Testemunha é para toda a vida, você já foi.
Quem
são os escolhidos, o custo da escolha..
Salão
de Festa para recepção de convidados, quem paga..
Há uma tradição na sociedade Brasileira, pelo menos entre os
Católicos de escolher o Padrinho para o Batizado ou para o Casamento, que
também ocorre no casamento em Cartório de Registro Civil.
Batizado costumeiro na Igreja Católica
Batizar nas aguas é a tradição Evangélica.
Muitas vezes o escolhido para ser
padrinho ou testemunha era pelo poder aquisitivo do Padrinho, quando não eram
os avós., mas há tambem outras formas de batizado de outras religião com
imersão total em picina, Casamento quando quem esta casando é um fato social repercutindo e envolvendo a sociedade como um todo. Esta tradição esta se esvaziando, pois, a religiosidade do povo diminuindo, entrada
de outros seguimentos religiosos, não só o Católico, o Contrato Civil e não
Casamento Civil e o afastamento da Igreja de um modo Geral, o custo de um Casamento Religioso, ter que
pagar Igreja, decoração da Igreja, festas ´pós- casamento, o custo do Casamento
no Cartório, dificulta a união
Matrimonial nos dias de hoje. Aquele desejo das famílias de ter um casamento
pomposo para seus filhos ficou mais difícil
Casamento de um Neto de
Vicente de Oliveira Trindade em Fartura, filho de Amélia de Oliveira Trindade e
Caetano José de Barros, ele nasceu em Faxina. Amélia é a segunda filha de Vicente de Oliveira Trindade, Elite Farturense se encontrou,claro, menos os desafetos políticos.
Era costume o
primeiro filho a ser batizado, por avós paternos ou maternos, minha Mãe foi a
primeira filha de José Rodrigues de Castro e Benedita Maria de Castro, foi
batizada pelo seu avô Manuel Bento de Castro e Anna Gertrudes de Oliveira
Teodoro, meus primos contam que era
tradição da família, Geraldo Antônio Camilo foi batizado por nossos avós
Zeferino Rodrigues de e Julia Paulino de Jesus, primeiro filho do casal
Francisco Antônio Camillo e Carmelinda Rodrigues Camillo, com isto era costume
de todos os filhos chamarem os avós de Padrinho e Madrinha, os amigos são
chamados para dar seu testemunho e não de avós.
Vendo em São Simão, Bento de Castro Pereira e sua esposa
eram quase sempre chamados a testemunhar, ser padrinhos, idos de 1840,1850,
1860, João Bento de Castro com sua Esposa, Maria Efigênia de Almeida, padrinhos
de Maria , filha de Francisco José da Costa e Joanna Maria em 02/01/1847 ou de
Antônio em 10/07/1849 , este filho de
Lucio José dos Santos, ou Bento de
Castro Pereira em 28/06/1846, batizado de Anna, filha de Lucio José dos Santos
e Francisca Maria de Jesus ou padrinhos de Manuel em 21/06/1846, filho de
Francisco José da Costa e Joanna Maria da Conceição. Sempre presente Bento de Castro Pereira e
Matilde Maria da Conceição e João Bento de Castro e Maria Efigênia de Almeida,
o padre Jeremias Jose Nogueira. Muitas vezes acontecia, as famílias eram numerosas,
escalavam o pai e uma das filhas, variando.
De 1866 mudou agora para João Bento de Castro o filho João
Bento de Castro Maria Efigênia de Almeida e a esposa Maria Lourenço Vieira, ou
seu primo João Bento de Castro e Anna Maria de Nazareth.
João Bento de Castro começou sua história em São Simão e
repetiu em Fartura, era chamado ele e sua esposa Maria Lourenço Vieira ou uma
variação ele uma das filhas, Anna, Maria, Alexandrina, ou os filhos Joaquim e
uma irmã, José uma das irmãs, mas sempre um convite, como este ainda em São
Simão, Luiza em 11/12/1876, filha de Francisco Antônio de Oliveira e Senhorinha
Maria de Jesus ou em Fartura uma variação como falei João Bento de Castro e
Maria Benta das Dores, Maria a primeira
filha de Jose Bento de Castro e Vergilia
Luiza do Espirito Santo , tinha falecido a esposa, Maria Lourenço Vieira,
primeira filha do casal, este batizado em Fartura, batizado de Pedro em 30/05/1894, filho de
Salvador Cristino Vieira e Anna Maria de Jesus. Tem pessoas que são premiadas,
para o bem ou para o mal, se convidava para testemunhar ou ser padrinho no
religioso ou civil, pessoas que doavam um bom presente ou que não se fazia de
arrogado.
Lembro de Messias de Góes Vieira, não sei se por ser homem de
boa conversa ou por ter ocupado a prefeitura de Fartura sempre foi lembrado
para testemunhar ou ser padrinho de
casamento, José Pereira de Castro e
Catharina de Lima em 27/07/1922 em Fartura ou de José Lopes Furquim e Luiza
Benta das Dores em 28/06/1926 em Fartura e muitos outros, além de batizados..
Messias de Góes
Vieira, nasceu em Avaré em 25/12/1876, casado com Lazara Vidal de Góes em
04/05/1912 sendo prefeito de 15/09/1927 a 14/01/1928, foi o Vigésimo Oitavo
prefeito de Fartura.
Muitas vezes
chamado para ser testemunha em um casamento ou padrinho de batismo. Voce já foi
chamado, sabe de alguém que não aceitou o chamado
.
Casamento quando era de uma elite os padrinhos eram pessoas
da sociedade em geral como neste casamento de Pedro Rodrigues Freire e
Gertrudes Maria de Oliveira, Avô de meu avô, casamento em Itapetininga, Capitão Francisco de Oliveira Pinto, casamento da primeira filha.
Lembro de outro que nunca era esquecido, José Pereira de
Castro, sempre era convocado a ser padrinho ou testemunhar um casamento, não o
esqueciam mesmos aqueles que pouco o conheciam iam a sua procura para
testemunhar um casamento, pois sempre ajudava no casamento com transporte, ou
um bom presente, nunca vi ele falar não para ninguém. Quando convivi com ele na
Barra Seca sempre via os convites, devo ter visto uns 10, sei que foi muitos,
ele era o preferido para ser chamado a testemunhar, quer na igreja ou no
Cartório. Eu em toda a minha vida recebi poucos convites em Fartura.
Este era o casal preferido para testemunhar , ser padrinho
de casamento em muitas vezes, volta e meia o Zezinho Mane era chamado para ser
testemunha ou padrinho de casamento e ele comparecia , com um bom presente ou
com sua simpatia, muitos assim o fizeram, sua benção padrinho Zezinho Mané,
como todos os conheciam. Vocês se recordam. Você conhece quem sempre é escalado
para ser padrinho testemunha. Me conte. Não sou simpático e nem rico, fui
raramente escalado, hoje já é tarde, o tempo para mim passou.
Hoje os tempos são outros, algumas vezes no Civil, ou fazem
um contrato, nada é como antigamente, tudo isto é realizado segundo os padrões
de hoje dos nossos tempos, com o divórcio as uniões são mais instável, pode
mudar a relação, cada dia mais facilitada. Os contratos de diferentes modalidade civil,
mas não religiosa. O Elias póde ter a sua história,mas ainda não contou, eu contei a minha.
Jorge Rodrigues de Oliveira








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