoas e animais. O reservatório animal para o SARS-CoV é incerto, mas parece estar relacionado com morcegos. Também  existe a probabilidade de haver um reservatório animal para o  MERS-CoV que foi isolado de camelos e de morcegos.

Confirmação do primeiro caso da doença Covid-19 no Brasil completa um mês nesta quinta-feira (26). Tendência no exterior mostra que ritmo de contágio ocorre em momento posterior aos primeiros 30 dias. Informações G1, Amanda Polato e Caue Muraro.
confirmação do primeiro caso do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no Brasil completa um mês nesta quinta-feira (26). Desde aquele registro inicial, o país chegou a mais de 2,5 mil infectados e ultrapassou a marca de 60 mortos, de acordo com as secretarias estaduais de Saúde.
Ia mostrar uma pesquisa deste site , mas vi que fazem as coisas intencionalmente, omitindo informações sobre a Espanha , França e Inglaterra, então exclui estas informações, procurei uma fonte mais fidedigna e não a do G1.
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, explicou que a maioria dos casos de coronavírus são assintomáticos, ou seja, a pessoa terá a doença, mas não apresentará sintomas. "De cada 100 pacientes com cornavirus, conseguimos identificar 14. Cerca de 86% das pessoas que tem coronavirus não são identificadas. Isso ocorre no mundo inteiro. Trabalhamos com um índice que seria baseado na evolução dos demais países de um acréscimo no número de dados confirmados de 33% por dia. Isso significa que a cada três dias, teríamos o número de casos dobrado. Isso tem acontecido. No entanto, temos ficado geralmente abaixo dos 33%. A curva de crescimento está dentro da nossa expectativa. O Brasil não é o páis que tem a maior variação de casos dos 10 países mais acometidos. Estamos abaixo da média entre os países. O crescimento de casos está dentro da expectativa", disse o secretário-executivo.
Para garantir um esforço coletivo de todos os brasileiros para reduzir a velocidade de transmissão do coronavírus, na última sexta-feira (20), o Ministério da Saúde reconheceu a transmissão comunitária da Covid-19 em todo o país. Assim, a medida é uma estratégia para que todo o Brasil se una contra o vírus.
Em termos práticos, a declaração é um comando do Ministério da Saúde para que todos os gestores nacionais adotem medidas para promover o distanciamento social e evitar aglomerações, conhecidas como medidas não farmacológicas, ou seja, que não envolvem o uso de medicamentos ou vacinas.
Foi vendo algumas informações  em site oficiais que seja crível que aqui estou postando, site oficiais da Secretaria da Saude do Ministério da saúde.
Jorge Rodrigues de Oliveira.


Quem são os Predadores da nossa fauna e nossa Flora.

                     
                                                  Os Predadores de nossa Fauna e Flora.
                                               O Homem predador do próprio Homem
                                               Ai esta as consequências, fato concreto.
                                                                                                     

                                                 Parque Das Emas Cerrado Brasileiro

Creio que foi em 2002, eu e minha família, ao entrar no acesso para a Castelo Branco saída de Avaré, vejo no meio da Pista está Ave ,(Ema), característica do cerrado Brasileiro e dos campos no Estado de São Paulo , uma bela ave, bem menor que o avestruz, mas também bem grande, devendo ter 80 centímetros de altura, se o Brasil não cuidar entra em extinção.                                                            Quando morava na Barra Seca em Fartura, da porta da cozinha via a área que era da Tia Inácia Benta, mãe dos Goizinhos, mãe do Gertrudes do José, do João, do Dito, do Manuel esta faltando alguns nome, mas são os que me recordo atualmente, era uma área de plantio de arroz, feijão, milho, inclusive meu pai plantava arroz em uma área que era do João de Góes.
Depois da colheita destas áreas ficava o que era chamado de soqueira, que é o restos da planta, seus pés secos o milho, resto de semente de arroz, do feijão, ficava alguns caroços de milho, mas também muitos insetos, tais como grilos, algumas espécies de taturanas, no banhado minhocas, em fim era cheio de vida, principalmente naquela época que não era usado inseticida, lá vinha os nhambus, as perdizes ou codorninhas, para estas áreas, com muito alimento para estas espécies. Via a matança que estas pessoas faziam com seus cães amestrados, dava pena ver o desespero das codornas , dos Nhambus, das Perdizes ao serem atacadas e mortas por estes destruidores do eco- sistema, que estamos percebendo que a natureza esta cada dia mais pobre, pois não se cria novas vidas, mas acabamos a que temos e jamais se recuperará.

                                                            
                                

                                                Soqueiras, restos depois da colheita.

Como estava falando, nestas áreas tinha estes pássaros, após a colheita apareciam os tais caçadores de Codorna ou perdizes com seus cachorros, vinha em mais de um , via a judiação que era , muitas vezes faziam a devassa, não se preocupava se era tempo de procriação ou não matavam, era levantar e cair, pois os cachorros eram bem treinados, via  a perdiz, paravam esperava o comando do caçador, espantavam , era um tiro certeiro e o cachorro vinha trazer a perdiz ao seu dono.

                                                                                          

                                  Caçador atirando contra a perdiz, difícil perder o tiro.

                                                                                 
     Tiro a perdiz  voa ao ser espantada pelo cachorro perdigueiro que são raças que se dão bem com o treinamento
                                                                  
                               
      Olha esta imagem o caçador atirando o cão em baixo e a  ave a ser abatida voando.
                                              

       Caçador com as perdizes abatidas e o cachorro, as cadelas são melhoes amestradas.

Vejo como nós Brasileiros fomos predadores da nossa Flóra e da nossa Fauna, o homem destroi tudo, não pensa no amanhã.
Caçadores tambem tinham os qu eram chamados de viadeiros , eram treinados para caçar veados. Lembro que Pedro Ribeiro Palma tinha estes cachorros, pois ia la pegar leite e uma vez a cachorra me mordeu, fiquei com a marca da presa afundada no meu braço, tinha a cachorro e mais dois cachorros, eram grandes, brancos e de pelo liso e curto..
Os  cachorros especializados em caçar perdiz são os perdigueiros, são cachorros doceis,mas muito bem treinados para esta caça.

                                                                                                

                               Cachorro caçador de Perdiz, no Brasil são os Perdigueiros

Nos campos e nas Soqueiras como eu via tinha as perdizes e as codornas. As perdizes são maiores que as codornas, tambem os nhambus, são especies que gostam destas areas , pois se alimentam de pequenos insetos e algumas sobras que fica na soqueira.
                                                   

                                                                                                                              
           Codorna e a perdiz diferem uma da outra em tamanho, perdiz é maior que a Codorna
                                                                        

                                     Perdiz do Cerrado e dos campos brasileiros.


Hoje existem Leis de proteção a Fauna e a Fóra,mesmo assim acontece , destruição por queima no cerrado Brasileiro, na Amazônia, sempre acontece batidas, pegando estes mercadores de passaros, prendem e vendem de tudo quanto é espécie, peixes aves, passaros répteis, há aquele chamado Chama onde, o criminoso coloca uma gaióla aberta e o passaro vem ouvindo a chama é preso, lembro de que aconteceu na Barra Seca, os criminosos acabaram com os canarinhos que viviam e era alimentados pelos moradores do local, nada aconteceu com estes predadores do meio ambiente. E os sitios , os roçados vai ficando vazio, pois muitas especies entram em extinsão, devido os Predadores do meio ambiente.
Isto eu vi acontecer, na roça, no sitio dos Bentos, na porta da cozinha de nossa casa, os caçadores de Codorna com seus cachorros amestrados..
                       Jorge Rodrigues de Oliveira.           



quinta-feira, 26 de março de 2020

Cobras e lagartos tinha em Fartura

                                         
                       Cobras e Lagartos tinha em Fartura                                                                                                     

   Fartura era uma região de matas virgens, habitat natural de muitas espécies de animais, aves, cobras e lagartos, jacarés e peixes.
Era engraçado ver o lagarto tentando derrubar a fruta de joa, dando rabadas.


                             
                                                                                 
                               Especie que tinha em Fartura, lagarto

Os rios eram pródigos em peixes, como Dourados, Curimbatás, Surubim, Mandijubas, e as espécies menores, Piava, Campineiro, cascudos, traíras, inúmeras espécies.
Nas lagoas era comum o Jacaré de papo amarelo, Jacareacanga, algumas espécies que na nossa região vivia.                                                                                               
Nas matas ou entorno do Rio Itararé , era comum ver Capivara, Paca, Cotia, Coelho, Lebre, outras espécies como o Veado, os Tamanduás, Cachorro do Mato, Cateto.
Havia Macacos, Bugios, Saguis, tinha no sitio na Barra Seca.


                             
                                                                                 
       Espécie de Bugio eu vi la no sitio onde eu nasci na Barra Seca

Tinha uma infinidades, pássaros verde, Papagaios, Tirivas, Baitacas, Maracanãs, Nhandaias, Periquitos, Tuins, Gavião Caranjo, Corvos, Pombas, Juritis, Rolinhas, , chupins, Melros, Sabias, Anus, Canários, bico de Pimenta, Sanhaço, curriria, Beija Flor Colibri, João de Barro, Ben te vi, Pica-pau  muito outros , mesmo destas citadas tem sub-espécie.
                                                                              
               

                  Papagaios era comum em Fartura

Umas das espécies que nos assombra e nos causa medo, são as cobras, das espécies que sempre esta próximo a nós em Fartura,  a temida Cascavel, que estava sempre a nos ceifar vidas, como a de meu pai, infelizmente  ao acabar com seu habitat, sai para lugares buscando seu alimento e sobrevivência, nos causando acidentes com esta espécie. Morando la fazenda de Francisco Rodrigues, tinha uma taiuvera,(Amora branca) vi que uma galinha com seus pintainhos,  estava cacarejando, estranhei, fui ver tinha uma cobra bem esticada imóvel, falei para o Dito Rafael que trabalhava conosco, foi la correndo e a matou, tinha 08 guizos, era uma cascavel.
                                                                                
                    

           Cascavel   mais ocorre acidente na nossa região                                                                              
Outra espécie que nos causa transtorno é o Urutu, sendo que há duas espécies,  o Urutu Dourado e o Urutu Cruzeiro, dizem que quando não matavam, aleijavam. Quando morávamos na Fazenda de Francisco Rodrigues foi matado um a menos de 100 metros da casa, esta cabeça dela é duríssima, não quebra fácil 

                       

    Com esta espécie ocorreu um acidente e  ele teve que amputar  parte debaixo da perna.
 Com estas espécies ocorreu acidente com Paulo de Góes Vieira, foi  amputado um pedaço da perna e o tio Joaquim Bento de Castro, ao ser atacado por esta espécie, não o aleijou, mas nunca foi o mesmo em toda sua vida.                                                                 

                       
       
       Esta espécie era encontrada em Fartura na região de restinga, Urutu Dourado ou Jaracuçu

Outras espécies em nossa região, as Jararacas, que são venenosíssimas, e as cobras Corais, não esquecer a surucucu, ataca raivosamente.
Havia na nossa região também a cobra Verde e a Muçurana, chegam a ter 02 metros ou mais, são espécies que não tem veneno, dificilmente nos ataca. Depois da construção da Represa de Chavantes dizem que tem aparecido Sucuris no lago.                                                               

                  
       
Umas das cobras encontradas em Fartura era Gibóia ou a Muçurana, que atacava outras cobras venenosas e as devorava, não era venenosa para os seres humanos.


terça-feira, 24 de março de 2020

A assombração que gostava de ser atropelada

                                         Histórias que os povos contam

                Assombração que gostava de ser atropelada.

Me incomoda ao chegar uma época do ano quando começa a história e o modismo da bruxa Americana e seus aluwins, sei lá como se escreve.
Gastam-se dinheiro em roupas, produtos das bruxas, come -se abobora de tudo quanto é jeito, escolas festejam a data, escolas brasileiras.
Quem é que já não ouviu dizer do nosso Saci Pererê, da Mula sem Cabeça, do folclorismo do Diabo, do Caapora, do Lobisomem e dos Bois Tatas,


                         
                                                                                                   
                         Saci-pererê, mula sem cabeça.

Assombrações, tem de todas as espécies. Aparecem no momento emotivo os Padres cobrando a fé, os Soldados indo para a luta, o valentão espancando o cidadão, também porque não falar também do Espiritismo que leva as pessoas a um estado de transe e  falar também da hipnose.
                                                                                      

                     
                                                                                                          
       Castelinho fica aqui em São Paulo, próximo a Av. São João.

Todas estas situações e ume estado de transe que leva as pessoas a sentir aquela situação.
 Vou mostrar um exemplo que é comum ; você pôde entrar em transe quando você esta quase dormindo, e naquele momento reproduzir uma imagem de alguém flutuando a sua frente e te dizendo algo, pôde ser uma pessoa conhecida ou alguém do quais você ouviu falar.
Há casos de terapia, onde um especialista de sugestiona situações para curar um trauma.
Mas o que vou contar é a história que um amigo de curso de especialização, no ABC, na nossa turma, tinha um rapaz da Cidade de Pirajuí, sendo do interior, nos tempos vagos contávamos alguma coisa.
Um dia começamos a falar sobre assombração. Contei a história, do alguém tomou meu chapéu aqui.
Antônio falou vou contar uma história muito conhecida dos moradores de Pirajuí.
Chegando próximo, tem umas curvas na estrada e uma mata fechada, claro isto contado nos anos 90, la de vai 25 anos, talvez hoje a estrada esta duplicada a mata não exista mais.
Antônio morando no ABC, também moravam seus familiares, seu pai morava aqui e era motorista de caminhão.
Antônio comprou seu carro, que era seu desejo, ir para Pirajuí, para mostrar o carro para os parentes.
Combinou com seu pai, saíram daqui depois do expediente de sexta-feira, se mandaram para Pirajuí.
Seu pai foi para o banco de traz do carro e foi dormindo, chegando naquelas curvas antes de Pirajuí, não é que do nada viu um vulto na estrada, acreditou , tudo normal, caminhou mas uns 500 metros, der repente do nada aparece no meio da estrada uma mulher, toda de branco, não deu tempo de frear, sentiu todo o barulho do atropelamento e ficou desesperado, chamou seu pai. Pai, pai, acordou seu pai acabei de atropelar uma mulher, que que a gente vai fazer agora.
Seu pai falou tranquilamente, toca o barco, vamos embora, eu e meus amigos já atropelamos esta mulher aí muitas vezes, nunca amassamos o carro atropelando esta mulher.
Outro dia de manhã já na casa de seu avô, foi verificar o carro, não havia amassado o carro em nada.

         
                        

 Finalizando; assombração que gostava de ser atropelada. 
       

quinta-feira, 19 de março de 2020

Fartura a luta de seus Fundadores para nascer esta Cidade

                                             . Assim nasceu a cidade de Fartura


                    


Este homem foi o responsável pelo nascimento do Municipio de Fartura, Governador de São Paulo Americo Brasiliense

DECRETO N. 145, DE 31 DE MARÇO DE 1891
 Desmembra a freguezia da Fartura do termo de S. João Baptista do Rio Verde e a annexa ao de S. Sebastião de Tijuco Preto, elevando a mesma freguezia á categoria de Villa.
O Governador do Estado, no exercício da attribuição conferida pelo § 1.°  do art. 2.° do decreto n. 7 de 20 de Novembro de 1889, tendo em vista o que representaram os moradores da freguezia da Fartura e verificando pelos documentos que instruem a representação e pelas informações prestadas pela intendencia da Villa do Rio Verde, que aquella freguezia por seu desenvolvimento e população está em condições de ser elevada á Villa, e que está satisfeita a exigência do art. 1.° da lei n. 40, de 11 de Março de 1885, visto possuir, a expensas de seus habitantes, edifícios para cadeia e para a municipalidade,
Decreta:
Artigo 1.º - Fica desmembrada a freguezia da Fartura do termo de São João Baptista do Rio Verde e annexada ao de S. Sebastião do Tijuco Preto.
Artigo 2.º - Fica elevada á categoria de villa a freguezia da Fartura, com as actuaes divisas.
Artigo 3.º - Revogam se as disposições em contrario.
O Secretario do Governo o faça publicar.
Palácio do Governo do Estado de S. Paulo, 31 de março de 1891.


                   por: Jorge Rodrigues de Oliveira´
                                                São Paulo, 31,03/2020.




Ficou conhecida desde o início sua existência. Por volta de 1860 já existia uma propriedade denominada Fazenda do Ribeirão Fartura, por causa do curso d'água que cortava o vale, ao pé da serra que tinha a mesma denominação.
Consta história de um ataque, matando 14 pessoas.  Procurando entre os cadáveres uma criança de 04 anos, não foi encontrada, tinha desaparecida.
Passaram vários dias esta criança foi encontrada em uma estrada da Fazenda da Fartura Distrito do São Sebastião do Tijuco Preto, mais de 20 léguas do local do ocorrido, concluem que esta execução foi por índios mansos. Ataque ao sitio Capivari. Este histórico ocorrido consta do dia 17/12/1878.
Consta o histórico da venda de uma fazenda com 1500 alqueires, com café plantado, maior parte da fazenda em mata virgem, promessa  vender por preço módico. Dirigir neste local ao senhor Manuel Isidro Brenha. Data, 20/12/1879.
Em 06/05/1880, publica, que a Fartura distrito de São Sebastião do Tijuco Preto tem um sólo de ótima qualidade. Tudo que se planta naquelas terras tem um vicio, o arroz, o feijão, o milho, a cana. O arroz semeado em uma quarta colhe-se de 50 a 60 alqueires. Diz-se que café de 06 anos tem 17 palmos de altura (04 metros). Publicado no Correio Paulistano em 01/05/1880.
Em janeiro de 1881, no jornal a Província de São Paulo é publicado a venda de uma Fazenda com todas as melhorias, cafés produzindo, boas pastagens, casa grande para inúmeros moradores e casa de escravos. Proprietária senhora Maria Gonçalves, Tijuco Preto, 25/01/1881. Manoel Izidro Brenha, Jornal a Província de São Paulo.
Como se vê nestes anuncio fala da qualidade das terras da fazenda da Fartura.
Em 25/01/1882, ao saber da sessão da Assembleia Provincial, a divisão dos Municípios de São Sebastião do Tijuco Preto e São João do Rio Verde pedem que permaneça como esta, pois Tijuco Preto está a três ou 04 léguas, enquanto ao Rio Verde a 10 ou 12 horas de caminhada e a estrada muito ruim. Assinam o oficio:
Fazenda Santa Cruz de Fartura 25/01/1882.
Vicente de Oliveira Trindade e Mello, eleitor.
Antônio Manoel Ribeiro Salgado, eleitor.
Francisco Inácio Vilas Boas, eleitor.
José Ribeiro Garcia, eleitor.
Julião Ribeiro Vilela, eleitor.
Luiz Ribeiro Garcia, eleitor.
Antônio da Costa Leme, eleitor.
Bernardo Theodoro de Almeida.
José Antônio do Prado, eleitor.
Mariano da Rosa Bueno, eleitor.
Dionísio Antônio Graciano. Eleitor.
Capitão Manoel Victorino de Medeiros, eleitor.
Luiz Ribeiro Salgado, eleitor.
D. Maria Antônia da Silveira.
Honório Candido Vilella, negociante.
Messias José Vicente, fazendeiro.
Jacintho Correia de Lima, fazendeiro.
Luiz Antônio Ribeiro Salgado. fazendeiro.
José Rodrigues de Mendonça, fazendeiro.
João José Pereira, fazendeiro.
A Província de São Paulo. 03/02/1882.
Remígio José Viana era o proprietário das terras onde foi erguida a cidade de Fartura, tinha prometido doar terras a Nossa Senhora das Dores, no local construir uma Igreja. No local construíram uma enorme cruz de madeira onde iam rezar aos domingos e dias santos. Em 1880, começaram a construção de uma Capela que foi terminada em 1887, Os dois principais executores desta obra foram LUIZ Ribeiro Salgado e Vicente Trindade, fundadores da cidade de Fartura.
Luiz Ribeiro Salgado chegou em Fartura em maio de 1880.  
Em 1881, a recém empossada, Câmara de Piraju, manda o Fiscal de Tributos, Manuel Martins, para cobrar impostos devidos da crescente população, iniciando assim uma luta para evitar que o povoado fosse levado a categoria de Distrito, posteriormente a criação de uma nova Paróquia. Em 07/02/1884, Domingos Antônio Raiol, Presidente da Província, sancionou a Lei N. 05 da Província de São Paulo, elevando o povoado da Capela de Nossa Senhora das Dores a categoria de Freguesia. Elevação do povoado a categoria de Freguesia, foi motivo de alegria para os moradores da Fartura. Transfere a Freguesia para Rio Verde.
Alguns moradores assinam documentos pedindo a transferência para Tijuco Preto, mas se arrepende após o Povoado passar a Freguesia. Assinam um documento de apoio se arrependendo de tal atos. 
Freguesia de Fartura, 10 de março de 1884.
José Francisco Barbosa, eleitor.
Francisco Borges de Carvalho, eleitor.
Lucas Borges de Carvalho, Julio.
A rogo de minha mãe, Maria Luiza de Santa Anna. Lucas Borges de Carvalho, Julio.
Manoel Ferreira Martins.
José Ribeiro de Salles, eleitor e fazendeiro.
Correio Paulistano 28 de Março de 1884.
Antigo povoado de Nossa Senhora das Dores da Fartura. Lei n" de 07/02/1884 Cria a freguesia, com a denominação de Fartura, no municipio de Itaporanga. 
Freguesia de Fartura, faz desabafo, chamando Tijuco Preto de amarelo, usam um termo dizendo quem tem calda nunca sai a estrada, creio eu que é o termo que usamos hoje, quem tem rabo não põe no caminho, outro termo, você não sabe que é uma das quatro velas de um mão sebo. E que nunca chegara a  composição em uma convicção, esta um chumbo, n.b., que nunca chegara a ser Paula Souza.
Não sejam tolos e atrevidos seus administradores da florescente Freguesia de Fartura. Estão emancipadas estas rendas, hoje pertencem a homens de gravata limpa e não gravata encardida. Suas posições são fracas e miseráveis para combater com os Farturenses.
Fazem uma alusão o que disse o General Salgado: pois ele dissera que um exercito Riograndense e outro de Minas Gerais , dava batalha em todo Universo. Devem entender que estão com os dois pela prôa.
Os de Minas é muito salgado e o do sul tem te esmagado, por isto é melhor te recolher-te ao teu bastidor e pedir conselho ao teu confessor.
Amigo e senhor Primo, o mal de teus parentes é contagioso retira-te que ainda é tempo.
O.C. seus charutos.
                                        Correio Paulistano 13 de Abril de 1884.
Para ver que a briga entre as Comunidades de Fartura , ora Freguesia e o Município de Piraju, nunca foi uma tranquilidade, havia ameaças , insultos, a luta desmedida para que Freguesia de Fartura conseguisse seus objetivos, mas Piraju em uma oposição ferrenha .
Após Fartura ser elevado a Freguesia e ser anexada a Rio Verde fazem um baixo assinado agradecendo a Assembleia Provincial, fazendo uma justa homenagem aos Deputados provinciais. Assinam tal propositura.
Freguesia de Fartura, 30 de março de 1884 .
Vicente de Oliveira Trindade, eleitor e fazendeiro.
Francisco Inácio Villas Boas, eleitor e fazendeiro.
Luiz Ribeiro Salgado, eleitor e fazendeiro.
José Ribeiro Vieira Junior, eleitor e fazendeiro.
Dionísio Antônio Graciano, eleitor e fazendeiro.
Francisco Antônio Pena, eleitor e fazendeiro.
Domiciano Fernandes Negrão, eleitor e fazendeiro.
 Quirino Floriano Alves de Freitas, eleitor e fazendeiro.
José Avelino de Oliveira, eleitor e comerciante.
Antônio da Costa Leme, eleitor e fazendeiro.
Bernardino da Silveira Mello, eleitor e negociante.
Brasilio de Oliveira Trindade, professor particular.
José Trindade de Mello, comerciante.
Victor Modesto de Pinho, Lavrador.
Antônio Manuel Ribeiro Salgado Filho, lavrador.
Marciliano Francisco do Carmo, Lavrador.
Joaquim Antônio da Silva,
A rogo de Jacinto Pereira Araújo, importante fazendeiro.
José Correia de Lima, fazendeiro.
Joaquim Correia de Lima, fazendeiro.
Bento Correia de Lima, fazendeiro.
Henrique Correia de Lima, fazendeiro.
Francisco Correia de Lima, fazendeiro.
Antônio Ribeiro do Prado, fazendeiro.
Joaquim Gonçalves de Pontes, fazendeiro
José de Sales Ribeiro, fazendeiro.
Candido Eugenio Pinto, artista.
Antônio Paulo dos Santos, artista.
A rogo de senhor Benedito Correia Oliveira,
José Antonio de Oliveira.
A rogo do importante fazendeiro Benedito Fogaça Leite.
Salino Mendes Carneiro.
A rogo de importante fazendeiro, Manoel Fogaça Leite.
A rogo do sr, João Maria Agostinho.
Jacintho José da Silva.
Adalberto Alves de Souza Nery.
Joaquim da Cruz Pereira, oficial de pedreiro.
Francisco Antônio de Moraes, fazendeiro.
A rogo do importante fazendeiro, José Castilho de Moraes.
Manoel José da Silva, fazendeiro.
Manoel Justino dos Santos, fazendeiro.
Luiz Ribeiro Garcia, eleitor e fazendeiro.
Manoel Caetano de \oliveira, fazendeiro.
Hilário de Nogueira Azevedo, artista.
José Joaquim Ribeiro, fazendeiro.
Maximiano Marques de Andrade, professor.
Firmino Antônio de Oliveira, negociante.
José Francisco do Prado, fazendeiro.
José Rodrigues do Amaral, fazendeiro.
Elias Correia de Lima, fazendeiro.
Pedro Ribeiro de Campos Correia, fazendeiro.
Joaquim Antônio de Moraes, telheiro.
João Ribeiro do Valle, fazendeiro.
Laurindo Solano Pessoa, lavrador.
Luiz Bento de Oliveira, carpinteiro.
Evaristo José de Araújo, carpinteiro.
Domingos Garcia Duarte, fazendeiro.
Antônio Garcia Duarte, fazendeiro.
Julião Ribeiro Vilella, fazendeiro.
Raimundo José de Oliveira, fazendeiro.
José Antônio de Azevedo, escrivão do juiz , comissário.
Ernesto de Oliveira Trindade, fazendeiro.
Salvador Domingos Vieira, fazendeiro.
Manoel Victorino Medeiros, fazendeiro.
A rogo de dona Maria Antônia Silveira, fazendeira.
João Antonio de Oliveira , fazendeiro.
José Correia de Oliveira, fazendeiro.
Flavio José da Fonseca, lavrador.
A rogo de José Urias da Silva, lavrador.
Manoel Joaquim de Oliveira, lavrador.
Francisco Antunes dos Santos, artista.
A rogo do importante fazendeiro, Messias Jose Vicente.
Nós abaixo assinado, juramos se preciso for que as oitenta e uma assinaturas, supra retro, são as dos próprios que conhecemos plenamente e vimos assinar.
Freguesia de Nossa Senhora das Dores de Fartura, 06 de abril de 1884.
Vicente de Oliveira Trindade e Mello- Francisco Inácio Villas Boas- Brasilio de Oliveira Trindade. Reconheço por semelhança as três firmas supra de Vicente de Oliveira Trindade e Mello, Francisco Inácio Villas Boas, e Brasilio de Oliveira Trindade, que conheço plenamente e que dou fé.
Rio Verde 05 de abril de 1884.
Esta o sinal público. Tabelião José Joaquim de Macedo. Era o que se continha no manifesto Supla reto, que e foi apresentado, para reproduzir em pública forma de onde extrai a presente copia, fiel e autentica, que conferi, achei conforme o original, subscrevo e assino.
Rio Verde, 05 de  Abril de 1884.
Eu Joaquim José de Macedo, tabelião que escrevi e subscrevi e assino em público  e raso.
Em testemunho da verdade- O Tabelião Joaquim José de Macedo- Rio VERDE 05 de Abril de 1884- Macedo- confere- Macedo.
Correio Paulistano, 16 de abril de 1884.
Sabedor dos atos ocorridos, com elevação da Capela a Freguesia, Major Mariano Leonel Ferreira, do Tijuco Preto, mostrando agravado pela lei que elevou capela de  Fartura a Freguesia, anexando-a ao município desta Vila, queixando da união conservadora por ela não ter obstado a Lei e em represália, declara-se com outros eleitores seus amigos, desligados da União, visto que nem o sacrifício por eles feito para votar constrangidamente no tenente coronel Emidyo Piedade na ultima eleição, prova de submissão, não serviu de incentivo a defesa de sua causa; que apesar disso o tenente coronel Piedade, abusando de sua credulidade e por mera vingança apresentou o projeto para elevação da Fartura e sua desmembração do Tijuco Preto, anexando a esta vila, sendo que aquela freguesia dista daqui 10 ou 12 léguas e dois ou três daquela vila, que tem ali uma pequena capela em construção e não tem casas.
Enfim o senhor major salpicou bílis para todos os poros, salpicando com elas todos deputados conservadores.
A asserção de s. s. inverossímil, querendo crer até, que esta carta não foi feita e assinada com calma; pois fazemos melhor juízo a respeito de sua pessoa.
Vamos explicar com inteira verdade para que a incerteza da justiça, feita pela assembleia não vá perturbar os espíritos dos dignos membros.
 A Fartura sempre pertenceu a este município e com grande injustiça foi ele esbulhado dela, pelo Tijuco Preto, em ocasião em que o partido liberal era unanime na assembleia, não havia motivo justo  que aconselhasse alteração de divisa, porque nem este município é tão extenso, que pudesse, sem grave prejuízo, ficar sem a Fartura, e nem o Tijuco Preto é tão pobre em terrenos, que não possa viver sem elas.
O sr, major cometeu grande erro topográfico na descrição que fez da Fartura, porque há ali  uma igreja pequena é verdade em comparação das povoações mais adiantadas, porem suficientes para celebração dos atos religiosos em uma povoação nascente como é aquela ao qual esta bem acabada, só lhe faltando os respectivos paramentos, de cuja aquisição estão tratando os habitantes dali.
Há na freguesia bom números de casas, algumas dispersas e outras reunidas, como acontece em todas as povoações em principio, e algumas em alinhamento próximo a igreja.
A distancia desta vila a freguesia é, pela estrada atual, de 07 a 08 léguas, e por uma estrada que se trata de abrir margeando o Rio Verde e o Itararé, é de 05 léguas pouco mais ou menos, e da freguesia ao Tijuco Preto de 04 a 05 léguas.
Além disso, os habitantes da Fartura, salvo raras exceções, desejam pertencer a este município, como mais tarde provaremos cabalmente, visto que se tem procurado ofuscar a verdade.
 O senhor major enganou-se ainda quando diz que o eleitorado de Tijuco Preto, votou no tenente coronel Piedade, pois só lhe deram votos seus amigos e os que não quiseram ouvir s.s., o que nos repugna acreditar, porque além de ser o tenente coronel, um homem honrado e probo, um cidadão prestável, um politico distinto, um amigo dedicado, sincero a toda prova, pertence a família de s, s. Ninguém pode negar os serviços por ele prestado, principalmente a este canto da província, a quem muito deve o próprio Tijuco Preto:  o seu único pecado foi ter colocado em posição de `` ensombrar certas regiões políticas do quinto distrito``
A discussão entre estes foi longa até quando os Rio-verdenses pedem cautela ao major.
Correio Paulistano, 23 de abril de 1884.
No dia 26 de abril de 1884, procedeu a benção da Igreja Matriz, e do respectivo cemitério, preparou o Major Vicente Oliveira Trindade o pomposo festejo, assistido por centenas de paroquianos, também convidado amigos importantes da vila de Rio Verde, como alferes Joaquim José de Macedo, Francisco Honório Rodrigues Pereira e Paiva, João Torquato Piedade, Pedro Reginaldo de Oliveira, Joaquim Gomes Coimbra, e outros que vieram trazendo a banda de musica daquela vila. No dia 25 as 03 horas chegou  a vila o tenente coronel Emidyo José de Trindade  o deputado provincial , do valorosos serviços que prestou para a criação da freguesia da Fartura, festa onde o tenente coronel piedade agradece a acolhida e agradece ao major Vicente de Oliveira Trindade como o maior lutador para a realização dos desejos do Farturianos. As 10,00 horas teve a benção da Igreja em seguida a missa rezada pelo padre José Dantan Lisa, vigário do Rio Verde , depois do meio dia , o festeiro fez vir para o pateo da matriz , um carro puxado por 42 bois, guiados e tocados por mascara, trazendo lenha para a fogueira que foi logo levantada.
A Freguesia de Fartura tinha construído a Igreja Matriz, sem pároco, os batizados e os casamentos eram realizados em Piraju. Com a nomeação do Pároco em 1887, terminou a agonia dos Farturenses, não teriam que se deslocar até Piraju, para batizar casar seus filhos.
 
Em 08/05/1887, o primeiro batizado na Paróquia Nossa Senhora das Dores de Fartura. Filha de Barnabé José Soares e Maria José Soares, foram padrinhos, Antonio José Vieira e Barbara das Dores Soares, a filha Avelina, o pároco, Bartolomeu Comenale.
Portanto ai esta o primeiro batizado na paróquia registrado, Barnabé foi o segundo prefeito de Fartura.

                 

Vou colocar também o primeiro casamento religioso na paroquia de Fartura.
 O primeiro casamento realizado na Paróquia Nossa Senhora das Dores, registrado nos livros foi as 10,00 horas,  dia 10/05/1887, e os noivos eram; Antônio Joaquim do Nascimento e Rita Correia de Moura ele filho de Joaquim Antônio Leme e Maria Perpetua das Dores, ela de Manuel Bernardo Pereira da Costa e Flauzina Manoela de Jesus, foram padrinhos; Vicente de Oliveira Trindade e Mello e Hilariano Azevedo, o pro pároco Bartolomeu Comenale. Consta que no dia 07/08/1887, houve o casamento de Joaquim Ribeiro e Luiza das Neves, ela filha de Luiz Ribeiro Salgado e finada Custódia Maria das Neves, ele de Francisco Garcia Ribeiro e Luiza Garcia Duarte, testemunha Pedro R. Augusto e Sebastião João de Oliveira e o vigário o padre Antônio Longo, que vai aparecer muitas polêmicas.

                                    

Em 28/07/1889 , padre Antônio Longo relata a tentativa de assassinato sofrido em sua residência.
Província de São Paulo, julho de 1889.
Hilariano Nogueira de Azevedo, faz uma consulta se deve assumir o posto de Alistamento Militar, pois é o primeiro suplente daquela junta.
Hilariano faz grave denuncia contra Vicente de Oliveira Trindade, no dia 27/01/1889, como conspirador contra a República.
O Governo mandou ao chefe de policia o aludido oficio.
Correio Paulistano, 11/02/1890.
Hilariano se defende varias acusações que foi imputado a ele relativo a terras, e procurações que os detinha, acusando seus interlocutores, chamando para confrontos pessoais, naquele tempo, o problema de raça já era escancarado nas escaramuças entre ambos.
Vicente Oliveira Trindade, responde as acusações, declarando ser vitima dos casos a ele imputado.
Freguesia de Fartura, 28/02/1890,
Assinando: Vicente de Oliveira Trindade de Mello.
Publicado no Estado de São Paulo, 25/03/1890.
Hilariano publica um texto, se defendendo e ofendendo seus interlocutores. Fartura 23/03/1890.
Correio Paulistano 28/04/1890.
Vendo documentos pesquisando a história de Fartura, vi que a luta dos seus fundadores desde a erguida do Cruzeiro de madeira, para as orações de domingos e dias santos, o inicio da constrição da Capela, transformação em Freguesia, sempre tendo oposição dos moradores do Tijuco Preto, a morte do Emissário de Fartura pelo polícia, mas seus moradores sempre na busca do melhor para os moradores da Fazenda da Fartura, como já falei, em 1860 já havia fogos na Fazenda da Fartura, 1880 chegou Luiz Ribeiro Salgado e seus familiares, Vicente de Oliveira Trindade e seus familiares a doação de terras para a vila por Remígio José Viana, ascendeu o desejo de construir esta vila, que em 1891, por um decreto de Américo Brasiliense, governador  do Estado de São Paulo,  decreto145/1891, transformou a freguesia de Fartura em Vila da Fartura, município de Fartura. Não posso deixar de mencionar que Fartura foi uma cidade planejada. Nasceu com ruas adequadas, esquadrejadas, com previsibilidade.
                                 


DECRETO N. 145, DE 31 DE MARÇO DE 1891
 Desmembra a freguezia da Fartura do termo de S. João Baptista do Rio Verde e a annexa ao de S. Sebastião de Tijuco Preto, elevando a mesma freguezia á categoria de Villa.
O Governador do Estado, no exercício da attribuição conferida pelo § 1.°  do art. 2.° do decreto n. 7 de 20 de Novembro de 1889, tendo em vista o que representaram os moradores da freguezia da Fartura e verificando pelos documentos que instruem a representação e pelas informações prestadas pela intendencia da Villa do Rio Verde, que aquella freguezia por seu desenvolvimento e população está em condições de ser elevada á Villa, e que está satisfeita a exigência do art. 1.° da lei n. 40, de 11 de Março de 1885, visto possuir, a expensas de seus habitantes, edifícios para cadeia e para a municipalidade,
Decreta:
Artigo 1.º - Fica desmembrada a freguezia da Fartura do termo de São João Baptista do Rio Verde e annexada ao de S. Sebastião do Tijuco Preto.
Artigo 2.º - Fica elevada á categoria de villa a freguezia da Fartura, com as actuaes divisas.
Artigo 3.º - Revogam se as disposições em contrario.
O Secretario do Governo o faça publicar.
Palácio do Governo do Estado de S. Paulo, 31 de março de 1891.



                   por: Jorge Rodrigues de Oliveira´
                                                São Paulo, 19,03/2020.

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