domingo, 26 de janeiro de 2020

Trabalhar de Segunda a Sexta-feira e no Sabado dormir no Rancho




             
   Trabalhar de Segunda a Sexta-Feira e Sábado dormir no Rancho.

                

  


  Rancho de meu tio Zeca, ele, seu filho Zé Dito e o compadre Zé Manuel, Saudades do Tio Zeca.


              
Barco que é o meio de preparar as redes  colocando em pontos previsíveis de peixe


A Vida na roça nos tempos de Barra Seca era ir para a escola para os meninos e meninas em idade escolar, 07 aos 11 ou 12 anos, a quarta série era feita no Grupão, pois só lá que havia professores desta série.
Para os Pais e Mães, a vida não era fácil, pois ao pai cabia dar o sustento aos filhos, trazer o arroz e quando possível uma carne, muitas vezes carne de porco ou frango criado pela família, também o leite era importante para alimentar crianças que ainda não comia  alimentos tão sólidos.
As Mãe cuidar dos filhos, pois a prole quase sempre numerosa, 07 filhos em média, em casa éramos em 09, vivos, e encaminha-los para escola alimentá-los adequadamente.
Uma das formas de buscar um alimento saudável era a pesca, algumas vezes, anzol, lembro que meu pai ia até uma lagoa lá fazenda do Isaque Garcia e voltava com 10 a 15 traíras, para nós era  muito bom, pois tinha além do arroz e feijão e a salada  de Alface ou couve, pois sempre tínhamos uma horta em casa cuidado pela minha Mãe, tomate pepino, Xuxo, sempre tínhamos para comer, algumas vezes a carne de peixe, de frango, ou porco, isto era nosso dia a dia.
Pescar lembro que nosso pai trabalhava, depois do final do dia ia buscar uns peixes para complementar nossa alimentação, de anzol pegava traíras, naquela lagoa, ou em ceva, alimentava um local depois tirava os alimentos e pescava, sempre pegava algum tipo de peixe como pacus, campineiros, piavas, ou com covos, sempre pegava uma quantia maior de espécies, Piava, Mandi, campineiros, traíras, piranhas, sempre um método de complementar a alimentação.
Com a construção da represa de Chavantes, isto mudou, havendo fiscalização, muitos ribeirinhos tiveram que ter licença para pescar, caçar peixe, como comentei.
Com isto, muito construíram um rancho para ficar na beira da Represa, meu tio Zeca tirou a licença de pescador e construiu seu Rancho, próximo a sua casa, lá próximo a casa grande dos Bentos.
Qual era diversão de nosso tio, trabalhava a semana toda e sábado
Ia para o Rancho armava sua rede de espera, lá pelas 06,00 ou 07,00, tirava os peixes pegos, limpava e fritava e fazia uma panela de arroz, comia, quando tinha companhia conversava um pouco, senão ia dormir, outro dia de manha fazia visita as redes retirava os peixes e levava para casa.
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Corvina de água doce, pode chegar a mais de 10 quilos.

Peixe comum na Represa de Chavantes, parece que dissemina outras espécies.
Em 2009, passei de uma noitada com meu tio e seu filho Zé Dito e meu compadre Espanholizo, José Manuel, acompanhamos a rotina do de nosso tio, colocar a rede,  ir retirar os peixes, já preparar o Rancho, limpar fritar os peixes, o que mais se pega naquela represa era corvina, que é uma boa carne, pois podem pesar 07  quilos ou mais, fazer o arroz para comer com peixe, tomando uma batida com limão ou vinho, o qual meu tio gostava, mas neste dia o Zé Dito estava com uma pinga de uva, só ele tomou conta de sua garrafa e não largou para ninguém, nós ficamos na limonada de pinga.
Foi uma noite divertida, pois estávamos habituados Da rotina daqui de São Paulo, saímos para um momento de paz e tranquilidade, também na mesma data estivemos em um outro rancho, la passamos a noite jogando sinuca, pois a pescaria também era esperar as redes colocadas. Sei que isto é rotina, hoje ter um Rancho em Fartura é sinônimo de Status, mas quase todo sitiante tem o seu chalé na beira da represa, para sua paz e de vez em quando, também pescar.    

Um comentário:

  1. Bem isto ai, trabalhar de segunda a Sexta e no Sabado dormir no Rancho, descansa o corpo e a mente.

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