Fartura, os Fazendeiros e o ciclo do café.
Um cafezal com floração, começa logo depois
da colheita.
Fartura tem muitas áreas de terra roxa, próprias para o plantio do café.
No início do séc. XX, começou a exploração das terras com o
plantio do café.
Migraram para região de Fartura, famílias da região de São
Simão,( Ribeirão Preto), Sorocaba, Itapetininga, Avaré, Sul de Minas Gerais, Rio
Grande do Sul e Imigrantes, da Itália, Espanha, Portugal, Japão, Alemanha.
Terras de Fartura foram divididas surgiu Fazendas, algumas
de grandes proporções.
Muitas famílias que para Fartura foram, não encontraram
terras para explora-las, foram para outras regiões como o Norte Pioneiro do
Paraná.
Dentro os que ficaram em Fartura, foram estes os Fazendeiros
que ali começaram o plantio do café, nas terras roxas existentes. Vou
descrever alguns, mas suas terras nem sempre eram terras próprias para o plantio
do café, outras agriculturas ou fazenda de gados. Dados publicados
pelo O Estado de São Paulo, ano 1906, edição 63, estas são fazendeiros do café.
Terra Roxa a terra
ideal para o plantio do cafe
1)
Domingos Vieira Palma, Pauliceia.
2)
Cap. Antônio
B. Velloso, Santa Gertrudes.
3)
Leopoldino Maia, Santa Gertrudes.
4)
João Ferreira Dias, Itararé.
5)
João Antônio, Itararé.
6)
Joaquina da Silva Leite, Itararé.
7)
Manuel Custódio Ribeiro, Linda Paisagem.
8)
Domingos Garcia Ribeiro, Linda Paisagem.
9)
José Joaquim Correia, Linda Paisagem.
10)
Francisco Teixeira de Carvalho, Linda Paisagem.
11)
Adelino de Moraes Carvalho, Linda Paisagem.
12)
Tnt. Antônio de Lima Xavier, Aymoré.
13)
José Rodrigues do Amaral, Aymoré.
14)
José Rodrigues do Amaral&filhos, Aymoré.
15)
Dr. Antônio Rodrigues Guião, Aymoré.
16)
Tnt. Antônio Gonçalves Néves, Santa Maria.
17)
José de Góes Pires, Santa Maria.
18)
José Machado Botelho, Santa Maria.
19)
Braz Caldeiras, Santa Maria.
20)
D. Graciana Pereira, Santa Maria.
21)
Manoel do Prado, Santa Maria.
22)
Bertoni& Irmãos, Santa Maria.
23)
José Evangelista Moreira, Santa Maria.
24)
Orlando Teixeira Nétto, Santa Maria.
25)
José Correia de Lima Nétto, Santa Maria.
26)
D. Anna Cândida, Pedras.
27)
Graciano da Rocha, Itararé.
28)
Belgrave Teixeira de Carvalho, Barra Secca.
29)
Marcos Ribeiro, Barra Secca.
30)
João Bento de Castro, Barra Secca.
31)
Joaquim Rodrigues Tucunduva, Fundão.
32)
Azarias Ribeiro, Barra Secca.
33)
Joaquim Garcia Ribeiro, Barra Secca.
34)
Antônio Garcia Duarte, Barra Secca.
35)
Domingos Ribeiro Garcia, Barra Secca.
36)
Justo Antônio Casemiro, Barra Secca.
37)
João Fernandes da Silva, Lagôa.
38)
Claudio Antônio da Silva, Corredeiras.
39)
Orfphams de José E. Moreira, Arêas.
40)
João José de Cabral Vasconcellos, Arêas.
41)
Viúva de José Leopoldino, Arêas.
42)
Joaquim Machado Inho, Arêas.
43)
José Vicente Ferreira, Arêas.
44)
Joaquim Cabral, Arêas.
45)
José Joaquim Ribeiro, Arêas.
46)
José Joaquim de Oliveira, Arêas.
47)
Joaquim Ribeiro do Valle, Arêas.
48)
Antônio Basílio da Cunha, Arêas.
49)
Lucio Antônio de Barros, Arêas.
50)
Feliciano Antônio de Oliveira, Arêas.
51)
José Maximiano da Cunha, Arêas.
52)
José Elias da Rocha, Barrocão.
53)
José Leme de Siqueira, Barrocão.
54)
Viúva da Júlio Villela Filho, Barrocão.
55)
Joaquim Francisco da Rocha, Corredeira.
56)
Viúva de Manoel Gonçalves, Corredeira.
57)
José Ribeiro de Salles, Barreiro.
58)
João Baptista Bertoni, Corredeiras.
59)
Luiz Ribeiro da Cunha, Corredeiras.
60)
Antônio Graciano Nogueira, Corredeiras.
61)
Joaquim Francisco da Silva, Corredeiras.
62)
Messias José Vicente, Tres Saltos.
63)
Samuel Cypriano de Oliveira, Três Saltos.
64)
Viúva de Manoel José Vianna e Filhos, Três
Saltos.
65)
Manoel Marcondes da Cunha, Arêas.
66)
João Antunes de Oliveira, Caramujo.
67)
José Guilherme Procópio, Caramujo.
68)
Joaquim de Camargo Leite, Veados.
69)
Benedito José de Andrade, Veados.
70)
José Lino de Almeida Ramos, Boa esperança.
71)
Herdeiros de Rita Ribeiro, República.
72)
Galdino Teixeira de Paiva, Jangada.
73)
Capt. Ernesto Trindade, Bella Vista.
74)
José Furtado de Castro Dantas, Floresta.
75)
João Valério Páo d`Alho .
76)
Família Pereira, Mirante.
77)
Família Borges, Arêas.
78)
Lucio Nobre de Moraes, Arêas.
79)
Tem. Cor. Vicente Trindade, Santa Cruz.
80)
Coutinho&Ferreira, Corcovados.
81)
Família Salgados, Cruzeiro.
82)
Marcos Trindade, Santa Cruz.
83)
David Pereira Bueno, Fartura.
84)
José Pires e Filhos, Barreiros.
85)
Joaquim B. de Lima, Barreiros.
86)
Salvador Antunes dos Santos, Ponte.
87)
Bertoni&Irmãos, Veados.
88)
Bartholomeu V. Ribeiro, Veados.
89)
Artur Dumont, Veados.
90)
José Soares de Godoy, Veados.
91)
João Baptista de Paula, Veados.
92)
Viúva de Vaz e Filhos, Veados.
93)
José Pereira dos Santos. Veados.
94)
Antônio Telles de Proença, Veados.
95)
José Alves de Paula, Veados.
96)
Jacintho Pereira de Araújo, Veados.
97)
José Antônio do Prado, Veados.
98)
Júlio Valério de Lima, Veados.
99)
Francisco S. de Oliveira, Veados.
100)
José Domingues Vieira, Veados.
101)
Januário M. de Moraes, Veados.
102)
Horácio José Alves, Veados.
103)
Francisco Marques da Silva, Veados.
104)
José Correia de Lima Nétto, Veados.
105)
Joaquim Pedro Correia, Veados.
106)
Francisco I. Villas Boas, Veados.
107)
D. Florosa Maria de Toledo, Veados.
108)
Hermenegildo Gonçalves, Nova Santa Olinda.
109)
Pedro Manoel Gomes dos Santos, Santa Maria.
110)
Sebastião Antônio de Lima, Santa Maria.
111)
Francisco Felix, Santa Maria.
112)
Silvino Nóbrega, Santa Maria.
113)
Francisco José Soares, Santa Maria.
114) José
Benedicto Marcondes, Santa Maria.
115)
Salvador Alves Bicudo, Santa Maria.
116)
Joaquim Leite Rodrigues, Santa Maria.
117)
Antônio Pedroso de Almeida, Santa Maria.
118)
Dr. Juvenal Cicero Fortes, Santa Rita.
119)
José Leonel Ferreira, Santa Elisa.
120)
Viúva de Braz e Filhos, Santa Elisa.
121)
Henrique
José de Godoy, Santa Elisa.
122)
Antônio Soares de Godoy, Santa Elisa.
123)
José Diocleciano Ribeiro, Santa Rita.
Jose Diocleciano Ribeiro Fazendeiro de café em Fartura
124)
José Diocleciano Ribeiro, Santa Rita.
125)
D. Maria Mendes, Lajeado.
126)
Diversos, Correias.
Fazendas Correias era uma grande area que foi loteada, eram em Ribeirópolis.
Café tornou-se uma comodity de exportação, era o principal produto brasileiro exportado
Fazendas Correias era uma grande area que foi loteada, eram em Ribeirópolis.
Café tornou-se uma comodity de exportação, era o principal produto brasileiro exportado
Fartura tinha fazendas imensas, prosperavam, destes 127 fazendeiros, cafeicultores.
A região da Barra Seca, tinham terras roxa, própria para o
plantio do Café, os fazendeiros, João Bento de Castro, Belgrave Teixeira de
Carvalho, Marcos Ribeiro, Azarias Ribeiro, Joaquim Garcia Ribeiro, Antônio
Garcia Ribeiro, Domingos Ribeiro Garcia, Justo Antônio Casemiro, José Ribeiro
Salles, Joaquim de Camargo Leite, Benedito José de Andrade, João Valério Pau
Dálho, Vicente Trindade, Marcos Trindade, José Pires e filhos, Joaquim B. Lima,
Beroni& Irmãos, Bartolomeu V. Ribeiro, Artur Dumont, José Soares de Godoy, João
Baptista de Paula, viúva de Vaz e Filhos, José Pereira dos Santos, Antônio
Telles de Proença, José Alves de Paula, Jacinto Pereira de Araújo, José Antônio
do Prado, Julião Valério de Lima, Francisco S. de Oliveira, José Domingues de
Oliveira, Januário M. de Moraes, Horácio José Alves, Francisco Marque da Silva,
José Correia de Lima Nétto, Joaquim Pedro Correia, Francisco I. Villas Boas. D.
Florosa Maria de Toledo, Hermenegildo Gonçalves, Domingos Vieira Palma, Manuel
Custódio Ribeiro, muitos outro. todas as fazendas do Bairro Santa Maria eram terras de café.
O Brasil com o ciclo do café passou pelo Primeiro conflito
mundial em 1914 a 1918, onde pereceram 20.000.000 de vidas, e também a gripe
espanhola, Pandemia de 1918, onde faleceram em torno de 40.000.000 de vidas.
Anos Vinte os Estados Unidos da América cresciam, ajudando
os países Europeus, tudo ia as mil maravilhas, a Comodite Brasileira, café, era
exportado, ajudando o pais que só produzia esta monocultura.
Época esta que surgiram os Barões do café, e a politica do
café com leite, São Paulo e Minas, presidentes da Republica.
7) Venceslau Brás (1914-1918)
Mineiro, era vice de Hermes da Fonseca.
Assumiu a presidência também pela política do café com leite. É responsável
pela participação do Brasil na 1ª Guerra Mundial. Durante seu governo o país
passava por um crescimento intenso da atividade industrial, com a formação de
um expressivo contingente de operários nos grandes centros urbanos (a Greve
Geral de 1917 estourou durante o seu mandato).
8) Delfim Moreira (1919)
Mineiro, era vice-presidente de Rodrigues
Alves (sim, o mesmo eleito em 1902). Alves morreu por causa da gripe espanhola
e não chegou a tomar posse. Seu sucessor, Delfim Moreira, governou por pouco
tempo, apenas sete meses, porque também estava com problemas de saúde.
9) Epitácio Pessoa (1919-1922)
Paraibano (uma exceção entre os eleitos
na política do café com leite, que privilegiava os políticos de MG/SP (e RS)),
foi ministro da Justiça de Campos Salles. Seu governo como presidente foi
marcado por crises que anteciparam o fim da República Velha.
10) Artur Bernardes (1922-1926)
Mineiro, assumiu a presidência, mas
despertou uma oposição militar, principalmente na ala jovem do Exército. Teve
de enfrentar então as revoltas tenentistas, que pediam a moralização da
política e a volta das liberdades públicas.1) Washington Luís (1926-1930)
Natural de Macaé, no Rio de Janeiro,
assumiu a presidência do Brasil com grande endividamento interno e externo e
uma queda nas exportações, provocada em parte pela crise econômica mundial
(lembrar da Crise de 1929 – a Grande Depressão -, que teve como destaque a
Quebra da Bolsa de Nova York em 1930). Foi deposto em 24 de outubro pela
Revolução de 1930.
Julio Prestes foi eleito,
mas não assumiu , Getulio acabou com a politica café com leite
12) Júlio Prestes (-)
Paulista, foi eleito, mas não chegou a
tomar posse por causa da Revolução de 1930. Disputou as eleições em março de
1930 contra Getúlio Vargas. Venceu com mais de 300 mil votos de diferença, mas,
como
era hábito nas eleições da República Velha, o resultado oficial foi recebido
com descrédito pelos candidatos derrotados.
Em
1929, houve a grande depressão, quebrando a Bolsa de Nova Yorke, levando o
Brasil á uma crise sem precedentes.
A Comódite
Brasileira, não tinha mercado, levando a quebrar muitos Fazendeiros no Estado
de São Paulo, na região de Ribeirão Preto, muitos faliram perderam terras e
fazendas, produção do café foi abandonada. A família de João Bento de Castro,
havia falecido em 1927, seus familiares abandonaram os cafezais.
Com
a crise mundial, (Crak), houve a crise politica no Brasil, Getúlio Vargas,
perdedor da eleição, não se conteve, provocando a Revolução de 1930. Não permitiu
que Júlio Prestes, o eleito, assumisse a Presidência da República, Pondo assim o final da politica (café com leite).
Assumindo
a Republica, Getúlio Vargas, propôs a queima do café, para
regular o mercado, não houve muita eficiência nesta atitude.
Getulio Vargas acaba com a politica do Café
com Leite
As
Fazendas de cafés na cidade de Fartura, apesar das crises continuou
a existir, propriedades com café com 50, 60 anos de existência,
poucos produtivos, mas nada interferia, proprietários mudar
aquela situação.
Nos
anos 50, existiam Fazendas imensas de café em Fartura, como a Fazenda Augusta,
que seu proprietário chegou a ter mais de 1.000.000 de pés de café. Fazenda
esta da família de Celso de Lara Barbeie.
Celso de Lara Barbieri e seu carro de corrida
Nesta
Fazenda que tinha o nome de sua Mãe, (dona Augusta), o café
era processado e preparado, enviado para o Porto de Santos para exportação.
Existiam
muitos outros fazendeiros de café, tais como Fazenda Santana, Fazendinha,
Fazenda Dognhane, Fazenda Bagalha, Fazenda, Doutor Jose Batista, Fazenda Doutor
José Del Cistia, Fazenda dos Vieiras, Fazendas na Guaiuvira, Fazendas na
Jacutinga, Fazendas no Barreiro, fazendas no Barreirinho, Fazenda do Jó.
Existiam
os pequenos proprietários, tais como os Soares, os Garcia, os Ribeiro, os
Palmas, os Bentos os Mendes, os Fabios,os San Germanos, os Gabriel, os Andrades,
os Rochas, os Bentos de Castro, os Romanos os Vegas, Os Araújo, os Nogueira.
Quem
conhece Fartura terras de cafés, eram Santana, Fazendinha, Barra
Seca, Pinheirinho, Barreiro, Barreirinho, Veados, Jacutinga, Guaiuvira, toda
aquela região interligando a Taguai, região da Aviação, os Pacheco, os Vieira
Góes. Os Vieiras, os Lucarelli, os Romero, todos sitiantes e pequenas fazendas
de café.
Me
recordo que nos anos 50, tinha em Fartura, os Armazéns de Seco e Molhados,
lembro do senhor Antônio Malul, pai do Miguel do Antônio e do Jorge e da Odete,
Lembro da José de Andrade da Mesquita, Júlio Del Cistina, do Mario de Andrade,
do pai do Osvaldo Fidelis, tinha na saída do Pepe Espanhol. Na saída para o
Pinheirinho, tinha o José Remígio, na Saída para Taguai tinha a casa de Secos e
Molhados.
Lembro
que em uma data do mês as Fazendas liberavam a mesada de seus Colonos, assim
que chamavam seus empregados, para fazer a compra do mês, e a rua Barão de Rio
Branco ficava entapetado de cavalos, jarretes, pois algumas vezes vinham com os
filhos e a esposa para fazer compra.
Lembro
do Senhor Antônio Malul, usava suspensório, dona Maria era bem característica de
uma Árabe, com sua vestimenta, os filhos sempre servindo os fregueses. Era uma
festa na cidade, o café proporcionava trabalho e riqueza para muitos.
Imagem lembra senhor Antônio de suspensório
no Armazém de Secos e Molhados.
Lembro
que o plantio do café era colocado duas braças um pé do outro, faziam uma cova
e cobria as mudas. Na Barra Seca, ali mais Pinheirinho, o café do Paulo
Alves, era imenso tinha mais de três metros de Altura, não utilizava nenhuma espécie
de herbicidas.
Hoje
o plantio mudou, onde eram uma rua de café são duas ruas, e nada se colhe sem a
pulverização das plantas.
Um
dia conversando com descendentes de Fazendeiros que quebrou em 1928, em
Ribeirão Preto, sobre a forma de plantio e a manutenção dos cafezais, disse a
ele que estava totalmente desatualizado como plantar café. Tudo mudou, nada é
como antigamente, a colheita mudou, o plantio mudou,
Nossa
região de Fartura, sofreu muito com as geadas, houve uma em 1950, dizimou
muitos cafezais, houve varias, tanto é que o eixo das grandes lavouras de café
foram deslocando para o Norte Paulista e o sul de Minas Gerais e o Estado do
Espirito Santo.
Mas
em Fartura, apesar dos pesares, existem pequenos cafeicultores que continuam a plantar
café e lutar contra as intempéries do tempo, e as pragas da natureza, se descuidar destroem toda a plantação.








Ouve um ciclo do café. Em Fartura este ciclo teve varias fazes.
ResponderExcluirA primeira faze foi até a quebra da Bolsa em Nova York, muitos produtores amargaram com a quebra da cotação do café, a queima que Getulio Vargas praticou. Outro ciclo foi com as geadas, lembro a de 1950, destruiu muitos cafezais , tiveram que ser cortados. E o ciclo atual, é o ciclo das pragas , sem o pulverização nada se colhe, aumentando o custo para o caféicultor.
Hoje em Fartura poucos passaram por este ciclo do café, fazenda como de Celso Lara Barbieri com mais de 1.000.000 de pés de café, logo que ele faleceu em um acidente em Interlagos a fazenda foi dividida em lotes e vendida.
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