Aos Pés de uma Cruz e uma Capéla nasceu uma Cidade.
Olhando a História de nossa Cidade, vi que ela nasceu aos
pés de um Cruzeiro e a construção de uma Capela.
Em 1880, chegaram a esta região as duas famílias que consta
como os fundadores da cidade de Fartura.
Remígio José Viana, donos das terras no local onde iria
nascer a Capela da Fazenda da Fartura, havia prometido doar as terras e
construir uma Igreja em homenagem a Nossa Senhora das Dores.
Fartura nasceu com a construção do Cruzeiro e uma Capela
Luiz Ribeiro Salgado e Vicente de Oliveira Trindade, que chegaram
em 1880, construíram um Cruzeiro onde as famílias iam rezar aos Domingo e os
dias Santos. Comprometeram construir a Capela no local. Assembléia Provincial
de São Paulo.
Construindo uma Capela, seus moradores com baixo assinado,
enviado a Assembleia Provincial, solicitando que o Bairro fosse elevado a
Freguesia. Tiveram êxito. Em 05/04/1884, Fartura foi elevado Freguesia.
Em 26/04/1884, foi o dia da benção da Matriz, as 10,00 horas,
a primeira missa celebrada pelo padre José Danta Lisa, Vigário da Paróquia de
Rio Verde.
Em 1887, a Freguesia de Fartura veio a ter seu Pároco,
deixando de realizar os batizados os casamentos na Paróquia do Tijuco Preto,
facilitando a vida de seus moradores, pois a distancia entre Tijuco Preto e a
Freguesia de Fartura eram de 06 léguas
ou mais.
Os primeiros batismos realizados na Paróquia Nossa Senhora
das Dores de Fartura em 08/05/1887 foram realizados pelo padre Bartolomeu
Comenale, foram de Avelina , Benedita e Antônia, colocarei o batistério de Avelina
o primeiro.
Avelina a primeira a ser batizada na Paróquia de Fartura
Padre Antônio Longo, assinou os primeiros batizados em /18/05/1887.
Os primeiros matrimônios foram assinados pelo Pré Pároco , Bartolomeu Comenale em
1º/05/1887 e 14/05/1887, casamento de Antônio Joaquim do Nascimento e Roza
Correia de Moura e o segundo casamento no dia 14/ 05/1887, foi de Marcos
Correia Vieira com Arsila Francisca de Jesus, padre Antônio Longo assinou o primeiro casamento em 18/06/1887,
os noivos, José da Silva Maria Isidoro da Silva.
Primeiro Casamento de Antonio Joaquim do Nascimento e Roza Correia de Moura
Em setembro de 1893, o padre Antônio Longo, se afasta da Paróquia,
estando em seu lugar o Padre Bartolomeu Comenale.
Padre Antônio Longo tem em seu histórico de ser um homem
dado a bebida, ser violento, e gostava de fazer política, pois ocupou cargos na
Freguesia de Fartura.
Com afastamento do Padre Antônio Longo, ali serviram os
Padres Bartolomeu Comenale e Braz Mazzaro, também o padre Aurélio Votta .
Em julho de 1894, o Padre Antônio Pires Guerreiro, começa
sua vida Pastoral na Paróquia de Fartura. A Paróquia atendia a Vila de Belo
Monte, ao Bairro do Aleixo, locais que não era Paróquia, digo que muito dos
familiares de meus tios Bisavós vinham para a Paróquia de Fartura para batizar
ou casar seus filhos.
Para demonstrar a religiosidade dos moradores de Fartura, o
casamento de 03 irmãs no mesmo dia e ano na Paróquia Nossa Senhora das Dores de
Fartura, dia 23/05/1905, o Vigario Antonio Pires Guerreiro.
O primeiro casamento que vou descrever é de José Francisco da Silva e
Benedita Lina de Jesus, ele nascido em Piraju, ela em Itapetininga, ele filho
de Pedro Antônio de Queirós, ela de Salvador Correia do Prado e Clementina
Maria de Jesus. Vigário, Antônio Pires Guerreiro. Paroquia Nossa senhora das
Dores de Fartura em 21/05/1905
O assento é o 44 e o numero 1283, Raimundo Amaro da
Conceição e Leodora Maria de Jesus, ele filho de Calistro da Conceição e
Domingas de Oliveira, ela de Salvador Correia do Prado e Clementina Maria de
Jesus, dia 21/05/1905, Paróquia Nossa Senhora das Dores de Fartura, vigário
Antônio Pires Guerreiro, documentos do casamento de três irmãs, filhas de
Salvador Correia do Prado e Clementina ou Clemencia Maria de Jesus, casaram no
dia 21/05/1905 em Fartura, o Vigário era Antônio Pires Guerreiro.


As tres irmãs casaram no mesmo dia em 1905
Antonio Pires Guerreiro, em 1895, fez o casamento de meu
Bisavô, Manuel Bento de Castro e Ana Gertrudes de Oliveira, batizou meus Avós
José Rodrigues de Castro, e Benedita Maria de Castro.
Em Junho de 1907, o ultimo casamento que o padre Antonio
Pires Guerreiro fez , foi o casamento de José Soares de Souza e Virginia Tenca,
foi em 15/06/1907.
Acredito que foi a última vêz que conversei com a tia Maria
Benta das Dores, na casa grande dos Bentos, na entrada da sala dos visitantes,
tinha eu 11 ou 12 anos, ela me contou que o padre Antônio Pires Guerreiro, fora
expulso de Fartura por defender uma moça que se apresentava como Serva de Deus.
O dia quando as pessoas iam visita-la, não comia nada, mas a noite se
alimentava muito bem. Padre Antônio Pires Guerreiro, defendia a tal serva de
Deus, dizia ser uma Santa.
O povo de Fartura não acreditava na história, foram contra
a ideia do padre, tramaram sua expulsão da cidade.
A historia da expulsão do padre Antonio Pires Guerreiro foi contada por
Maria Benta das Dores,Esta senhora da foto
Foto de seu casamento em
1936, estava com 67 anos, na foto, meu avô José Rodrigues de Castro, seu pai
Manuel Bento de Castro, e Gabriel Preste da Silva com seu néto José, e Maria
Benta de Castro, foto de casamento dela e Gabriel Preste da Silva, ele Indio
das tribos que habitavam Itaporanga, na Biquinha. Este padre rogou uma praga na Cidade, dizendo que Fartura
nunca seria nada. Esta tia nasceu em São Simão em 1869, faleceu em Fartura em
1966, diziam que tinha mais de 100 anos, mas pelo seu batistério comprovadamente
não. Faleceu com 97 anos, cuidado pela família de José Marciano de Castro.
Cuidou dos tios que faleceram solteiros e da herança deixada.
Eu comentei com minha avó Benedita Maria de Castro, que confirmou tudo que Tia Maria Benta tinha afirmado sobre o padre Antônio Pires Guerreiro, minha Avó era sobrinha da tia Maria Benta. Ocorreu este fato em Fartura, mas foi um religioso muito respeitado fora de lá.
Com a saída do Padre Antônio Pires Guerreiro, teve Padre
Higgino Asef.
Em 23/07/1907, começou a história do padre que serviu a
Paróquia Nossa Senhora das Dores por mais de 30 anos.
Monsenhor José Trombi.tem em sua homenagem o Colégio
Estadual em seu nome
Difícil é dizer quem não teve um filho batizado, ou um
casamento feiro por Monsenhor José Trombi.
Buscando os documentos da Igreja via-se, quem podia pagar a
taxa de batizado, pagava, quem não podia era batizado, casamento mesma forma
agia, pagava quem podia, quem não podia não pagava.
Minha mãe tinha um orgulho, pois foi batizada por Monsenhor
José Trombi ele fez seu casamento.
Certidão de casamento de
Felicio e Maria em 27/12/1941
.
A família Farturense teve um envolvimento grande com o
Monsenhor José Trombi, como sempre foi em Fartura, sua origem, era da Itália, os primeiros Párocos de Fartura.
Fotos de
padre Salvador e Francisco, fotos do Museu de Fartura Fatos e Fotos.
Com o falecimento do Monsenhor José Trombi, os padres que
serviram em Fartura não tinham origem da Itália, então foi solicitado novamente
que mandassem padres para esta Cidade, pois tinha um reduto de Italianos e seus
descendentes.
No Inicio dos anos 50, vieram para Fartura os padres
Salvador e Francisco de Lucia. Bem mais tarde, veio o padre Gabriel Darida, que
faleceu a pouco tempo na Itália..
Houve um grande trabalho destes padres que começaram,
implantaram um Seminário, Casa São Vicente Paula, Orfanato para menores o Asilo para Idosos. Também vieram para o
Brasil as Irmãs, religiosas, cuidaram da Santa Casa de Fartura.
Foi em 1956, a confirmar com meus primos, o filho de João
Bento de Castro, também João Bento de Castro, foi Ordenado padre em Fartura, o
Pároco era o padre Francisco de Lucia, o Bispo era de Botucatu, João Bento pediu
afastamento do Clericato e casou, tornando professor de uma Universidade do Paraná.
Foi em 1954, que fiz a Primeira
Comunhão, meus irmãos Luiz e José também fizeram a Primeira Comunhão, com padre
Francisco de Lucia. Vocês fizeram a primeira comunhão com quem.
Em Fartura teve Ordenações Sacerdotais de mais pessoas
filhos de Fartura, Bispo que toda sua vida religiosa foi
em Jacarezinho no Paraná, Dom Mauro Aparecido dos Santos, família do bairro
Areias.
Ordenação Presbiteral: 13/05/1984.
Ordenação Episcopal: 14/08/1998, por Dom Conrado Valter,
Bispo de Jacarezinho.
Com a criação do Seminário em Fartura, muitos garotos foram
chamados, mas poucos foram escolhidos.
Entre os escolhidos, houve um de família tradicionalmente
Católicas, pois Fartura sempre foi um reduto de Católicos, Gorgonho Alves da
Encarnação, nasceu em Fartura em 17/09/1949, sua Ordenação Presbiteral foi em
22/12/1974, sua nomeação Episcopal foi em 19/07/1998, na Catedral Nossa Senhora
dos Prazeres em Itapetininga coma criação da Diocese, por Dom José Lamber Filho
Arcebispo de Sorocaba.
O padre Gorgonho teve uma atuação destacada na Paróquia Nossa
Senhora das Dores em Fartura, onde atuou desde o inicio de sua Ordenação Presbiteral.
Nomeação Episcopal de Dom Gorgonio por Dom
José Lambert
Fartura continua sendo uma cidade predominantemente católica,
alguns filhos seu, foram ordenados Padres, inclusive servindo seu povo, como o
padre Misael Germano do Nascimento, filho de Fartura serve seus conterrâneos.
Padre Mizael 10 anos da sua Ordenação Sacerdotal.
Em Fartura há outras denominações religiosa, dentro as quais la estão ha muitos anos as dos Protestantes, cujo seguidores é a familia dos Rocha, tambem os Evangélicos lembro de seu primeiro lider foi Antonio Vergilio.
Jorge Rodrigues de Oliveira









Eis como nasce uma cidade, orientada na fé em um Deus poderoso e bondoso.
ResponderExcluirFui batizado pelo Pe. Francisco de Luccia
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