sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

História da Escola Mista Municipal da Barra Seca


                          História da Escola Mista Municipal da Barra Seca
                 Também aprendi o básico de minha vida nesta escola.
                                                                     

TIA LETÍCIA – Segunda mãe para muitas crianças, a professora Letícia Gigliucci, carinhosamente chamada de “Tia Letícia”, ajudou a educar várias gerações de farturenses.

Nesta foto de 1937 ela comanda uma turma da Escola Mista Rural da Barra Seca: Nely Bortotti, Maria do Carmo Teixeira, Gilda Sangermano, Ana de Castro,Benedito Neto, Antonio Gabriel, Celso Alves Vieira, João “da Nica” Garcia, Antonio Dealis, Natálio, Nazira Neto, Ana Otaviano, Benedito do Nascimento, José de Castro, Benedito Dealis, Sebastião Ribeiro Palma, João Furtado, Otto Teixeira, José Alves Vieira, João Inocêncio, Domingos Ribeiro Palma, Therezinha Lima Neto, Aurora Neto, Alfredo Ribeiro Garcia, Roberto Ribeiro Garcia, Maria Umbelina Ribeiro Garcia, Maria Germano, Isalina Gerrmano, Cacilda Germano, José Germano, Elza Furtado, Antonio Santana, Lázaro Santana, Saur Lobo e Artur Lobo.

                                                                       
           
Esta imagem da Escola Mista Municipal da Barra Seca mexe comigo com a minha história, pois nasci neste Bairro e meus primeiros anos do primeiro a terceira serie, era nesta escola que estudava, pois a quarta série era feita no Grupão , Coronel Marcos Ribeiro.
Todos falam desta professora Leticia, deste alunos aqui mencionados eu conheci quase todos, Nely Bortotti, esposa de Antônio Bortotti o Toninho da sorveteria da Vila Nova, teve uma enrascada na vida, mas levou sua vida, era filha da Nica, Maria do Carmo Teixeira irmã do Otto Teixeira, não tem certeza, mas era filha de Julio Teixeira, Gilda San Germano, família conhecida em Fartura, Ana de Castro, minha tia, casou com Candido de Araújo, o João Taviano, seu pai era dono do sitio onde estava a escola, Benedito Neto e Antônio Gabriel , lembro da família, Celso Alves Vieira conhecia a família tinha ligação meu Avô José Manuel, João da Nica irmão da Nely, casou com uma filha do Zé Mingo, Antônio Dealis, sitio no Pinheirinho, irmão do Zé Dealis, do Lucio,  Natalio e Nazira Neto, Ana Otaviano, creio que o nome correto era Ana Candido de Araujo, pois Otaviano era o nome de seu avô paterno, ela casou com o Geraldo da Nica, Benedito Nascimento, José de Castro, era meu tio Zeca ou Zezinho Mané para muitos, irmão de minha mãe, filho do José Mané, Benedito Dealis,~irmão do Antônio do Lucio, Sebastião Ribeiro Palma, irmão da Cotinha do Zézo da Marte da Mariinha e da Madalena, faleceu nova, casou com Pedro Vaz, João Furtado, era do Paiolão, Otto Teixeira, como tinha falado filho do Júlio Teixeira, irmão da Maria do Carmo, José Alves Vieira, tinha sitio no Pinheirinho, João Inocêncio, lembro de seus familiares, Domingos Ribeiro Palma,  casou com a Irene irmã do Otto Teixeira,  Domingos filho do Pedro Ribeiro Palma, seu irmão Luís que era o zelador da escola, concertos era com ele, Terezinha Lima Neto, Aurora Neto, conhecia por  outros nomes, Alfredo Ribeiro Garcia, filho do Zé Mingo, casou com a Maria do Tio Vicente tia Sebastiana, Roberto Ribeiro Garcia, casou coma Cida irmã do Joãozinho e da Nely, Maria Humbelina Ribeiro Garcia,  esta me parece que também era filha do Zé Mingo, que casou com o Roque que também era irmão da Cida do João da Nica e da Nely, e a i vem a família dos Germanos, Maria Germano, Cacilda Germano, José Germano, Elza Furtado, já me referi a seus familiares , Antônio Santana , Lazaro Santana , tinham sítios no Paiolao, Saul Lobo e Artur Lobo, conhecia seu irmão Zeca Lobo. Hoje não acredito que alguns destes estejam vivo, creio que talvez somente uma que eu saiba.


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Coloco esta foto pois a Escola ficava nesta estrada do lado esquerdo, ficava á 200 metros do campo de futebol, do outro lado da lagoa.
 Nesta Escola da Barra Seca, depois desta turma passaram, A Maria , o Inácio a Nenê do tio Vicente, creio que o Zézito, a Cota a Julieta e o Mario do João Vieira Palma, a Cidã  da Nica, as filhas do Juvenal Garcia Ribeiro, Mariinha e a Marta do Benedito Palma, os filhos mais velho do Marciano e o Vaz que morava lá no Paiolão, O Cido Palma e a Genoveva do Pedro Ribeiro, a Floriana do Oliveira Palma, O sítios Mario e João do Vó Zé Mané, o Zezinho e o Antônio do Zé João, O José Candido de Araújo a Augusta, a Lili, o Tico e o Bem do Antônio Candido de Araújo ou Antônio Otaviano O Ico e seu irmão , filhos do Paulo Alves.
Isto até chegar a turma próximo ao que eu estudei, começa por casa, o Luís, o José Francisco e eu e o Elias , no Pedro Bento, Antônio e o Sebastião, não me recordo se  a Conceição frequentou no mesmo tempo ou depois, No Pedro Bicudo, a Carminha a Silvia e o João e o Nico, No Joaquim Mané, Maria, o Roberto o Osvaldo, o Zezinho e o João, da família Ferreira que morava no retiro do Benedito Inácio a Maria  o Lourenço me parece que José, la do Paiolão vinha o Silvio e o Carlos filhos do Marciano, devo salientar que é o Silvio que começou com as barracas de hot-dog em Fartura , e o José e a Ana Neves, dois irmãos, eram filhos da Ana Candido que era viúva., irmã do Dito Candido do retiro do Olavo lá próximo da ponte do Rio Itararé, não mencionei a Helena e o Eliezer, filhos do Luiz Palma do Pedro Ribeiro, o Alcino e o Alcides do seu Antônio Mantino, Ana e a Beatriz do Joaquim Bruno, eram sobrinhas do João Bráulio, lá na Barra Seca muitos os conhecia, no sitio dos Octavianos tinha o Adão, filho do tratorista, e o João e o José do João Otaviano, moravam a 50 metros da escola.
No meu período de escola da Barra Seca, foram professoras, dona Zélia Rocha, Mariinha do José Damazio, Yolanda Rocha e  Ivete Lucarelli.
A Mariinha Rocha terminou o ano letivo da professora Zélia, saiu antes de terminar em 1954.
Menciono que esta foto foi postada pela Katia Dognhani, pela primeira vê, uma foto do Euripinho, Maria Aparecida Silva Vieira e no Museu Fotos e Fatos por Antonio Aparecido Mendes.
Esta escola era Municipal, mas depois de 1958, passou a ser estadual
Em 1955 recebeu a visita do prefeito Joanin Gobbo  que pediu um encontro com os pais na escola, lembro que só compareceu meu avô representando meu pai, pois os Globos e a família de meu pai não se davam bem por diferenças políticas, por isto meu pai recusou o encontro e meu avô foi representá-lo.
Informações que tive que esta escola tinha mudado deste local para próximo dali, mas com as novas diretrizes na educação ela veio a ser fechada em definitivo.
 Esta escola nasceu quando Antônio Candido de Araújo era proprietário deste local, depois foi vendido para Alécio Bagallia que não ficou por muito tempo com esta propriedade, vendeu para as famílias Dognhani, me parece que foi a família do Jurandir, não o professor que comprou.
São 64 anos ausente deste local, pois passado pouco depois minha família mudou-se da Barra Seca.
Contou o que vivi e conheci até o início de 1960, quando mudamos e nunca mais Esta foi minha escola onde aprendi a ler na cartilha Caminho Suave, foi inicio de um todo meu e de muitos que lá passaram. Escola Rural Mista Municipal da Barra Seca

Hoje olhando, as pessoas que entraram na pagina, vi que o nome dela era Neuza Araujo, eis que declara que foi a primeira professora a lecionar na nova escola construído, em alvenaria. 
Isto foi no ano de 1972, perguntei se ela declinaria alguns nome de alunos que estavam matriculados, me deu estes nomes: Maria das Dores de Castro, Maria Aparecida de Castro, Godofredo Fabro, Vanfredo Fabro, Cristina Louvison, Cleide Louvison, Célia Regina de Góes Vieira, Eufrásia, ha mais alunos. O dono da area da primeira escola era Antonio Cândido de Araujo, por coincidência ela é sobrinha neta de Antonio Otaviano,neta de Manuel Vergilio Araujo, irmão de Antonio Otaviano.
 por Jorge Rodrigues de Oliveira.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

A discordia no futebol na Barra Seca



                         

                            A discórdia no futebol na Barra Seca.
                          João da  Nica: Se o Brasil ganhar deixo                                              fazer o campo no mangueirão.                                                                                                  
                 

Vou contar a história da Copa do mundo que se passou na Suécia em 1958, conforme os radiouvintes ouviram e as consequências da vitória do Brasil sendo campeão.
Conforme temos as informações o Brasil foi um fracasso na copa do mundo no Maracanã, o Maracanasso na derrota para o Uruguai por 2x1.
Aqueles jogadores ficaram queimados para a história do futebol para os futebolistas, o goleiro daquela cópa não era bem visto nas concentrações da seleção brasileira, o nome dos jogadores titulares no jogo final.
Barbosa; Juvenal e Bauer; Augusto, Danilo e Bigode; Jair e Zizinho; Friaça, Ademir e Chico.
Barbosa reclamava muito de sempre ser desprezado pelos jogadores técnicos e dirigentes de futebol do Brasil devido aquela derrota ao Uruguai, que Didia marcou o gol fatídico que fez calar o Maracanã, Brasil 1x2 Uruguai.
Em 1954 o Brasil outra vez não foi bem.
Mas em 1958, na Barra Seca algumas casas já tinha radio, que era o de pilha, uma caixa grande com bastante pilha dentro interligadas, durava em torno de 05 ou 06 meses uma carga daquelas, ou a bateria de carro, esta quando acabava a carga, levava no posto de gasolina ou oficina que tinha o carregador de bateria, demorando em torno de 02 dias para ser carregada.

                  

Em 1928 a Barra Seca tinha um time de futebol, fotos do Museu de Fartura de Antônio Ap. Mendes,
Nomes de dois deles Juvenal Garcia de chapéu e o dito Palma de toca e orlindo carroceiro.Vendo o Blog do Renato Ribeiro Palma, a relação dos participantes. Em pé: Julio Teixeira, Avelino Carroceiro, Inacio Palma, Juca Nogueira, Arlindo Preto, Tecnico Juvenal Garcia,em baixo, Dito Amaro, Zé Simão,João Ribeiro Palma, Benedito Palma o goleiro, H´´elio Ribeiro da Fonseca, filho do Zinho.  
Na Barra Seca em 1958 me recordo quem tinha radio era o João da Nica, Roberto do Zé Mingo e o Pedro Ribeiro Palma, parece que o Benedito Ribeiro Palma tinha.
Nos dias de jogos em 1958, reuniam na casa do João da Nica ou no Roberto Garcia para escutar o jogo.
Barra Seca estava sem time de futebol, não tinha campo para jogar, viviam as turras com o João da Nica para que permitisse a abrir o campo la no seu mangueirão, mais ou menos onde estão estas duas arvores, era o local do campo, turma cobrando e o Joãozinho da Nica tirando o corpo fora.
Foi quando na semifinal veio o veredito do João da Nica, se o Brasil for a final e for campeão eu permitirei construir o campo la no mangueirão.
Nesta foto esta o João da Nica e seu irmão Geraldo, Jose Roberto Cimati  e Toninho Garcia. Fotos do Facebook.

                  
A seleção campeã do mundo de 1958, alguns jogadores que sei o nome.                    


Gilmar, Nilton Santos, Garrincha, Pelé, Didi, Zagalo, Beline, Djalma Santos, Vavá, Mauro Ramos. 
               
                         

A Casa do Roberto do Zé Mingo era esta do lado esquerdo ao lado deste terreno limpo 
A final foi no domingo, foi 24 de junho, fomos la para a casa do Roberto do Zé Mingo para ouvir o jogo do Brasil, era gols e mais gols, o Brasil goleou e o Pelé marcou um golaço, e a prateia na casa do Roberto , Roberto dono da casa, a Cida que era irmã do João da Nica e esposa do Roberto, o João, Inácio Palma, Sebastião Palma, Rocão, Mario vieira, não lembro creio que o Fernando, o Zezo Palma, me parece que o Geraldo da Nica, O Luís irmão, O Elias e eu.
Foi aquela alegria incontida, finalmente o Brasil foi campeão do mundo.
Brasil campeão, cobraram o João da Nica, agora você vai cumprir a promessa, vamos montar o campo de futebol lá no mangueirão. João da Nica caiu fora, disse que não, mas quem estava presente o cobrou duramente, inclusive seu cunhado Roberto do Zé Mingo, muito bravo, contrariado, concordou com a construção do campo de futebol.
Mas quis o destino que pouco tempo depois, um jogo entre a Barra Seca e a jacutinga, jogando no time aspirante, o Manuel do Oliveira Palma, quebrou a perna, uma solada do jogador do Jacutinga.
Isto foi suficiente para acabar novamente com o time da Barra Seca, que voltou a ter futebol novamente no sitio do Benedito Palma, encostado na casa do Zézito, algum tempo depois.

                            Isto é a história de idas e vindas do futebol na Barra                     que desde  1928 sempre teve um time de futebol.                                                                                  

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Cruzamento da discordia, politica na Barra Seca em 1954



Cruzamento da discordia


Cruzamento maior onde era entregue o leite para o caminhão.
Era o local dos outdoor dos barrasequences.

Para antigos moradores da Barra Seca, idos de 1954, podem lembrar, sei que são poucos, mas vou contar a história que este pedaço de chão, esta encruzilhada,  era ponto de entrega de leite. Do lado esquerdo, para quem olha de frente,  Juvenal Garcia,  lado direito vinha o leite retiro Pedro Ribeiro Palma,  Benedito Ribeiro Palma e  Roberto Garcia Ribeiro ( Zé Mingo).
Neste ponto, o caminhão contratado pelo laticínio, não me recordo o nome do motorista,  vinha do Paiolão, onde  pegava o leite do retiro do Melkiszedeke da Encarnação, tio do Bispo Gorgonho Alves da Encarnação, tem o mesmo nome de seu avô, que era natural do Estado do Rio de Janeiro e sua avó era de Piracicaba, continuando com os retiros, do Merkis, dos Prioli, José e Hugo. Hugo tinha uma receita infalível para descobrir ninho de galinha, que botava no mato.  Retiro do Benedito Inácio, Olavo comprou, produzia muito leite, lembro,  lotavam o caminhão.
Esta encruzilhada, dava acesso a vários locais, do lado direito, ia para o Pedro Ribeiro Palma, Benedito Ribeiro Palma, Roberto Garcia, (Zé Mingo), sitio  Zé João, sitio  José Manuel, sitio Pedro Bento e ao fundo a casa grande dos Bentos, local das festas de São João.
Lado esquerdo, ficava o sitio da Nica, sitio João Vieira Palma, mas a frente o sitio Vicente Ribeiro Palma,  também o sitio fazendinha de Antônio Candido de Araújo(Otaviano), la ficava a Escola Mista Municipal do Bairro Barra Seca, também dava acesso a fazenda  Juvenal Garcia Ribeiro. Voltando a encruzilhada, seguindo esta estrada dava acesso ao sitio  José Manuel, onde ele residia, sitio Pedro Bicudo e Joaquim Manuel, do outro lado ficava a fazenda do Conrado Blanco. Descendo, passando o ribeirão Barra Seca, tinha a fazenda de leite  Dito Inácio, Jose e Hugo Prioli, passando pela fazenda dos Prioli, la na barra da Barra Seca, onde desaguava no Rio Itararé, ficava o sitio dos Barbosas, lembro da dona Barbara, avó do José Barbosa, Américo Barbosa, Tonico, João, seu pai Chico Barbosa e do Néco Barbosa, seus filhos Nico e Nélson, depois vinha os sítios, fazendas, do Vaz, do José Belizário, esta estrada dava acesso ao Rio Verde, Serra dos Matos Índios, antigo Núcleo, passava pelos 60 alqueires do Pio Blanco, tem uma história, se Deus não mandar chuva eu mando.
Portanto esta estrada dava acesso a muitos lugares, até a cidade do Salto do Itararé, palco das discussões da Imagem de São Bom Jesus da Cana Verde.
Nesta encruzilhada no ano de 1954 eu via as propagandas políticas, candidatos, Jânio da Silva Quadros e Ademar Pereira de Barros.


Jânio e Ademar, naquela encruzilhada e Lino de Matos de Ipauçu e Ribeiro Salgado, família de Fartura.



Jânio foi um fenômeno  político, professor na Universidade Mackenzie e formou-se em Direito pela USP, candidatou a vereador em São Paulo, ganhou, candidatou a Prefeito de São Paulo, ganhou, renunciou e candidatou a governador, ganhou, candidatou a Presidencia da República, ganhando, não ficou nem  sete meses no cargo ; renunciou e deu no que deu, crise de 1964, após sua renuncia ,não queriam deixar João Goulart, assumir, assumindo os governos militares por aquele


Renúncia de Jânio Quadros.

período. Outro candidato era Ademar Pereira de Barros, governador interventor com a ditadura de Getúlio Vargas, era um politico calejado, foi interventor, depois foi prefeito e governador, vindo a ser cassado pela junta militar, foi dono da  Bandeirantes Rádio,  que foi comprada de Paulo Machado de Carvalho.  Ademar de Barros, era governador interventor, no Estado de São Paulo. Repassou para seu genro, João Jorge Saad.


Getúlio Vargas e sua sombra Ademar de Barros
O que acontecia nesta encruzilhada, era um mural de propaganda, de um lado estava as propagandas de Jânio Quadros, com seus vice e candidatos ao senado e a deputados,  outro lado a propaganda  Ademar de Barros, com seus vices e candidatos ao senado e deputados. Naquela encruzilhada era efervescente as campanhas dos candidatos, seus defensores, eram parentes, eram os Palmas, os Garcia, os Ribeiros, vê-se que era respeitado a propaganda do outro, respeitavam na divisão de espaço Era Jânio Quadros de um lado e Ademar do outro e o candidato a senador Lino de Mattos e o candidato a deputado Ribeiro Salgado, família de Fartura. Lembro das  celebres frases que servia e era usado dos dois lados: Marmelo é fruta boa que da na ponta da vara, quem vota no Jânio não tem vergonha na cara. Marmelo é fruta boa que da na ponta da vara, quem vota no Ademar não tem vergonha na cara.
Falavam do Ademar, de suas celebres caixinha para as eleições, e a frase que serviu para alguns políticos depois: Rouba mais faz.


Paulo Maluf e Ademar de Barros, políticos parecidos no estilo.


Este tal de Bolsodoria tem o mesmo estilo de Janio Quadros , não termina mandato 
E o Jânio Quadros com sua eterna vassoura, nunca limpou nada, pois nunca terminou um mandato, está parecendo alguém.                            Condecoração ao maior inimigo da democracia da América Latina.Janio Quadros dando a maior Lauda a um terrorista Che Guevara, Comunista da turma de Fidel Castro.


 Ademar de Barros se relacionando muito bem com o Fascismo e Benito Mussoline,  recebe a filha deste no Campos Eliseos quando era governador de São Paulo. 



Ademar de Barros e a filha de Benito Mussoline

Foi nesta encruzilhada, passava todo os dias para ter aula com dona Zélia Rocha, que vi os confrontos mesmo entre parentes, para defender seu candidato, tinha Outdoor para todos os candidatos e os Garcia, Ribeiro, Palma se confrontando. O Elias era um pouco menor não deve se lembrar.


domingo, 23 de fevereiro de 2020

Da Terra Brasiliz ao Brasil de Pindorama


           


     Da Terra Brasiliz ao Brasil  de Pindorama                


     

Casa de meus Avós José e Benedita na Barra Seca.
Hoje vou descrever um pouco da origem de 30 por cento da população Paulista, dizer quem somos e de onde viemos.
Quando alguém nos chamam de Índio, alguns se sente ofendido, outros nada sabe a nossa origem. Todos desta familia tem sangue Indígena nas veias, não só descendentes de Gabriel Preste da Silva.
No Estado de São Paulo, segundo as estatísticas 30 por cento de nós somos descendentes da família Tupi Guarani, neste caso do Cacique Piqueroby, ou de Martim Afonso Tibiriçá e Índia Bartira
Vou descrever minha descendência, partindo do meu elo familiar Fartura, pela minha Mãe Maria, mas se fosse pelo pai Alicio seria a mesma coisa.
Isto quando falo do elo Brasiliz Pindorama, pois todos temos o elo de sangue Europeu, pois, todo os povos que aqui vieram, procuravam se ligar aos povos aqui existentes, que na verdade era a descendência da nobreza que aqui habitavam. Todos eram Chefes de Tribos Indígenas, como Piqueroby.
Nasci em Fartura e cresci em Fartura, sou filho de Felício Rodrigues de Oliveira,1919-1973 e Maria Pereira de Oliveira,1923-2001, nasceu e faleceu em Fartura, ela filha de José Rodrigues de Castro,1896-1969, nasceu e faleceu em Fartura, Barra Seca, e Benedita Maria de Castro, 1897-1978, nasceu e faleceu em Fartura.


Meus avós Maternos, José Rodrigues de Castro e Benedita Maria de Castro. Esta linha genealógica de todos filhos de Manuel Bento de Castro e Anna Gertrudes de Jesus, de João Bento de Castro, Tia Maria não teve descendência, Joaquim Bento de castro, Luiza, Manuel Simão, Brasiliza, Pedro, Sebastiana e Isaura.
Como a linha a seguir é de meu avô é materna, sua mãe, Ana Gertrudes do Espirito Santo,1887-1947, nasceu em Itapetininga e faleceu na Barra Seca, Fartura, esposo, Manuel Bento de Castro,1864-1940, nasceu em São Simão e faleceu na Barra Seca, Fartura.

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Catedral onde foi batizada bisavó Ana, e Pedro e Gertrudes, casaram






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Catedral de Mogi das cruzes, onde grande parte da descendência dos familiares de Pedro Rodrigues Freire viveu
Pedro Rodrigues Freire, 1847- +/- 1885, nasceu e faleceu em Mogi das Cruzes, casado com Gertrudes Maria de Oliveira,1850- +/- 1880, nasceu e faleceu em Itapetininga, pai e mãe de Pedro Rodrigues Freire: João Rodrigues Freire Lobo, 1812, Anna Francisca, 1816, casaram em Mogi das Cruzes em 22/09/1833. Ele filho de Antônio Lobo Freire e de Gertrudes de Godoy Ferraz, casaram em Mogi das Cruzes em 07/07/1799. Filho de Domingos Rodrigues da Cunha e de Maria de Godoy Ferraz, nascida em 1752, casados em Mogi das Cruzes, São Paulo, Manuel de Carvalho Pinto, 1732, casado com Escholastica de Godoy Ferraz , em 09/11/1741 em Mogi das Cruzes, filho(a) do Sargento-mor Thomas Pimenta de Abreu, 1687- casado com Joshefa de Araújo Ferraz , 1691-1730, em Mogi das Cruzes em 1712. Filha de Luiz Mendes de Vasconcellos, - 1716, de Paula Moreira,
Esta é a Igreja da fundação de São Paulo, muito de nossos ascendentes aqui moraram e casaram em São Paulo, casamento era feito na Igreja da Sé, Igreja de José de Anchieta

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1656-1712. Filho de Balthazar de Godoy Moreira, 1612-1679, e Maria Jorge Gonçalves, 1604-1683, casamento em São Paulo em 1633. Filho de


Bandeira que identifica os descendentes de Pindoramas.
Balthazar de Godoy, 1561-1628, de Paula Moreira, 1573-1623, casados em São Paulo. Filha do Capitão-mor Jorge Moreira,1535, e Izabel Velho, 1530-1590. Filha de Antônio Rodrigues,1495-1565, com Antônia Rodrigues Piqueroby,1498-1560, filha do Cacique Piqueroby e Índia Tapuia Piqueroby, filho do Cacique Guaianá Amypaguana com Índia Guayana

Imagem de nossos ancestrais, Cacique Guaianã
Tibiriçá era filho do Cacique Amyipaguana e India Guaiana, Este formou a descendências do povo Paulista e Paulistano com a miscigenação entre Indios desta Tribo e os Europeus. Descendência do Cacique Amyipaguana e a Índia Guaiana: Caiubi de Jeribati- Uraraipe,(1454), Tapiro,(1454), Tibiriçá,(1480), Cacique Piqueroby de Urarai- Tibiriçá,(1499), Araraay-pe(1460). Esta é a geração de povos que habitavam São Paulo na época que os Europeus aqui chegaram e formaram o povo que é chamado de Genealogia Paulistana.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

No Pilão, como fazer a paçoca ou farofa

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        Pilão, como fazer a paçoca ou farofa de carne.


Este lago que parece éra o ribeirão dos Bentos onde tinha 05 monjolos. hoje coberto pela represa.
 Dois na casa grande, um bisavô Manuel Bento, do Avô,  onde morávamos e o do João Bento .

Na roça, lá na Barra Seca, seus moradores tentavam viver usando dos meios possíveis para suas existências.
Produzia o açúcar de cana, farinha de milho, farinha de mandioca nunca foi de costume usar, a banha do porco, quem não se recorda da carne colocada na lata de querosene jacaré, não havia geladeira para conserva. Como fazer a farinha de milho, geralmente as moradias no sitio e la na Barra Seca era próximo ao ribeirão onde havia cinco monjolos, por isto denominei-o, Ribeirão Monjolo, destes monjolos saia o milho preparado para fazer o fubá para a farinha de milho, que colocava-o milho em caroço, um pouco de palha ou até cinza e deixava socando até soltar a pele, era então peneirado,  voltava ao monjolo para socar e transformar em fubá, peneirado na pá, ficando bem fino o fubá, voltava novamente ao pilão do monjolo até triturar todo o milho, este fubá ia para um forno, grande e raso, aquecido, com a pá esparramava o fubá, esperava ele torrar, mexia até ficar por igual, dai saia o biju que era a farinha torrada era só quebra-la para ter a farinha torradinha. Desta farinha também podia fazer uns bolos tipo broa, era fazer a massa, açúcar ou sal, colocando um ovo, um pouco de gordura, colocando no forno em colheres, esparramava um pouco, ficava uma delícia.
O monjolo também servia para limpar o arroz, o café, mas o tempo maior sempre foi para a farinha de milho.
Também existia em quase todas as casas o pilão, que era bem menor que o Monjolo,  não dependia de agua para funcionar, pois é feito a mão a trituração também serve para fazer de tudo, como triturar o café para torrar, limpar o milho para uma canjica, para fazer a farinha em menor quantia, quem não tinha moinho moía café no pilão, também fazer paçoca de amendoim e a deliciosa paçoca de carne ou farofa de carne, vamos mostrar como eu fiz a minha paçoca com algumas fotos e o meu pilão construído com  madeira creio que o nome é açoite de cavalo, não sei porque do nome, feito em um torno mecânico pelo irmão Celso de Oliveira

 .
Pilão com a mão, feito pelo Celso. Onde preparei a minha farofa.




Fiz com carne bovina, fritei até ficar no ponto, tirei da gordura, pus um pouco de tempero a gosto e um pouco da gordura.
Misturado tudo, começa a piloar, ou socar até dar o ponto desejado que deixa toda carne solta e desfiada.

Tem gente que gosta de deixar a carne quase que inteira, so sóca o suficiente para misturar com a farinha de milho, outros preferem bem triturada e desfiada, isto é, a gosto.E sta foi a farofa que fiz no pilão que tenho, faça sua farofa , você tem pilão Elias


Esta é a farofa do meu pilão feita com farinha de milho e carne bovina.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Os sons do Bairro Barra Seca, seu dia a dia



Os sons do dia a dia na Barra Seca, ou em qualquer outro bairro.

 O dia a dia do Bairro Barra Seca, fazenda dos Bentos não era monótono, havia muita vida.



As casas não se distanciavam uma das outras, pois havia, o sitio do Zé João, o de meu avô José Mané como o chamavam onde morava nossa família e o tio Zeca, Pedro Bento, do outro lado do  ribeirão dos Monjolos, o Pedro Bicudo sua família, meu Avô na área que coube como herança de seu pai Manuel Bento de Castro e mais ao lado o tio Joaquim Mané. De manhã ouvia -se o canto dos pássaros comuns no local, chupim, bem-te-vis, anus, rolinhas, canários as curririas, este um dos menores passarinhos do local. Sempre manha os latidos dos cães, mas o inicio da jornada, com o café da manhã, e algumas casas com leite de cabra ou de vacas.



Esta uma foto atualizada da primeira foto, foto google. 
   
Esta era um vira lata inteligente, trouxe para minha casa já estava com câncer, mas viveu 10 anos comigo.
Os vira-latas eram que todos tinham no bairro, na época, cachorro pedicri era raro em Fartura.
Esta e a família, os dois do colo  ainda não fazia parte desta história.


Em casa não havia os dois menores Agostinho e o Celso. Em casa, minha  mãe chamava, Jorge vai moer o café, como sempre rateava um pouco mas ia, ou Jorge vai buscar o leite, ou era no Pedro Ribeiro Palma, uns tempos, foi no Roberto do Zé Mingo, pois assim que ele casou veio morar lá no sitio e tinha muitas vacas para ser ordenhadas.
Lembro uma vez que meu pai chamou o Elias, levantou, ficou em pé, mas continuava dormindo, pois meu pais chamou várias vezes , ficou mexendo em um pano no quarto e não respondia ao chamado do meu pai, eis que lhe deu um tabefe, simplesmente, abriu a boca em um berreiro, só ouvia Ué, Ué, Ué, Ué,......., mas acordou. Assim todos que tinha que levantar levantava, em casa ia tratar os porcos, as galinhas geralmente era minha mãe que tratava, mas  ali no Zé João via-se  movimentação  do Zé Barbosa ou do Américo, que morava um pouco mais a frente, Américo com a Rita e o Zé Barbosa com a Juraci, indo para o cafezal do Zé João, do outro lado ouvia os latidos Pitoco do tio Pedro, ele saia bem cedo para a roças, ia lá no sitio do Pedro Ribeiro seu sogro. O Pitoco vivia em uma latição, parece que era para acordar o Antônio, Sebastião e a Conceição bem pequena, tio Pedro, encontrasse com ele sempre estava com pressa, fala e sai dando um trotezinho.


Bilica e Maria do Mario, tia Sebastiana, os nomes nesta foto sei que estão Tio Pedro em pé, tio Joaquim sentado, madrinha Bilica e Maria tia Sebastiana

 Na casa do tio Pedrinho Bicudo, com ele reinava um mar de tranquilidade, tia Isaura era sempre agitada, ouvia Pedrinho aqui, Pedrinho lá, mas tudo resolvia no seu tempo. Mas não é que de repente, se ouvia duas vozes, Abra a porta e a janela vem ver quem é que sou. Sou aquele desprezado , que você me desprezou, isto na capela, o Nico e o João, ouvia-se a tia chamar pela Carminha, pela  Silvia, casou primeiro, era mais nova que a Carminha, e o Ze Carlos, o Luiz veio depois, bem como a Vera. La via o Mar de tranquilidade do tio Pedrinho e a agitação da tia Isaura. Mas a tia sempre preservando a cor dos cabelos, lembro disso, pois um dia eu brinquei com ela sobre este fato.


Batizado onde estão Tio Pedrinho e tia Izaura  Pedro do tio José Bertoldo com a tia Luiza e esposa e o Nico e sua esposa.
Vamos lá para a casa do tio Joaquim Mané, este tio nunca mais teve saúde depois de ser picado por uma cobra, parece que foi o Urutu Cruzeiro, diziam, se não matava aleijava.
A gente via o som da manha era o tio Chamar, Roberto, Osvaldo, Zezinho, João, não ouvia a resposta, mas estavam sempre próximo, la no fundo ouvia o latir do cachorro que parecia estar amoitado em algum canto, com seu latido abafado, mas era o inicio de um novo dia para  a casa do tio Joaquim e tia Isaura.
Agora era a casa de meu avô José como minha avó Benedita o chamava. Minha vó tinha levantado, feito os 03 cafés, do meu avô que bebia no bico do bule verde, o café de todos nós quando lá ia, o café do tio Mario que era o fim do coador, o bem fraco, minha avó já falava :José olha aquele porco, olha a cerca, estava sempre atenta a tudo do sitio, avô tratava os porcos as galinhas, minha avó tinha que pegar agua na mina, no fundo do sitio. Meus tios João e Mario, tinham o costume de se emburrar, não almoçavam, iam para os pés de laranjeiras. Mas em compensação jantavam duas vezes. Meu avô algumas  algumas vezes ia para a cidade, minha avó  preparava um arroz com feijão  um ovo, geralmente aquela carne de porco da lata de querosene jacaré, comia tomava seu café no bico do bule e ia para a cidade, levava um frango para vender , ou laranja, mexerica, sempre vendia algo, pois nunca vi sua carteira vazia. Sempre andava com mil cruzeiros ou mais. Que era um bom dinheiro na época. Tinha suas correria no sitio, cuidar de uma colmeia, pois extraia o mel, teve até 80 caixões de abelha, nunca vi ninguém ser atacado no sitio por abelhas. Era o dia a dia no sitio dos Bentos, cuidar da casa, cuidar da roça, cuidar da vida e seguir em frente, pois ali viviam a família dos Bentos, como vivia qualquer família em Fartura.
Isto era o sitio em casa fazer os filhos acordar para mais um dia, ver os Barbosas mais um dia de serviço, ver o tio Pedro dar sua troteadinha com o pitoco sempre a latir, o tio Pedrinho em um mar de tranquilidade e a tia Isaura sempre agitada e as capelas do Nico e João, o tio Joaquim o alerta ao Roberto, Osvaldo Zezinho e o João, claro que tinha a Maria, e meu avô e minha avó na luta do dia a dia do sitio

Casa de meus avós José e Benedita

   
Meus avós José e Benedita, abaixo meus tios Mario e João.