segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

A dificil vida dos desbravadores do Sertão de São Paulo e Norte Pioneiro do Paraná


                                       
                                        
                A difícil vida dos anos 1910 e 1920, nas zonas rurais.



Em 1905, meu bisavô, Benedito Rodrigues de Oliveira comprou uma porção da Fazenda Correias em Cruzeiro do Sul, para lá mudou com seus dois filhos, vindo do Bairro do Aleixo, onde moravam, seus cunhados e cunhadas, sobrinhos, pois seus sogros, Francisco Rolim de Jesus e Maria Esmeria, haviam falecidos,
Em 1907, meu avô Zeferino Rodrigues de Oliveira casou com Julia Paulino de Jesus, ele de Itapetininga, ela de Itaporanga, (São João Batista do Rio Verde), de uma prole de 10 filhos, 03 faleceram crianças, pois sem assistência médica, uma simples dor de barriga era fatal, além da Maleita que era comum na época.
Mas hoje tratarei do caso de Francisco Rodrigues de Oliveira filho mais velho de Benedito Rodrigues de Oliveira e Libânia Maria do Espirito Santo, nome de casada. Francisco Rodrigues de Oliveira casou em 08/12/1910 na Paróquia Nossa Senhora das Dores de Fartura, com Maria Jesuína Martins, Ele filho de Benedito Rodrigues de Oliveira e Libânia Maria do Espirito Santo, ela  , filha de Jesuíno Egídio Martins e Francisca Maria da Conceição, ele Capão Bonito do Paranapanema, ela desta Paróquia, testemunhas; Francisco Roiz da Fonseca e Pedro Batista de Azevedo, Vigário, José Trombi,


Casamento de Francisco e Jesuína tiveram 06 filhos, dos quais só um sobreviveu o primeiro Antônio de Oliveira, 1912- 1981, nasceu na Cabeceira do Rio Fartura, Ribeirópolis e faleceu  foi sepultado em Jundiai do Sul, Paraná.
Outros filhos de Francisco e Jesuína: Palmira, 1914-1915, Cabeceira do Rio Fartura, Lagminia,1915-1915, Cabeceira do Rio Fartura, Otília, 1916, Cabeceira do Rio Fartura, Marcolina, 1918-1919, Cabeceira do Rio Fartura, José, 1922-1923, nasceu na Cabeceira do Rio Fartura e faleceu na Fazenda Jundiai(Santo Antônio da Platina)
Para ver como era difícil a vida do trabalhador rural, pois uma virose como se diz hoje matava um recém-nascido, Maleita, Sarampo, Catapora, Varíola, doenças endêmicas, muitas delas matavam adultos.
Desta família o único sobrevivente, foi Antônio que nasceu em 31/03/1912, batizado em 26/04/1912, Paróquia Nossa Senhora das Dores Fartura, nasceu  fazenda Correias, filho Francisco Rodrigues de Oliveira Maria Jesuina de Jesus, padrinhos Benedito Rodrigues de Oliveira e Maria Libânia do Espirito Santo, O vig.: José Trombi.


Francisco Rodrigues de Oliveira e Jesuina Egídio Martins, mudaram para Fazenda Jundiai, (Santo Antônio da Platina), entre 1922 e 1823), pois o filho José faleceu em 10/12/1923, na Fazenda Jundiai, Santo Antônio da Platina. Pr., provavelmente por uma doença endêmica, parece que na época a Maleita tinha proliferado por aquela região. A Maleita também pegou Francisco Rodrigues de Oliveira e sua Mãe, Maria Libânia Rolim, pois, Francisco faleceu em 27/02/1925, com 40 anos,  Santo Antônio da Platina, Pr, filho de Benedito Rodrigues e Libânia da Conceição, casado com Francisca Maria Egidia Martins, um filho, Antônio de 15 anos,  nasceu em Ribeirópolis, São Paulo.


Libânia Maria da Conceição, foi sepultada, como filha de Joaquim Rolim, viúva de Benedito Rodrigues, natural de Itapetininga, São Paulo, filha de  Joaquim Rolim, um AO  com filiação errada, nome incorreto, pois quem forneceu as informações não sabia corretamente os dados a informar, Libânia Maria da Conceição, foi feito seu assento de óbito no dia 02/07/1925, no Cartório de Registro Civil de Santo Antônio da Platina , não colocarei seu Aò, tenho em mãos, meu objetivo é mostrar como era sofrido a vida de quem desbravava as matas, interior de São Paulo e norte do Paraná, muitos pagaram com a vida, devido as doenças endêmicas, por exemplo , Francisco Rodrigues de Oliveira estava na fazenda Jundiai que veio ser o Município de Jundiai do Sul. Lá continuou morando seu filho Antônio, pois também  com Francisco foi para aquela região familiares de sua esposa, Jesuína Egídio Martins, seus irmãos e tios. Antônio casou nesta cidade em 27/03/1937, o primeiro Assento de Casamento do Cartório de Registro Civil de Jundiai do Sul. Casamento de Antônio de Oliveira, filho de Francisco Rodrigues de Oliveira e Maria Conceição Oliveira, natural de Ribeirópolis, São Paulo, com Maria José Vitória, filha de Severino Martins e Maria Eliza de Jesus, naturais de Ribeirópolis, São Paulo. A contraente passou a chamar, Maria José Vitória de Oliveira. Comum era o analfabetismo de pessoas que viviam na zona rural,  Antônio e Vitória eram analfabetos.


Assento de Casamento de Antônio e Vitória, em 27/03/1937, primeiro casamento celebrado no Cartório de Registro Civil de Jundiai do Sul. Assento número 1.
Antônio era viúvo quando faleceu em Ribeirão do Pinhal 3/07/1981.  Tinha 04 filhos, era natural de Ribeirópolis, seu corpo foi transladado de Ribeirão do Pinhal para Jundiai do Sul, local que a família foi quando saiu de Ribeirópolis em 1923. Isto mostra que os pioneiros sofreram para desbravar o Norte do Paraná. Famílias do Estado de São Paulo, pagando com a vida ao enfrentar as endemias e o risco do desconhecido, que era o Sertão Paranaense.Antônio faleceu em 1981, Atestado de Óbito

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Antônio andava de bombacha, botas, chapéu típico de um tropeiro, tanto é que todos os conheciam como Antônio Tropeiro, roupa típica dos gaúchos, vi uma vez, quando foi a procura de seus familiares em Fartura, estava na rua Barão do Rio Branco quando vi este cidadão de estatura baixa, com uma roupa bem típica andando pela cidade. Era estranho, mas vi ele subir e descer a rua, fui para casa.
Eis que ao chegar em casa lá estava aquela pessoa conversando com meu pai, Foi só ai que vim a saber que Antônio era filho de Francisco Rodrigues de Oliveira, tio de meu pai e seu primo.
Tão ´próximos seria hoje, mas nos idos dos anos vinte era difícil a comunicação, quando as famílias iam para estas zonas despovoadas. Sem comunicação, muitas vezes as doenças destroçavam família inteira, ficando filhos órfãos ou pequenos, como foi o caso de Antônio de Oliveira, a tentativa de seu pai Francisco de buscar novas terras no Paraná, custou sua vida, a vida de seu filho , José, de sua Mãe, Maria Libânia e a perda da fazenda que tinha em Taguaí, foi uma aventura ou o sangue de desbravador do sertão. Isto mostra como foi construído o Norte Pioneiro do Paraná, com muitas vidas de Paulistas, o Elias sabe muito sobre isto, me ajude irmão, você também foi um pioneiro.


Um comentário:

  1. Era dificil viver nas regiões do Norte Paranaense nos idos de 1925, Francisco irmão de meu avô Zeferino e nossa Bisavó LIbania Maria perderam a vida com a Febre Palustre, não entendo essa sanha de aventura, pois saiu de suas terras em Ribeirópolis, terras esta na cabeceira do Ribeirão fartura, terras de primeira, para desbravar o Sertão do Norte Pioneiro, com seus cunhados e tios de de sua esposa Jesuina Egidia Martins, fazenda Jundiai, hoje Municipio de Jundiai do Sul.

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