Ponte Benedito Garcia Ribeiro, do começo ao fim.
Estruturas com andaime na construção da ponte com 1550 metros de comprimento
.
Reportagem e Fotos
do Blog de Carlopolis, Construção da Ponte Benedito Garcia Ribeiro
Lembro do inicio da construção desta ponte pois era morador la
Chiquinho Garcia, começou muito antes com a fundação, inicio básico de qualquer
, conhecer o solo onde será construído um prédio uma ponte, uma usina, qualquer
obra de porte.
Lembro que a empresa contratada para tal serviço foi a
Brasel, irmão José Francisco de Oliveira e aquele que mais tarde veio a ser meu
cunhado José Bento da Silva, seu Valter Bento da Silva trabalharam em toda esta
fundação da ponte.
Fundação é basicamente estaquear o solo ou tirando o solo
nas profundidades para ser estudado vendo sua resistibilidade, basicamente é a
qualidade do solo que é analisado.
Moravamos neste local quando começou a construção da ponte
Fazenda de Francisco Rodrigues de Oliveira.
Morava neste local quando não havia o lago isto entre os
anos 1960 e 1966, deste local vi ser construído esta estrada, pois este local
era mata virgem e pertencia ao Chico Fernandes, do lado de ca era a Fazenda de Francisco
Rodrigues de Oliveira, vi o inicio de toda a obra, nela trabalhei, até que tive
um mal estar e não voltei a trabalhar .
Trabalhei demolindo os andaimes da construção desta foto,
trabalhei desmontando o andaime em frente a ponte que ficou sobre as aguas,
neste local tinha mais de 20 metros de altura.
Na construção da ponte tinha a parte de fundação, esta parte
consistia a abrir os poços profundos para fazer as sapatas de concretos, onde
quem trabalhava, trabalhava sobre pressão para que a agua não inundasse o poço,
material era tirado para uma câmara, esta câmara era fechada, o operário
externo resgatava este material.
Os operários que ali trabalhavam eram submissos a uma
pressão interna, para sair tinham que esperar a descompressão e só depois
saiam, meu futuro cunhado então trabalhava nesta área de fundação9 José Bento
da Silva).
Na construção desta nova pista e as cabeceiras da ponte houve a necessidade de colocar pedras. Construíram uma estrada
tirando as pedras na serra de Santana, fazenda Santana e uma mineradora para
produção e extração das mesmas.
Eram caminhões pesados transportando pedras para proteção da
cabeceira e o quebrar das aguas, por este motivo há muita pedras no local.
Na construção da ponte, levantava estas estruturas de concreto
e interligando era colocada as vigas, com um guindaste, onde foi construído trilhos
para deslocar em toda a obra.
Incrivel parecia que um equipamento pequeno estruturalmente
levantasse vigas enormes, vi algumas vezes o Engenheiro gerente daquela obra,
chamavam de Terra Seca, pois era do Nordeste, subia em cima daquelas vigas e
comandava a elevação das mesmas até o final.
No desmonte das estruturas de madeiras aconteceu vários acidente
fatais, eram contratados pessoas que não tinha experiência nenhuma naquele
serviço, trabalhando em estruturas que ficava a 15 metros do solo, caindo era
fatal, não era fácil trabalhar a 20 metros como trabalhei, tinha que forrar com
tabuas as extruturas para fazer o desmonte, pois se caísse naquela altura era
fatal, ocorreu com duas pessoas em pouco
tempo que la trabalhei.
Esta foto mostra o intervalo entre uma estrutura de concreto
e outro e as vigas colocadas ligando as duas partes.
Trabalhei neste ponto da obra, quando começou o represamento
já não estava em Fartura. Vi quando começou a fundação primaria da obra, vi
começar as estruturas de concreto, as obras secundarias, o novo traçado da
estrada, o pedregulhamento da cabeça da ponte e a luta do prefeito Benedito
Garcia para que isto torna-se realidade, pois pessoalmente sei que era
interessante aquela obra.
Veio a consequência de tudo isto, muitas áreas ali próximo a
cabeça da ponte dos dois lados, tornaram chácaras de repouso, sei que no local
onde morava hoje são varias chácaras, pouco que sobrou da fazenda de Francisco
Rodrigues de Oliveira, que eram 100 alqueires, pois ali existe uma depressão
provavelmente deve ter mais de 20 metros naquele local.
Após alguns anos esta ponte teve que ser interditada e
ocorreram reparos em sua estrutura, a travessia foi feito com balsas.
Ponte Benedito Garcia Ribeiro em todo seu comprimento sobre o lago de Chavantes.
Ponte Benedito Garcia Ribeiro, ligando Fartura a Carlópolis.
Passado alguns anos após a construção desta ponte muitos fatos ocorreram, já á
utilizei varias vezes, indo para Carlópolis, mas o mais incrível de todos foi o
acidente com o caminhão que ficou pendurado sobre a ponte, colheram fotos
impressionantes , uma delas vou publicar aqui. Caminhão pendurado na grade da
ponte
Caminhão pendurado sobre a ponte da represa de Chavantes,
ligando Fartura a Carlópolis.
Sei que em Fartura , Carlópolis, Timburi, Itaporanga, Barão de Antonina, Salto do Itararé, tem suas histórias da
influencia em suas vidas devido o represamento do Rio Itararé, para mim mudou,
pois tive que buscar outros cantos para viver, pois fui expulso do campo, para
não continuar sendo um boia fria, me adaptando uma nova vida e sua
transformação. O Elias também assim fez, agora não sei o que ele tem para contar
sobre a vida antes e depois da Represa
de Chavantes. Contei a minha!






Vi o começo desta construção, ponte necessário para as cidades da região, pequenos municípios sem esta ponte suas economias ficariam mais estraçalhadas
ResponderExcluirBoa Noite com alegria!
ResponderExcluirTambém fiz parte do relato somos primos e tivemos nossa infância passo a passo. Tudo pra nós era novidades máquinas gigantes a chegada da aqua lentamente subindo lentamente
Hoje somos história vivas acompanharmos até demarcação da área e também a chegada da água represada havia muitos peixes. Más nós deixou muitas saudades e também tristeza porque nossa
ResponderExcluirHistória estava ficando coberta por água. Sempre comento com Chiquinho perrini
ResponderExcluirÉ outra família que tem história pra contar.
Chiquinho era atração dos finais de semana pulava da pote do Rio itare