sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Genealogia, As historias do passado para o presente


              Genealogia, do passado para o Presente.

       João Bento de Castro sua descendência, São Simão e Fartura.

Hoje vou começar a contar um pouco da História de João Bento de Castro, sua descendência e outras famílias Castro no Estado de São Paulo. Em São Paulo existe varias famílias, umas das mais significativas é a de Domitila de Castro do Canto e Mello e Silva (Marquesa de Santos), dizem que foi amante de Dom Pedro, mas a história e documentos comprovam que na época Dom Pedro não estava casado e a levou para viver no Rio de Janeiro, com a qual ele teve uma descendência, duas filhas que sobreviveu, apesar deste não reconhecer a paternidade, más isto é tema para outra hora.
Mesmo em São Simão, havia um segundo João Bento de Castro, que também veio a residir em Fartura, havia os Ribeiro de Castro.
Hoje em Olimpia tem uma família de Castro que veio do Nordeste para São Paulo em uma destas viagens do Tropeiríssimo para Sorocaba, segundo relato de Samuel de Castro Pereira em seu livro genealógico.
Provavelmente os Castros de João Bento de Castro tem origem em Minas para São Simão e Fartura.
Vou colocar as origens primordiais dos Castros em Portugal, Espanha, França, Península Ibérica, famílias envolvidas com histórias de Reis e rainhas, como Inês de Castro que foi coroada Rainha mesmo após sua morte, esposo Pedro I, morte esta pelo seu sogro, 1355.
Origem da família Castro
Este é um sobrenome utilizado por portugueses e espanhóis. Ele é derivado do latim Castrum, que significa castelo, fortaleza, forte.
Classificado como origem toponímica, ele é proveniente da vila de Castrojeriz.
Em uma forma mais arcaica, algumas pessoas já foram registrados como Crasto, que pode também ser uma variável para este sobrenome.
Dom Rui Fernandes de Castro, um rico homem de el-rei D. Afonso VII, foi o primeiro a utilizar o sobrenome Castro, que tomou da vila de Castro Xerez. Por esse fato se dá a sua origem geográfica. Isto mostra a origem do nome, sabemos que no Brasil existe infinidades de Castro esparramados de norte a sul do País .
Vou falar de João Bento de Castro que foi batizado em São Simão, na Matriz de São Simão em 04/06/1843, filho de João de Castro e Maria Efigênia, sendo padrinhos : Manuel Francisco Farias e Rita Maria de São José, vigário padre Antônio José de Castro






Em 29/06/1846, foi batizado Manuel, filho de João Bento de Castro e Maria Efigênia de Almeida,  nascido em 05/04/1846 sendo padrinhos José Joaquim Vieira e sua irmã, Emerenciana Romana das Dores, o Vigário Jeremias José Nogueira, Paróquia São Simão, São  Simão






Estou mostrando que João Bento de Castro nasceu em São Simão e tinha dois irmão, este é o batistério de Manuel, tem mais uma irmã que mostrarei a seguir.




 Esta é a terceira filha de João Bento de Castro e Maria Efigênia de Almeida que nasceu em São Simão e foi batizada no dia 03/06/1848, Maria, sendo que foram seus padrinhos Geraldo de Castro Pereira e Francisca Maria de Jesus, batizante Jeremias José Nogueira, este casal também foram pais de pessoas que vieram a dar origem as famílias em Fartura e Santo Antônio da Platina.
 Seguindo a descendência de João Bento de Castro, este casou com Leopoldina de Jesus, mais ou menos em 1863, ela era filha de Salvador vieira de Gusmão e Maria Roberta Alvarenga, Leopoldina foi batizada em 16/07/1848 na Matriz de São Simão sendo seus padrinhos Zeferino de Souza Nogueira e Simplicia Generosa da Silva, o Vigário, Jeremias José Nogueira.



Nas minhas pesquisas não encontrei o casamento de João Bento de Castro e Leopoldina de Jesus, acredito que tenha sido em 1863, pois o filho Manuel, filho único, veio a nascer 04/08/1864 em São Simão e foi batizado em 15/08/1864, sendo padrinhos: Salvador Vieira de Gusmão e Anna Luiza Ferreira, o Vigário Antônio José de Castro, Matriz de São Simão, Vila de São Simão



Leopoldina de Jesus faleceu conforme é mencionado no Casamento de João Bento de Castro, , veio a casar com a irmã de Leopoldina de Jesus, Maria Lourenço Vieira, mais velha que Leopoldina, Maria batizada em 25/01/1846, filha Legitima de Salvador Vieira de Gusmão e Anna Roberta de Alvarenga, sendo padrinhos Salvador João de Siqueira e Claudina Maria de Jesus o vigário :Jeremias José Nogueira, Matriz de São Simão, São Simão



Maria Lourenço Vieira casou com João Bento de Castro em Santa Rita do Passa Quatro,  em 31/05/1866, no mesmo dia outra irmã de Maria Lourenço Vieira também casou , , ele viúvo de Leopoldina Roberta do Espirito santo, ela filha legitima de Salvador Vieira de Gusmão e Anna Roberta Alvarenga  mostra assento de casamento de Santa Rita de Passa Quatro, Igreja esta fundada pelas irmãs , , dona Rita Ribeiro Vilela  doou  Imagem de Santa Rita o local para construir  Igreja, familiares Fartura e Taguai  , a maioria dos filhos de João Bento de Castro e Maria Lourenço Vieira, nasceram em São Simão, em um segundo seguimento Genealógico, contarei

 Neste mesmo dia houve o casamento de José Cristiano Freire e Rosa Ambrosina do Espirito Santo, ele filho de Jose Antônio de Souza Freire e de Mariana Carolina Vieira, ela de Salvador Vieira de Gusmão e de Anna Roberta de Alvarenga, portanto, duas irmãs casaram neste dia, Maria Roberta e Roza Ambrosina.
Como esta família formara uma nova Saga em Fartura e Santo Antônio da Platina, mostrarei os documentos em suas paginas
 Agora me proponho é mostrar a descendência de João Bento de Castro com Leopoldina de Jesus, do qual é a minha ligação por Manuel Bento de Castro e a outra geração de João Bento de Castro com Maria Lourenço Vieira.
Manuel Bento de Castro,  era o único filho com Leopoldina de Jesus, indo para Fartura no ano de 1883, pois sua filha Ignacia foi registrada em Piraju em 1884, mostrarei em outro segmento Genealógico.
Manuel Bento de Castro,1864-1941, nascido em São Simão, falecido em Fartura casou em Fartura em 12/02/1895, filho de João Bento de Castro e Leopoldina de Jesus, nascido em São Simão, conforme mostro no Batistério acima, com Anna Gertrudes do Espirito Santo(Teodoro)1878-1947, nascida em Itapetininga e falecida em Fartura ela filha de Pedro Rodrigues Freire, nascido em Mogi das Cruzes e Gertrudes Maria de Oliveira, nascida e falecida em Itapetininga, casados em Itapetininga, como mostrarei o assento de casamento




Casamento de Pedro Rodrigues Freire, e Gertrudes Maria de Oliveira, ele filho de João Freire Lobo e Anna de Paula, Gertrudes Maria de Oliveira, filha de Francisco de Paula Pinto e Gertrudes Maria de Jesus, família que tinha esta imagem de São Bom Jesus de Cana Verde de Siqueira Campos. Pedro e Gertrudes faleceram nos idos de 1880, deixando filhos órfãos, entre eles bisavó Anna Gertrudes que veio a casar com Manuel Bento de Castro.
 Vou colocar o batistério de Anna, batizada em 02/09/1878, na Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres em Itapetininga, filha de Pedro Rodrigues Freire e Gertrudes Maria de Jesus,(Oliveira) sendo padrinhos: Francisco Pinto do Nascimento, seu tio (solteiro) e Maria das Dores, (solteira), neta de Francisco de Paula Oliveira Pinto(Capitão)

Bisavó Anna Gertrudes e bisavó Manuel Bento de Castro, pois a Fazenda de João Bento de Castro era passagem para quem ia para a região, bairro do Mugilo, onde a família Oliveira Pinto tinha suas propriedades, Fartura era um ponto de passagem, e a bisavó Anna foi criada por seus avós Francisco de Paula Oliveira Pinto e Gertrudes Maria de Jesus.




Manuel e Anna se casaram em 12/02/1895, na Paroquia Nossa Senhora das Dores de Fartura, testemunhas, João Antônio Dola e Samuel J.P. Piano de Oliveira, ele filho de João Bento de Castro e Leopoldina Leonor Vieira, falecida, ela de Pedro Rodrigues Freire e Gertrudes Maria de Oliveira, já falecidos, ele batizado em São Simão, ela em Itapetininga, o Vigário Antônio Pires Guerreiro.


Da união entre Manuel e Anna são os seguintes filhos, José 1896-1969, Maria Ursulina1897-2001, João1900-1960, Joaquim 1903-1973, Luiza 1907-2001, Manuel 1910-2007, Inácia 1911, Brasiliza 1912-2010, Pedro 1915-1990, Sebastiana 1917-1964, Izaura,1921-2002 e Antonio,1919-1925.
José , batizado em 22/03/1896, na Paróquia Nossa Senhora das Dores de Fartura, filho de Bento de Castro e Anna Teodora de Jesus, padrinho: João bento de Castro e Maria Lourenço Vieira, eis o assento de batismo

Jose Rodrigues de Castro casou com Benedita Maria de Castro, eram primos.
O segmento da família de Vó Benedita, seus pais, sua descendência também em São Simão, família Castro, Fartura, Santo Antônio da Platina.
Benedita nasceu em 19/04/1897-1978, e foi batizada em 04/05/1897, Paróquia Nossa Senhora das Dores de Fartura, filha de José Messias de Castro e Rita Maria dos Santos, padrinhos: José Mariano de Vaz e Maria Delfina de Jesus, vigário Antônio Pires Guerreiro.
José e Benedita, casaram em 04/06/1922, Paroquia Nossa Senhora das Dores de Fartura, sendo padrinhos, Messias de Góes Vieira e Manuel de Góes Vieira, ele filho de Manuel Bento de Castro e Anna Teodora de Jesus, e Benedita Maria de Castro de José Messias de Castro e Rita Maria dos Santos. O vigário Monsenhor Jose Trombi.


           Desta união, José Benedita os seguintes filhos.
Maria Pereira de Oliveira,1923-2001 que foi casada com Felício Rodrigues de Oliveira,1919-1973, em 28/12/1921, na Paroquia Nossa Senhora das Dores de Fartura, com 09 filhos legítimos e uma por adoção. 2) Ana Castro Araújo1926-2004, casada com João Candido de Araujo,17/10/1922- com 04 filhos, falecidos José e Darci, ambos com descendência.3) José Pereira de Castro, 1926-2008, casado com Lurdes Coldibelli de Castro, com 04 filhos. 4)João Batista de Castro,1932-1960, falecido solteiro e 5) Mario Bento de Castro,1936-2019, falecido solteiro.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Fartura o Crescimentos , Tres Irmãs casaram no mesmo dia, mes e ano


                    
                Fartura e os três casamentos no mesmo dia e ano

Casamento de três irmãs filhas de Salvador Correia do Prado e Clementina  ou Clemencia Maria de Jesus no mesmo dia, mês e Ano.

Família Rolim começou com Tenente Coronel Bernardo Antunes Rodrigues de Moura, que nasceu em São Paulo nos idos de 1696, filho de Leonardo Rodrigues Setúbal, 1675, Porto,  falecido  1714 em São Paulo e Catharina Correia de Perestrello, nascida em São Paulo 1662.
Toda família Rolim de Moura que povoou São Paulo, Paraná, Santa Catharina e principalmente  Rio Grande do Sul e norte do Uruguai, vem desta família,  além de Bernardo Rodrigues de Moura , os filhos, Maria da Luz, 1690, Frei José de Moura, 1698, Jerónimo Rodrigues de Moura, 1698, Veríssima de Moura 1699, Antônio Antunes de Moura, 1705, Gertrudes de Moura, 1706, esta veio ser geração família Aguiar,  Brigadeiro Tobias Aguiar,  foi casado com a Marquesa de Santos,  governou São Paulo, pagina grande para descrever agora, somente pimentinha na história no momento, Capitão Francisco Xavier Rodrigues, 1707, e o padre João de Moura.
Tenente coronel Bernardo Antunes de Moura foi real superintendente das minas do alto Paranapanema, termo de pose  uma hora colocarei, casou em Sorocaba em 25/02/1716  documento editado, casado com Gertrudes Paes Domingues, nasceu em 1700,  São Paulo, filha de Paulo  Saavedra Moreira, 1673, e  Maria Paes Domingues, 1680. Bernardo Antunes de Moura filho de Leonardo Rodrigues Setúbal, 1675-1714, e Catharina Correa de Moura Gavião Perestrello, 1662.


Do casal Bernardo e Gertrudes, veio toda descendência dos Rolim de Moura do Sudeste e do Sul do Brasil e norte do Uruguai, os Rolim de Moura, Rolim de Jesus e toda família Rolim. Esta Família  compõe a Família Paulistana, família quatrocentonas do Estado de São Paulo.
O que pretendo mostrar nesta família em 1905, o casamento de 03 irmãs, filhas de Salvador Correia do Prado e Clementina (Clemencia) Maria de Jesus,. Bernardo era pai de João Rolim de Moura, que era pai de Elias Rolim de Moura, que era pai de Vicente Rolim de Moura, que era pai de Francisco Rolim de Jesus, este era pai de Clementina Maria de jesus, tia bisavó, pois era irmã de minha bisavó, Libânia Maria do Espirito Santo, ambas casaram no mesmo dia, Itapetininga,  mostrarei por assento de casamento.
Este o casamento  duas irmãs em Itapetininga e o casamento das filhas em Fartura.


Casamento de Salvador Correia do Prado, 1865-1940, nasceu em Itapetininga, faleceu em Joaquim Távora, casado com, Clemencia Maria de Jesus,1862-1929, nascida em Itapetininga e falecida em Joaquin Távora, casamento em Itapetinga em 15/09/1883, Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres, Itapetininga, hoje Catedral Metropolitana. Filho de Florêncio do Prado e Maria Pazida, ela de Francisco Rolim de Jesus e Maria Esmeria de Jesus.
Como estão juntos, coloquei o casamento de Benedito Rodrigues de Oliveira e Libânia Maria do Espirito Santo, as duas irmãs casando no mesmo dia, Benedito Rodrigues de Oliveira, nascido em Sarapui que na época era Itapetininga em 1866, falecido em      , filho de Antônio Rodrigues e Anna Joaquina (Almeida) e Vó Libânia, Libânia Maria do Espirito Santo, nascida em 1866-1925,nasceu em Itapetininga e faleceu em Santo Antônio da Platina .
Casamento das três irmãs 1905.
A Família de Francisco Rolim de Jesus mudaram  de Itapetininga para o bairro do Aleixo , que pertencia a São Roque do Taquari, idos dos anos 1890, ali formaram gerações, vieram com eles filhos e esposas, netos e filhas com esposos e filhos, filha Maria Beatriz de Jesus com esposo Manuel Antônio da Silva e filhos, Clemencia Maria de Jesus com esposo Salvador Correia do Prado e filhos, Libânia Maria do Espirito Santo e esposo Benedito Rodrigues de Oliveira e filhos, filhos solteiros que vieram a casar la em Aleixo, João Rolim de Jesus, Edwiges Rolim de jesus, (sexo masculino ) , Salvador, 1874,  Martinha,1876, Salvador Rolim de Jesus, 1879, Hermenegildo de Jesus, 1881. Vou postar o casamento das irmãs em Fartura no mesmo dia mês e ano.
O primeiro casamento que vou descrever é de José Francisco da Silva e Benedita Lina de Jesus, ele nascido em Piraju, ela em Itapetininga, ele filho de Pedro Antônio de Queirós, ela de Salvador Correia do Prado e Clementina Maria de Jesus. Vigário, Antônio Pires Guerreiro. Paroquia Nossa senhora das Dores de Fartura em 21/05/1905


 José Francisco da Silva e Benedita Lina de Jesus, foi N:42, registro 1281. O segundo é 43, 1283, Antônio Justino Leite e Maria Raimunda de Jesus, casamento em 21/05/1905, Paróquia Nossa Senhora das Dores de Fartura, ele filho de José Justino Leite e Mariinha das Dores, ela de Salvador Correia do Prado e Clementina Maria de Jesus, ele nascido em Pereiras, ela em Piraju. O Vigário Antônio Pires Guerreiro
 O assento é o 44 e o numero 1283, Raimundo Amaro da Conceição e Leodora Maria de Jesus, ele filho de Calistro da Conceição e Domingas de Oliveira, ela de Salvador Correia do Prado e Clementina Maria de Jesus, dia 21/05/1905, Paróquia Nossa Senhora das Dores de Fartura, vigário Antônio Pires Guerreiro, documentos do casamento de três irmãs, filhas de Salvador Correia do Prado e Clementina ou Clemencia Maria de Jesus, casaram no dia 21/05/1905 em Fartura, o Vigário era Antônio Pires Guerreiro.


Esta família foram para Joaquim Távora no Paraná, la construíram uma descendência, Jundiai do Sul e Guapirama onde está sepultado Salvador Correia do Prado e Clemencia ou Clementina Maria de Jesus, lá moram a família Correia do Prado, faleceram em Joaquim Tavora,mas como o município estava nascendo levou sua esposa para ser sepultada em Guapirama, depois com sua morte os filhos o sepultaram em Guapirama.
Isto o Elias não sabe, pois esta é a minha área de pesquisa há mais de 15 anos, quer saber algo de Genealogia, posso  mostrar  passo a passo, o resto é com você.
Dados estes pesquisados no site familysearch.org e nos arquivos de paróquias da Igreja Católica.




terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Nascer na Roça ou nascer na Cidade



                   Nascer na Roça ou Nascer na Cidade

                                          

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)Foto de uma casa na Roça bem típica.
2)Foto de uma Cidade que se tornou Urbana. Ribeirão Preto

Quando morava em Fartura tinha aquele choque cultural de ser caipira por ter nascido na roça, era assim que era tratado o roceiro (Caipira), fui chamado de caipira varias vezes, eu contestava, podia ser, mas também chamava de caipira da cidade quem morava na cidade.
Viver na roça nos trazia um grande aprendizado, tal como conhecer o de café desde seu plantio até a colheita e da colheita até o coador.
A ordenha do gado lembro das fazendas do, Ribeiro Palma, dos Olavo, do Benedito Ignácio, onde a ordenha era manual, se atolava os pés naquele misto de barro fezes animal que ficava mole, era o roceiro que isto fazia, a cura de uma reiz ou de um touro, colocar no mangueirão, laça-los, passar a corda na seria e derruba-lo, não tinha tamanho, coisa que eu e o Elias fazíamos desde 14 e 15 anos. Usar um arado ou carpideira, aguentar o dia a dia no sol, capinar, colheita de arroz, colheita do milho, tudo era manual  trabalhoso, pouca atividades  eram mecanizadas na roça, que lhe sobrava era no fim de semana ir para a cidade, ver como viviam os caipiras da cidades, pois la tinha agua encanada, banheiro dentro de casa, o mictório veio para dentro da casa, ter o pãozinho feito pelo padeiro, tinham radio, e a escola era logo ali perto da casa, diferente da roça, escola longe, luz só de lampião e lamparina, pão o de nossa mãe.
Hoje a vida da roça e a vida urbana se rivalizam, única coisa que mudou que antigamente não se usava herbicida para manter uma lavoura, hoje se não aplicar veneno contra as pragas, não se consegui produzir mais nada.
Para o plantio de qualquer lavoura extensiva, tal como soja, milho, arroz, feijão, algodão, tudo é feito mecanizado
Hoje para viver na roça tem que ter formação profissional, tem que ter conhecimento em informática, ser um técnico agrícola.
Hoje ir para o campo e levar nossas crianças para o desconhecido, tudo para os moradores da cidade é uma novidade, pois existem meninos e meninas que nunca viram uma vaca e um bezerro , ver uma porca com seus leitões, galinhas com seus pintainhos, conhecer uma fruta, um pé de manga, uma mexiriqueira, um pomar de laranja, uma vaca ser ordenhada, não manualmente como antigamente, mas com maquinas, tomar o leite saído da teta da vaca na hora, apanhar do galo bravo, correr do cabrito, brigar com um ganso, ouvir o canto dos pássaros na natureza.
Hoje fazem excursão na busca da vida da roça, crianças nascidas na cidade vão lá conhecer a vida do roceiro, só que hoje ele tem seu celular, seu (Aifone), internet via satélite, teve a cabo, tudo modernizou, posso dizer que moradores das grandes cidades são hoje os caipiras no campo, pois é lá que vão para saber que comem que é natureza ,vida no campo, origem muitas vezes dos pais ou avós, que vieram para a cidade, mas não conseguem deixar de sonhar com a vida do campo.
Portanto ser caipira da cidade hoje é desconhecer das coisas e da vida do do campo, hoje não teria condições de viver no campo, pois as tecnologias mudaram, o homem do campo modernizou, lembra nossos irmãos Índios, que tem o conhecimento e o domínio das formas modernas de viver a vida com tecnologia, eu não saberia operar estes equipamentos via satélite, cheio de informática, maquinas com valores maior que muitas fazendas e a aplicação das regras e técnicas de escolha de sementes de fertilizantes, de herbicidas, pois sem ela não é possível produzir no campo, hoje se trabalhar várias formas de plantio, como manejo formas naturais de plantio, é a vida modificada e renovadora do campo, isto transformou o Brasil em um celeiro da humanidade um dos maiores produtores agroindustrial do planeta, isto é Brasil da minha roça, isto é verdade Elias 

domingo, 26 de janeiro de 2020

Trabalhar de Segunda a Sexta-feira e no Sabado dormir no Rancho




             
   Trabalhar de Segunda a Sexta-Feira e Sábado dormir no Rancho.

                

  


  Rancho de meu tio Zeca, ele, seu filho Zé Dito e o compadre Zé Manuel, Saudades do Tio Zeca.


              
Barco que é o meio de preparar as redes  colocando em pontos previsíveis de peixe


A Vida na roça nos tempos de Barra Seca era ir para a escola para os meninos e meninas em idade escolar, 07 aos 11 ou 12 anos, a quarta série era feita no Grupão, pois só lá que havia professores desta série.
Para os Pais e Mães, a vida não era fácil, pois ao pai cabia dar o sustento aos filhos, trazer o arroz e quando possível uma carne, muitas vezes carne de porco ou frango criado pela família, também o leite era importante para alimentar crianças que ainda não comia  alimentos tão sólidos.
As Mãe cuidar dos filhos, pois a prole quase sempre numerosa, 07 filhos em média, em casa éramos em 09, vivos, e encaminha-los para escola alimentá-los adequadamente.
Uma das formas de buscar um alimento saudável era a pesca, algumas vezes, anzol, lembro que meu pai ia até uma lagoa lá fazenda do Isaque Garcia e voltava com 10 a 15 traíras, para nós era  muito bom, pois tinha além do arroz e feijão e a salada  de Alface ou couve, pois sempre tínhamos uma horta em casa cuidado pela minha Mãe, tomate pepino, Xuxo, sempre tínhamos para comer, algumas vezes a carne de peixe, de frango, ou porco, isto era nosso dia a dia.
Pescar lembro que nosso pai trabalhava, depois do final do dia ia buscar uns peixes para complementar nossa alimentação, de anzol pegava traíras, naquela lagoa, ou em ceva, alimentava um local depois tirava os alimentos e pescava, sempre pegava algum tipo de peixe como pacus, campineiros, piavas, ou com covos, sempre pegava uma quantia maior de espécies, Piava, Mandi, campineiros, traíras, piranhas, sempre um método de complementar a alimentação.
Com a construção da represa de Chavantes, isto mudou, havendo fiscalização, muitos ribeirinhos tiveram que ter licença para pescar, caçar peixe, como comentei.
Com isto, muito construíram um rancho para ficar na beira da Represa, meu tio Zeca tirou a licença de pescador e construiu seu Rancho, próximo a sua casa, lá próximo a casa grande dos Bentos.
Qual era diversão de nosso tio, trabalhava a semana toda e sábado
Ia para o Rancho armava sua rede de espera, lá pelas 06,00 ou 07,00, tirava os peixes pegos, limpava e fritava e fazia uma panela de arroz, comia, quando tinha companhia conversava um pouco, senão ia dormir, outro dia de manha fazia visita as redes retirava os peixes e levava para casa.
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Corvina de água doce, pode chegar a mais de 10 quilos.

Peixe comum na Represa de Chavantes, parece que dissemina outras espécies.
Em 2009, passei de uma noitada com meu tio e seu filho Zé Dito e meu compadre Espanholizo, José Manuel, acompanhamos a rotina do de nosso tio, colocar a rede,  ir retirar os peixes, já preparar o Rancho, limpar fritar os peixes, o que mais se pega naquela represa era corvina, que é uma boa carne, pois podem pesar 07  quilos ou mais, fazer o arroz para comer com peixe, tomando uma batida com limão ou vinho, o qual meu tio gostava, mas neste dia o Zé Dito estava com uma pinga de uva, só ele tomou conta de sua garrafa e não largou para ninguém, nós ficamos na limonada de pinga.
Foi uma noite divertida, pois estávamos habituados Da rotina daqui de São Paulo, saímos para um momento de paz e tranquilidade, também na mesma data estivemos em um outro rancho, la passamos a noite jogando sinuca, pois a pescaria também era esperar as redes colocadas. Sei que isto é rotina, hoje ter um Rancho em Fartura é sinônimo de Status, mas quase todo sitiante tem o seu chalé na beira da represa, para sua paz e de vez em quando, também pescar.    

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

História da Barra Seca: Doutor Zezinho, Pressão Alta ou Febre ou será?!






                                    História da Barra Seca

Doutor Zezinho: A Receita para Aparecido Tufão, febre ou pressão alta, me parece que era ?!



Neste Centro de Saúde me tratei quando criança, Doutor Delcistia para as crianças e Doutor Zezinho para adultos, posto um ao lado do outro  .


Dentro os moradores da Barra Seca, lembro de dois com nomes ou apelidos inusitados.
Lembro de dois irmãos que eram negros que moravam na fazenda dos Prioli ali na Barra Seca o Aparecido Tufão, não era apelido, mas sim sobrenome e o irmão Tufãozinho.
Eles moravam na primeira casa da entrada da fazenda do lado direito, casa esta que morou a tia Maria Augusta e o seu marido antes de falecer.
Casa esta foi onde o Zeca Nogueira casou com a Geralda, filha do João Albino. Zeca era irmão da Luzia que casou com o filho do Barbosa que tinha sitio indo para Aldeia,  outro irmão do Zeca, o Elifas, nome Bíblico este não, Maria esposa do João Brasílio, e a esposa do João Baltazar, todos filhos da tia Maria Augusta. Nesta casa morou o Zeca, depois morou o Aparecido Tufão.
Outro nome bem, mas este era apelido era Benedito Saecedo, este morou no sitio do Zé Mingo, morava o Roberto após ter casado. Lembro que de nossa casa via esta casa que morava o Benedito Saecedo, lembro  após alguns anos deste ter saído dali, foi morar no Paraná, em Carlópolis, no bairro do Espirito Santo e o time dos Vaz foram jogar contra o Espirito Santo e o Benedito Saecedo jogava no segundo time e nós nôs enfrentamos, o juiz era o Tio Sebastião Cateto, casado com irmã de minha Vó, tia Roza, o Dito Saecedo veio meio estabanado pra cima de mim, estava quase no meio de campo, o tio marcou pênalti do Dito Saecedo, ficou puto da vida, mas foi marcado e convertido  o gol da vitória, pênalti, quase pênalti, só faltou meu tio falar, contra sobrinho, marco tudo.
Mas voltamos ao caso do Aparecido Tufão, uma pessoa gozada, era meio gago, falava de soquinho, quando bebia, soltava a língua.
Aparecido foi a cidade, já tinha tomada algumas dozes da Cana Chic, foi pedir uma consulta ao Doutor Zezinho, o que não era negado.
Doutor conversou com o Tufão descontraidamente, fez algumas perguntas de praxe , estado paciente, claro que deviam conter os segredos da Medicina, mas o Aparecido Tufão era analfabeto, o doutor Zezinho diagnosticou que o paciente estava um pouco alterado, por estar embriagado, precisava de repouso para curar a bebedeira.
 Mas na conversa formal doutor Zezinho lhe disse, você está com 40 graus, febre também 40 graus, pressão também 40 graus.
Mas na conversa informal doutor lhe disse, você está com 40 graus de caninha Chic, porque está embriagado.
E O Aparecido Tufão se vangloriando de sua doença momentânea que passou logo após o repouso.
Mas uma história, será que o Elias sabe, esta creio que não, mas pergunte ao Elias.