Os sons do dia a dia na Barra Seca, ou em qualquer outro bairro.
O dia a dia do Bairro Barra Seca, fazenda dos Bentos não era monótono, havia muita vida.
As casas não se distanciavam uma das outras, pois havia, o sitio
do Zé João, o de meu avô José Mané como o chamavam onde morava nossa família e
o tio Zeca, Pedro Bento, do outro lado do
ribeirão dos Monjolos, o Pedro Bicudo sua família, meu Avô na área que coube
como herança de seu pai Manuel Bento de Castro e mais ao lado o tio Joaquim
Mané. De manhã ouvia -se o canto dos pássaros comuns no local, chupim,
bem-te-vis, anus, rolinhas, canários as curririas, este um dos menores passarinhos
do local. Sempre manha os latidos dos cães, mas o inicio da jornada, com o café
da manhã, e algumas casas com leite de cabra ou de vacas.
Esta uma foto atualizada da primeira foto, foto google.
Esta era um vira lata inteligente, trouxe para minha casa
já estava com câncer, mas viveu 10 anos comigo.
Os vira-latas eram que todos tinham no bairro, na época,
cachorro pedicri era raro em Fartura.
Esta e a família, os dois do colo ainda não fazia parte desta história.
Em casa não havia os dois menores Agostinho e o Celso. Em
casa, minha mãe chamava, Jorge vai moer
o café, como sempre rateava um pouco mas ia, ou Jorge vai buscar o leite, ou
era no Pedro Ribeiro Palma, uns tempos, foi no Roberto do Zé Mingo, pois assim
que ele casou veio morar lá no sitio e tinha muitas vacas para ser ordenhadas.
Lembro uma vez que meu pai chamou o Elias, levantou, ficou
em pé, mas continuava dormindo, pois meu pais chamou várias vezes , ficou mexendo
em um pano no quarto e não respondia ao chamado do meu pai, eis que lhe deu um tabefe,
simplesmente, abriu a boca em um berreiro, só ouvia Ué, Ué, Ué, Ué,......., mas
acordou. Assim todos que tinha que levantar levantava, em casa ia tratar os
porcos, as galinhas geralmente era minha mãe que tratava, mas ali no Zé João via-se movimentação
do Zé Barbosa ou do Américo, que morava um pouco mais a frente, Américo
com a Rita e o Zé Barbosa com a Juraci, indo para o cafezal do Zé João, do
outro lado ouvia os latidos Pitoco do tio Pedro, ele saia bem cedo para a roças,
ia lá no sitio do Pedro Ribeiro seu sogro. O Pitoco vivia em uma latição,
parece que era para acordar o Antônio, Sebastião e a Conceição bem pequena, tio
Pedro, encontrasse com ele sempre estava com pressa, fala e sai dando um
trotezinho.
Bilica e Maria do Mario, tia Sebastiana, os nomes nesta
foto sei que estão Tio Pedro em pé, tio Joaquim sentado, madrinha Bilica e
Maria tia Sebastiana
Na casa do tio
Pedrinho Bicudo, com ele reinava um mar de tranquilidade, tia Isaura era sempre
agitada, ouvia Pedrinho aqui, Pedrinho lá, mas tudo resolvia no seu tempo. Mas
não é que de repente, se ouvia duas vozes, Abra a porta e a janela vem ver
quem é que sou. Sou aquele desprezado , que você me desprezou, isto na capela,
o Nico e o João, ouvia-se a tia chamar pela Carminha, pela Silvia, casou primeiro, era mais nova que a
Carminha, e o Ze Carlos, o Luiz veio depois, bem como a Vera. La via o Mar de
tranquilidade do tio Pedrinho e a agitação da tia Isaura. Mas a tia sempre
preservando a cor dos cabelos, lembro disso, pois um dia eu brinquei com ela
sobre este fato.
Batizado onde estão Tio Pedrinho e tia Izaura Pedro do tio José Bertoldo com a tia Luiza e esposa e o Nico e sua esposa.
Vamos lá para a casa do tio Joaquim Mané, este tio nunca
mais teve saúde depois de ser picado por uma cobra, parece que foi o Urutu
Cruzeiro, diziam, se não matava aleijava.
A gente via o som da manha era o tio Chamar, Roberto,
Osvaldo, Zezinho, João, não ouvia a resposta, mas estavam sempre próximo,
la no fundo ouvia o latir do cachorro que parecia estar amoitado em algum
canto, com seu latido abafado, mas era o inicio de um novo dia para a casa do tio Joaquim e tia Isaura.
Agora era a casa de meu avô José como minha avó Benedita
o chamava. Minha vó tinha levantado, feito os 03 cafés, do meu avô que bebia
no bico do bule verde, o café de todos nós quando lá ia, o café do tio
Mario que era o fim do coador, o bem fraco, minha avó já falava :José olha
aquele porco, olha a cerca, estava sempre atenta a tudo do sitio, avô tratava
os porcos as galinhas, minha avó tinha que pegar agua na mina, no fundo do
sitio. Meus tios João e Mario, tinham o costume de se emburrar, não almoçavam,
iam para os pés de laranjeiras. Mas em compensação jantavam duas vezes. Meu avô
algumas algumas vezes ia para a cidade, minha avó preparava um arroz com feijão um ovo, geralmente aquela carne de porco da
lata de querosene jacaré, comia tomava seu café no bico do bule e ia para a
cidade, levava um frango para vender , ou laranja, mexerica, sempre vendia
algo, pois nunca vi sua carteira vazia. Sempre andava com mil cruzeiros ou
mais. Que era um bom dinheiro na época. Tinha suas correria no sitio, cuidar de
uma colmeia, pois extraia o mel, teve até 80 caixões de abelha, nunca vi ninguém
ser atacado no sitio por abelhas. Era o dia a dia no sitio dos Bentos, cuidar
da casa, cuidar da roça, cuidar da vida e seguir em frente, pois ali viviam a família
dos Bentos, como vivia qualquer família em Fartura.
Isto era o sitio em casa fazer os filhos acordar para mais
um dia, ver os Barbosas mais um dia de serviço, ver o tio Pedro dar sua
troteadinha com o pitoco sempre a latir, o tio Pedrinho em um mar de
tranquilidade e a tia Isaura sempre agitada e as capelas do Nico e João, o tio
Joaquim o alerta ao Roberto, Osvaldo Zezinho e o João, claro que tinha a Maria,
e meu avô e minha avó na luta do dia a dia do sitio
.
Casa de meus avós José e Benedita
Meus avós José e Benedita, abaixo meus tios Mario e João.









Eu sou da roça, nasci na roça, sou um roceiro sim senhor.
ResponderExcluirja peguei na enxada e no enxadão, já puxei muita serra e também muito golpeão, quem não foi roceiro, não sabe o que é isto não. Viva roça sustentáculo da nossa nação.
Vi e ouvi tudo isso q escreveu mas um som q nunca esqueci foi das cigarras em dia de sol quente qdo desciamos a estrada pra casa de seu avo ,descalço naquele areiao quente.
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