Trabalhar
de Segunda a Sexta-Feira e Sábado dormir no Rancho.
Rancho de meu tio
Zeca, ele, seu filho Zé Dito e o compadre Zé Manuel, Saudades do Tio Zeca.
Barco que é o meio de preparar as redes colocando em pontos previsíveis de peixe
A Vida na roça nos tempos de Barra Seca era ir para a escola
para os meninos e meninas em idade escolar, 07 aos 11 ou 12 anos, a quarta
série era feita no Grupão, pois só lá que havia professores desta série.
Para os Pais e Mães, a vida não
era fácil, pois ao pai cabia dar o sustento aos filhos, trazer o arroz e quando
possível uma carne, muitas vezes carne de porco ou frango criado pela família, também
o leite era importante para alimentar crianças que ainda não comia alimentos tão sólidos.
As Mãe cuidar dos filhos, pois a prole
quase sempre numerosa, 07 filhos em média, em casa éramos em 09, vivos, e
encaminha-los para escola alimentá-los adequadamente.
Uma das formas de buscar um
alimento saudável era a pesca, algumas vezes, anzol, lembro que meu pai ia até
uma lagoa lá fazenda do Isaque Garcia e voltava com 10 a 15 traíras, para nós
era muito bom, pois tinha além do arroz
e feijão e a salada de Alface ou couve,
pois sempre tínhamos uma horta em casa cuidado pela minha Mãe, tomate pepino, Xuxo,
sempre tínhamos para comer, algumas vezes a carne de peixe, de frango, ou
porco, isto era nosso dia a dia.
Pescar lembro que nosso pai
trabalhava, depois do final do dia ia buscar uns peixes para complementar nossa
alimentação, de anzol pegava traíras, naquela lagoa, ou em ceva, alimentava um
local depois tirava os alimentos e pescava, sempre pegava algum tipo de peixe
como pacus, campineiros, piavas, ou com covos, sempre pegava uma quantia maior
de espécies, Piava, Mandi, campineiros, traíras, piranhas, sempre um método de
complementar a alimentação.
Com a construção da represa de
Chavantes, isto mudou, havendo fiscalização, muitos ribeirinhos tiveram que ter
licença para pescar, caçar peixe, como comentei.
Com isto, muito construíram um
rancho para ficar na beira da Represa, meu tio Zeca tirou a licença de pescador
e construiu seu Rancho, próximo a sua casa, lá próximo a casa grande dos
Bentos.
Qual era diversão de nosso tio,
trabalhava a semana toda e sábado
Ia para o Rancho armava sua rede
de espera, lá pelas 06,00 ou 07,00, tirava os peixes pegos, limpava e fritava e
fazia uma panela de arroz, comia, quando tinha companhia conversava um pouco,
senão ia dormir, outro dia de manha fazia visita as redes retirava os peixes e
levava para casa.
Corvina de água doce, pode chegar
a mais de 10 quilos.
Peixe comum na Represa de
Chavantes, parece que dissemina outras espécies.
Em 2009, passei de uma noitada
com meu tio e seu filho Zé Dito e meu compadre Espanholizo, José Manuel, acompanhamos
a rotina do de nosso tio, colocar a rede,
ir retirar os peixes, já preparar o Rancho, limpar fritar os peixes, o
que mais se pega naquela represa era corvina, que é uma boa carne, pois podem
pesar 07 quilos ou mais, fazer o arroz
para comer com peixe, tomando uma batida com limão ou vinho, o qual meu tio
gostava, mas neste dia o Zé Dito estava com uma pinga de uva, só ele tomou
conta de sua garrafa e não largou para ninguém, nós ficamos na limonada de
pinga.
Foi uma noite divertida, pois estávamos
habituados Da rotina daqui de São Paulo, saímos para um momento de paz e
tranquilidade, também na mesma data estivemos em um outro rancho, la passamos a
noite jogando sinuca, pois a pescaria também era esperar as redes colocadas.
Sei que isto é rotina, hoje ter um Rancho em Fartura é sinônimo de Status, mas
quase todo sitiante tem o seu chalé na beira da represa, para sua paz e de vez
em quando, também pescar.


Bem isto ai, trabalhar de segunda a Sexta e no Sabado dormir no Rancho, descansa o corpo e a mente.
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