Cruzamento maior onde era entregue o leite para o caminhão.
Era o local dos outdoor dos barrasequences.
Para antigos
moradores da Barra Seca, idos de 1954, podem lembrar, sei que são poucos, mas
vou contar a história que este pedaço de chão, esta encruzilhada, era ponto
de entrega de leite. Do lado esquerdo, para quem olha de frente, Juvenal
Garcia, lado direito vinha o leite retiro Pedro Ribeiro Palma, Benedito Ribeiro
Palma e Roberto Garcia Ribeiro ( Zé Mingo).
Neste ponto, o caminhão contratado pelo laticínio, não me recordo o nome do motorista, vinha do Paiolão, onde pegava o leite do retiro do
Melkiszedeke da Encarnação, tio do Bispo Gorgonho Alves da Encarnação, tem o
mesmo nome de seu avô, que era natural do Estado do Rio de Janeiro e sua avó
era de Piracicaba, continuando com os retiros, do Merkis, dos Prioli,
José e Hugo. Hugo tinha uma receita infalível para descobrir ninho de galinha, que botava no mato. Retiro do Benedito Inácio, Olavo comprou,
produzia muito leite, lembro, lotavam o caminhão.
Esta encruzilhada, dava acesso a vários locais, do lado direito, ia para o Pedro Ribeiro Palma,
Benedito Ribeiro Palma, Roberto Garcia, (Zé Mingo), sitio Zé João, sitio José Manuel, sitio Pedro Bento e ao fundo a casa grande dos Bentos, local
das festas de São João.
Lado
esquerdo, ficava o sitio da Nica, sitio João Vieira Palma, mas a frente o
sitio Vicente Ribeiro Palma, também o sitio fazendinha de Antônio Candido
de Araújo(Otaviano), la ficava a Escola Mista Municipal do Bairro Barra Seca, também
dava acesso a fazenda Juvenal Garcia Ribeiro. Voltando a encruzilhada, seguindo esta estrada dava acesso ao sitio José Manuel, onde ele residia, sitio Pedro Bicudo e
Joaquim Manuel, do outro lado ficava a fazenda do Conrado Blanco. Descendo,
passando o ribeirão Barra Seca, tinha a fazenda de leite Dito Inácio, Jose e
Hugo Prioli, passando pela fazenda dos Prioli, la na barra da Barra Seca, onde
desaguava no Rio Itararé, ficava o sitio dos Barbosas, lembro da dona Barbara,
avó do José Barbosa, Américo Barbosa, Tonico, João, seu pai Chico Barbosa e do
Néco Barbosa, seus filhos Nico e Nélson, depois vinha os sítios, fazendas, do
Vaz, do José Belizário, esta estrada dava acesso ao Rio Verde, Serra dos Matos Índios,
antigo Núcleo, passava pelos 60 alqueires do Pio Blanco, tem uma história, se
Deus não mandar chuva eu mando.
Portanto
esta estrada dava acesso a muitos lugares, até a cidade do Salto do Itararé,
palco das discussões da Imagem de São Bom Jesus da Cana Verde.
Nesta
encruzilhada no ano de 1954 eu via as propagandas políticas, candidatos, Jânio
da Silva Quadros e Ademar Pereira de Barros.
Jânio e
Ademar, naquela encruzilhada e Lino de Matos de Ipauçu e Ribeiro Salgado, família
de Fartura.
Jânio foi um
fenômeno político, professor na
Universidade Mackenzie e formou-se em Direito pela USP, candidatou a vereador
em São Paulo, ganhou, candidatou a Prefeito de São Paulo, ganhou, renunciou e candidatou a governador, ganhou, candidatou a Presidencia da República, ganhando, não ficou nem sete meses no cargo ; renunciou e deu no que
deu, crise de 1964, após sua renuncia ,não queriam deixar João Goulart,
assumir, assumindo os governos militares por aquele
Renúncia de Jânio
Quadros.
período. Outro
candidato era Ademar Pereira de Barros, governador interventor com a ditadura
de Getúlio Vargas, era um politico calejado, foi interventor, depois foi
prefeito e governador, vindo a ser cassado pela junta militar, foi dono da Bandeirantes Rádio, que foi comprada de
Paulo Machado de Carvalho. Ademar de Barros, era governador interventor, no Estado de São Paulo. Repassou para seu
genro, João Jorge Saad.
Getúlio Vargas
e sua sombra Ademar de Barros
O que
acontecia nesta encruzilhada, era um mural de propaganda, de um lado estava as
propagandas de Jânio Quadros, com seus
vice e candidatos ao senado e a deputados, outro lado a propaganda Ademar de
Barros, com seus vices e candidatos ao senado e deputados. Naquela
encruzilhada era efervescente as campanhas dos candidatos, seus defensores, eram parentes, eram os Palmas, os Garcia, os Ribeiros, vê-se que era respeitado
a propaganda do outro, respeitavam na divisão de espaço Era Jânio Quadros de um lado e Ademar do outro e o candidato a senador Lino de Mattos e o
candidato a deputado Ribeiro Salgado, família de Fartura. Lembro das celebres frases que servia e era usado dos dois lados: Marmelo é fruta boa que da na ponta da vara, quem
vota no Jânio não tem vergonha na cara. Marmelo é fruta boa que da na ponta da vara, quem vota no Ademar não tem vergonha na cara.
Falavam do
Ademar, de suas celebres caixinha para as eleições, e a frase que serviu para
alguns políticos depois: Rouba mais faz.
Paulo Maluf
e Ademar de Barros, políticos parecidos no estilo.
Este tal de Bolsodoria tem o mesmo estilo de Janio Quadros , não termina mandato
E o Jânio
Quadros com sua eterna vassoura, nunca limpou nada, pois nunca terminou um
mandato, está parecendo alguém. Condecoração ao maior inimigo da democracia
da América Latina.Janio
Quadros dando a maior Lauda a um terrorista Che Guevara, Comunista da turma de
Fidel Castro.
Ademar de Barros se relacionando muito bem com
o Fascismo e Benito Mussoline, recebe a filha deste no Campos Eliseos quando era governador de São Paulo.
Ademar de Barros e a filha de Benito Mussoline
Foi nesta
encruzilhada, passava todo os dias para ter aula com dona Zélia Rocha, que
vi os confrontos mesmo entre parentes, para defender seu candidato, tinha Outdoor
para todos os candidatos e os Garcia, Ribeiro, Palma se confrontando. O Elias era um pouco menor
não deve se lembrar.








Todoas as pesquisas foram baseados em eleição da época dos fatos por mim Jorge Rodrigues de Oliveira.
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