Nascer na Roça
ou Nascer na Cidade
)Foto de uma casa na Roça bem típica.
2)Foto de uma Cidade que se tornou Urbana. Ribeirão Preto
Quando morava em Fartura tinha aquele choque cultural de ser
caipira por ter nascido na roça, era assim que era tratado o roceiro (Caipira),
fui chamado de caipira varias vezes, eu contestava, podia ser, mas também chamava
de caipira da cidade quem morava na cidade.
Viver na roça nos trazia um grande aprendizado, tal como conhecer
o de café desde seu plantio até a colheita e da colheita até o coador.
A ordenha do gado lembro das fazendas do, Ribeiro Palma, dos
Olavo, do Benedito Ignácio, onde a ordenha era manual, se atolava os pés
naquele misto de barro fezes animal que ficava mole, era o roceiro que isto
fazia, a cura de uma reiz ou de um touro, colocar no mangueirão, laça-los,
passar a corda na seria e derruba-lo, não tinha tamanho, coisa que eu e o Elias
fazíamos desde 14 e 15 anos. Usar um arado ou carpideira, aguentar o dia a dia
no sol, capinar, colheita de arroz, colheita do milho, tudo era manual trabalhoso, pouca atividades eram mecanizadas na roça, que lhe sobrava era
no fim de semana ir para a cidade, ver como viviam os caipiras da cidades, pois
la tinha agua encanada, banheiro dentro de casa, o mictório veio para dentro da
casa, ter o pãozinho feito pelo padeiro, tinham radio, e a escola era logo ali
perto da casa, diferente da roça, escola longe, luz só de lampião e lamparina,
pão o de nossa mãe.
Hoje a vida da roça e a vida urbana se rivalizam, única coisa
que mudou que antigamente não se usava herbicida para manter uma lavoura, hoje
se não aplicar veneno contra as pragas, não se consegui produzir mais nada.
Para o plantio de qualquer lavoura extensiva, tal como soja,
milho, arroz, feijão, algodão, tudo é feito mecanizado
Hoje para viver na roça tem que ter formação profissional,
tem que ter conhecimento em informática, ser um técnico agrícola.
Hoje ir para o campo e levar nossas crianças para o
desconhecido, tudo para os moradores da cidade é uma novidade, pois existem
meninos e meninas que nunca viram uma vaca e um bezerro , ver uma porca com
seus leitões, galinhas com seus pintainhos, conhecer uma fruta, um pé de manga,
uma mexiriqueira, um pomar de laranja, uma vaca ser ordenhada, não manualmente
como antigamente, mas com maquinas, tomar o leite saído da teta da vaca na
hora, apanhar do galo bravo, correr do cabrito, brigar com um ganso, ouvir o
canto dos pássaros na natureza.
Hoje fazem excursão na busca da vida da roça, crianças
nascidas na cidade vão lá conhecer a vida do roceiro, só que hoje ele tem seu
celular, seu (Aifone), internet via satélite, teve a cabo, tudo modernizou,
posso dizer que moradores das grandes cidades são hoje os caipiras no campo,
pois é lá que vão para saber que comem que é natureza ,vida no campo, origem
muitas vezes dos pais ou avós, que vieram para a cidade, mas não conseguem
deixar de sonhar com a vida do campo.
Portanto ser caipira da cidade hoje é desconhecer
das coisas e da vida do do campo, hoje não teria condições de viver no campo,
pois as tecnologias mudaram, o homem do campo modernizou, lembra nossos irmãos Índios,
que tem o conhecimento e o domínio das formas modernas de viver a vida com
tecnologia, eu não saberia operar estes equipamentos via satélite, cheio de informática,
maquinas com valores maior que muitas fazendas e a aplicação das regras e técnicas
de escolha de sementes de fertilizantes, de herbicidas, pois sem ela não é possível
produzir no campo, hoje se trabalhar várias formas de plantio, como manejo
formas naturais de plantio, é a vida modificada e renovadora do campo, isto
transformou o Brasil em um celeiro da humanidade um dos maiores produtores agroindustrial
do planeta, isto é Brasil da minha roça, isto é verdade Elias

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