terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Cruzamento da discordia, politica na Barra Seca em 1954



Cruzamento da discordia


Cruzamento maior onde era entregue o leite para o caminhão.
Era o local dos outdoor dos barrasequences.

Para antigos moradores da Barra Seca, idos de 1954, podem lembrar, sei que são poucos, mas vou contar a história que este pedaço de chão, esta encruzilhada,  era ponto de entrega de leite. Do lado esquerdo, para quem olha de frente,  Juvenal Garcia,  lado direito vinha o leite retiro Pedro Ribeiro Palma,  Benedito Ribeiro Palma e  Roberto Garcia Ribeiro ( Zé Mingo).
Neste ponto, o caminhão contratado pelo laticínio, não me recordo o nome do motorista,  vinha do Paiolão, onde  pegava o leite do retiro do Melkiszedeke da Encarnação, tio do Bispo Gorgonho Alves da Encarnação, tem o mesmo nome de seu avô, que era natural do Estado do Rio de Janeiro e sua avó era de Piracicaba, continuando com os retiros, do Merkis, dos Prioli, José e Hugo. Hugo tinha uma receita infalível para descobrir ninho de galinha, que botava no mato.  Retiro do Benedito Inácio, Olavo comprou, produzia muito leite, lembro,  lotavam o caminhão.
Esta encruzilhada, dava acesso a vários locais, do lado direito, ia para o Pedro Ribeiro Palma, Benedito Ribeiro Palma, Roberto Garcia, (Zé Mingo), sitio  Zé João, sitio  José Manuel, sitio Pedro Bento e ao fundo a casa grande dos Bentos, local das festas de São João.
Lado esquerdo, ficava o sitio da Nica, sitio João Vieira Palma, mas a frente o sitio Vicente Ribeiro Palma,  também o sitio fazendinha de Antônio Candido de Araújo(Otaviano), la ficava a Escola Mista Municipal do Bairro Barra Seca, também dava acesso a fazenda  Juvenal Garcia Ribeiro. Voltando a encruzilhada, seguindo esta estrada dava acesso ao sitio  José Manuel, onde ele residia, sitio Pedro Bicudo e Joaquim Manuel, do outro lado ficava a fazenda do Conrado Blanco. Descendo, passando o ribeirão Barra Seca, tinha a fazenda de leite  Dito Inácio, Jose e Hugo Prioli, passando pela fazenda dos Prioli, la na barra da Barra Seca, onde desaguava no Rio Itararé, ficava o sitio dos Barbosas, lembro da dona Barbara, avó do José Barbosa, Américo Barbosa, Tonico, João, seu pai Chico Barbosa e do Néco Barbosa, seus filhos Nico e Nélson, depois vinha os sítios, fazendas, do Vaz, do José Belizário, esta estrada dava acesso ao Rio Verde, Serra dos Matos Índios, antigo Núcleo, passava pelos 60 alqueires do Pio Blanco, tem uma história, se Deus não mandar chuva eu mando.
Portanto esta estrada dava acesso a muitos lugares, até a cidade do Salto do Itararé, palco das discussões da Imagem de São Bom Jesus da Cana Verde.
Nesta encruzilhada no ano de 1954 eu via as propagandas políticas, candidatos, Jânio da Silva Quadros e Ademar Pereira de Barros.


Jânio e Ademar, naquela encruzilhada e Lino de Matos de Ipauçu e Ribeiro Salgado, família de Fartura.



Jânio foi um fenômeno  político, professor na Universidade Mackenzie e formou-se em Direito pela USP, candidatou a vereador em São Paulo, ganhou, candidatou a Prefeito de São Paulo, ganhou, renunciou e candidatou a governador, ganhou, candidatou a Presidencia da República, ganhando, não ficou nem  sete meses no cargo ; renunciou e deu no que deu, crise de 1964, após sua renuncia ,não queriam deixar João Goulart, assumir, assumindo os governos militares por aquele


Renúncia de Jânio Quadros.

período. Outro candidato era Ademar Pereira de Barros, governador interventor com a ditadura de Getúlio Vargas, era um politico calejado, foi interventor, depois foi prefeito e governador, vindo a ser cassado pela junta militar, foi dono da  Bandeirantes Rádio,  que foi comprada de Paulo Machado de Carvalho.  Ademar de Barros, era governador interventor, no Estado de São Paulo. Repassou para seu genro, João Jorge Saad.


Getúlio Vargas e sua sombra Ademar de Barros
O que acontecia nesta encruzilhada, era um mural de propaganda, de um lado estava as propagandas de Jânio Quadros, com seus vice e candidatos ao senado e a deputados,  outro lado a propaganda  Ademar de Barros, com seus vices e candidatos ao senado e deputados. Naquela encruzilhada era efervescente as campanhas dos candidatos, seus defensores, eram parentes, eram os Palmas, os Garcia, os Ribeiros, vê-se que era respeitado a propaganda do outro, respeitavam na divisão de espaço Era Jânio Quadros de um lado e Ademar do outro e o candidato a senador Lino de Mattos e o candidato a deputado Ribeiro Salgado, família de Fartura. Lembro das  celebres frases que servia e era usado dos dois lados: Marmelo é fruta boa que da na ponta da vara, quem vota no Jânio não tem vergonha na cara. Marmelo é fruta boa que da na ponta da vara, quem vota no Ademar não tem vergonha na cara.
Falavam do Ademar, de suas celebres caixinha para as eleições, e a frase que serviu para alguns políticos depois: Rouba mais faz.


Paulo Maluf e Ademar de Barros, políticos parecidos no estilo.


Este tal de Bolsodoria tem o mesmo estilo de Janio Quadros , não termina mandato 
E o Jânio Quadros com sua eterna vassoura, nunca limpou nada, pois nunca terminou um mandato, está parecendo alguém.                            Condecoração ao maior inimigo da democracia da América Latina.Janio Quadros dando a maior Lauda a um terrorista Che Guevara, Comunista da turma de Fidel Castro.


 Ademar de Barros se relacionando muito bem com o Fascismo e Benito Mussoline,  recebe a filha deste no Campos Eliseos quando era governador de São Paulo. 



Ademar de Barros e a filha de Benito Mussoline

Foi nesta encruzilhada, passava todo os dias para ter aula com dona Zélia Rocha, que vi os confrontos mesmo entre parentes, para defender seu candidato, tinha Outdoor para todos os candidatos e os Garcia, Ribeiro, Palma se confrontando. O Elias era um pouco menor não deve se lembrar.


Um comentário:

  1. Todoas as pesquisas foram baseados em eleição da época dos fatos por mim Jorge Rodrigues de Oliveira.

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