A difícil vida dos anos 1910 e 1920, nas zonas rurais.
Em 1905, meu bisavô, Benedito Rodrigues de Oliveira comprou
uma porção da Fazenda Correias em Cruzeiro do Sul, para lá mudou com seus dois
filhos, vindo do Bairro do Aleixo, onde moravam, seus cunhados e cunhadas,
sobrinhos, pois seus sogros, Francisco Rolim de Jesus e Maria Esmeria, haviam
falecidos,
Em 1907, meu avô Zeferino Rodrigues de Oliveira casou com
Julia Paulino de Jesus, ele de Itapetininga, ela de Itaporanga, (São João
Batista do Rio Verde), de uma prole de 10 filhos, 03 faleceram crianças, pois
sem assistência médica, uma simples dor de barriga era fatal, além da Maleita
que era comum na época.
Mas hoje tratarei do caso de Francisco Rodrigues de Oliveira
filho mais velho de Benedito Rodrigues de Oliveira e Libânia Maria do Espirito
Santo, nome de casada. Francisco Rodrigues de Oliveira casou em 08/12/1910 na
Paróquia Nossa Senhora das Dores de Fartura, com Maria Jesuína Martins, Ele
filho de Benedito Rodrigues de Oliveira e Libânia Maria do Espirito Santo, ela , filha de Jesuíno Egídio Martins e Francisca Maria da
Conceição, ele Capão Bonito do
Paranapanema, ela desta Paróquia, testemunhas; Francisco Roiz da Fonseca e
Pedro Batista de Azevedo, Vigário, José Trombi,
Casamento de Francisco e Jesuína tiveram 06
filhos, dos quais só um sobreviveu o primeiro Antônio de Oliveira, 1912- 1981,
nasceu na Cabeceira do Rio Fartura, Ribeirópolis e faleceu foi sepultado em Jundiai do Sul, Paraná.
Outros filhos de Francisco e Jesuína: Palmira, 1914-1915,
Cabeceira do Rio Fartura, Lagminia,1915-1915, Cabeceira do Rio Fartura, Otília,
1916, Cabeceira do Rio Fartura, Marcolina, 1918-1919, Cabeceira do Rio Fartura,
José, 1922-1923, nasceu na Cabeceira do Rio Fartura e faleceu na Fazenda
Jundiai(Santo Antônio da Platina)
Para ver como era difícil a vida do trabalhador rural, pois
uma virose como se diz hoje matava um recém-nascido, Maleita, Sarampo,
Catapora, Varíola, doenças endêmicas, muitas delas matavam adultos.
Desta família o único sobrevivente, foi Antônio que nasceu em 31/03/1912,
batizado em 26/04/1912, Paróquia Nossa Senhora das Dores Fartura, nasceu fazenda Correias, filho Francisco Rodrigues
de Oliveira Maria Jesuina de Jesus, padrinhos Benedito Rodrigues de Oliveira e
Maria Libânia do Espirito Santo, O vig.: José Trombi.
Francisco Rodrigues de Oliveira e Jesuina Egídio Martins,
mudaram para Fazenda Jundiai, (Santo Antônio da Platina), entre 1922 e 1823),
pois o filho José faleceu em 10/12/1923, na Fazenda Jundiai, Santo Antônio da
Platina. Pr., provavelmente por uma doença endêmica, parece que na época a
Maleita tinha proliferado por aquela região. A Maleita também pegou Francisco
Rodrigues de Oliveira e sua Mãe, Maria Libânia Rolim, pois, Francisco faleceu
em 27/02/1925, com 40 anos, Santo
Antônio da Platina, Pr, filho de Benedito Rodrigues e Libânia da Conceição,
casado com Francisca Maria Egidia Martins, um filho, Antônio de 15 anos, nasceu em Ribeirópolis, São Paulo.
Libânia Maria da Conceição, foi sepultada, como filha de
Joaquim Rolim, viúva de Benedito Rodrigues, natural de Itapetininga, São Paulo,
filha de Joaquim Rolim, um AO com filiação errada, nome incorreto, pois quem forneceu as informações não sabia corretamente os dados a informar,
Libânia Maria da Conceição, foi feito seu assento de óbito no dia 02/07/1925,
no Cartório de Registro Civil de Santo Antônio da Platina , não colocarei seu
Aò, tenho em mãos, meu objetivo é mostrar como era sofrido a vida de quem
desbravava as matas, interior de São Paulo e norte do Paraná, muitos pagaram
com a vida, devido as doenças endêmicas, por exemplo , Francisco Rodrigues de
Oliveira estava na fazenda Jundiai que veio ser o Município de Jundiai do Sul. Lá
continuou morando seu filho Antônio, pois também com Francisco foi para aquela região familiares de sua esposa, Jesuína Egídio Martins, seus irmãos e tios. Antônio casou nesta cidade em 27/03/1937, o primeiro Assento de Casamento
do Cartório de Registro Civil de Jundiai do Sul. Casamento de Antônio de
Oliveira, filho de Francisco Rodrigues de Oliveira e Maria Conceição Oliveira, natural
de Ribeirópolis, São Paulo, com Maria José Vitória, filha de Severino Martins e
Maria Eliza de Jesus, naturais de Ribeirópolis, São Paulo. A contraente passou
a chamar, Maria José Vitória de Oliveira. Comum era o analfabetismo de pessoas que viviam na
zona rural, Antônio e Vitória eram analfabetos.
Assento de Casamento de Antônio e Vitória, em
27/03/1937, primeiro casamento celebrado no Cartório de Registro Civil de
Jundiai do Sul. Assento número 1.
Antônio era viúvo quando faleceu em Ribeirão do Pinhal 3/07/1981. Tinha 04 filhos, era
natural de Ribeirópolis, seu corpo foi transladado de Ribeirão do Pinhal para
Jundiai do Sul, local que a família foi quando saiu de Ribeirópolis em 1923. Isto mostra que os pioneiros sofreram para desbravar o Norte do Paraná. Famílias do Estado de São Paulo, pagando com a vida ao enfrentar as
endemias e o risco do desconhecido, que era o Sertão Paranaense.Antônio faleceu em 1981, Atestado de Óbito
Antônio andava de bombacha, botas, chapéu típico de um
tropeiro, tanto é que todos os conheciam como Antônio Tropeiro, roupa típica
dos gaúchos, vi uma vez, quando foi a procura de seus familiares em
Fartura, estava na rua Barão do Rio Branco quando vi este cidadão de estatura
baixa, com uma roupa bem típica andando pela cidade. Era estranho, mas vi ele
subir e descer a rua, fui para casa.
Eis que ao chegar em casa lá estava aquela pessoa
conversando com meu pai, Foi só ai que vim a saber que Antônio era filho de
Francisco Rodrigues de Oliveira, tio de meu pai e seu primo.
Tão ´próximos seria hoje, mas nos idos dos anos vinte era
difícil a comunicação, quando as famílias iam para estas zonas despovoadas. Sem
comunicação, muitas vezes as doenças destroçavam família inteira, ficando
filhos órfãos ou pequenos, como foi o caso de Antônio de Oliveira, a tentativa
de seu pai Francisco de buscar novas terras no Paraná, custou sua vida, a vida
de seu filho , José, de sua Mãe, Maria Libânia e a perda da fazenda que tinha em Taguaí, foi uma aventura ou o sangue de desbravador do sertão. Isto
mostra como foi construído o Norte Pioneiro do Paraná, com muitas vidas de
Paulistas, o Elias sabe muito sobre isto, me ajude irmão, você também foi um pioneiro.





Era dificil viver nas regiões do Norte Paranaense nos idos de 1925, Francisco irmão de meu avô Zeferino e nossa Bisavó LIbania Maria perderam a vida com a Febre Palustre, não entendo essa sanha de aventura, pois saiu de suas terras em Ribeirópolis, terras esta na cabeceira do Ribeirão fartura, terras de primeira, para desbravar o Sertão do Norte Pioneiro, com seus cunhados e tios de de sua esposa Jesuina Egidia Martins, fazenda Jundiai, hoje Municipio de Jundiai do Sul.
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