sábado, 4 de janeiro de 2020

Dona Roza Fiory, Não Nona, não é Mentira, foi no dia primeiro de Abril



Dona Roza Fiory e o dia Primeiro de Abril de 1960.

O hábito de brincar com essa data é universal e vem sendo difundido há séculos. A origem das brincadeiras com esse dia é desconhecida, mas existe uma versão de que começou no século 16, com a mudança para o calendário gregoriano, que trocou a comemoração do Ano Novo para 1º de janeiro (antes comemorado entre 25 de março e 1º de abril, o primeiro dia da primavera na Europa). Consta que a troca custou a ser assimilada e quem continuava comemorando na antiga data era chamado de “bobo de abril”. Essas pessoas eram vítimas de “trotes” e para elas, em 1º de abril, se contavam as maiores mentiras.
Na Inglaterra, quem “cai em 1º de abril” é chamado de noodle (pateta). Na França, de poisson d’avril (peixe de abril); na Escócia, de april gowk (tolo de abril); nos Estados Unidos, de april fool (bobo de abril). Bem, o “Dia da Mentira” certamente é uma história que não começou na nossa cultura, mas nós herdamos…
Não era Mentira Infelizmente.
Em 01 de Abril de 1960, na fazenda dos Prioli, na Barra Seca, dos irmãos Hugo e do José Prioli, moravam a família de Dona Roza Fiory e seu filho Ângelo (DINHO), como nós o conheciam e seus genros Adelino Garbelotti e Sebastião Codibelli, Dona Maria esposa de Sebastião e dona Cida esposa de de Adelino, este tinha o filho José Claudio e o Sebastião o filho José Sebastião. Lembro que Olivia casou-se ai neste sitio dos Prioli, que ali tinha mais alguns moradores.
Lembro Joaquim Lagarto que era um exímio goleiro, que atuou no time do Fartura e sue irmão Mino que era casado.
Tinha o senhor José Serralha, tinha uma Baitaca que fora criada solta, vivia a aprontar e o senhor Serralha a espanta-la
Outro morador que não me esqueço era o Aparecido Tufão, era negro, mas muito divertido, pois era meio espaventado, gostava de uma Caninha Chic, tinha um irmão, que era bem calmo e tranquilo. Estes eram os moradores da Fazenda dos Prioli lá na Barra Seca.
Rotina diária era o José Pedro e o José Claudio ir para a Escola Mista Municipal do Bairro Barra Seca, assim que aconteceu, naquele primeiro de Abril, la tiveram uma noticia que deixou o Bairro Barra Seca, muito triste.. Voltaram das aulas e foram levar a noticia as Mães e Avô.
Me parece que chegaram de sopetão e sem nenhum ensaio falaram: Nona o João do Zé Mane morreu. Dona Rosa ficou bravíssima, acreditando que os netos, José Claudio e José Pedro, estavam pregando um Primeiro de Abril com assunto tão sério, teve ameaça de bater nos netos, pois um primeiro de abril assim, mas os netos continuaram a afirmar que o João Mané tinha falecido. Isto não éra admissível pregar um primeiro de abril com assunto muito sério como este, além do mais o Dinho vinha sendo parceiro de tio João no treinamento de uma dupla de música sertaneja, ligações com suas duas comadres, minha Mãe Maria e tia Ana, dona Rosa havia batizado filhos e Sebastião e dona Maria Representado uma filha a Cida minha irmã, como disse dona Maria, sua primeira afilhada. Mas infelizmente para Dona Roza veio a confirmação, aquela noticia, foi sim no dia Primeiro de Abril, mas não era mentira. A Família de José Mané como conheciam, perderam seu filho João no dia Primeiro de Abril de 1960 .   

3 comentários:

  1. Isto foi contado por Dona Roza, pois ela acreditava que José Claudio e o José Sebastião queriam passar um primeiro de abril na familia com um assunto muito grave,mas infelismente era verdade

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  2. Infelismente não era mentira, João Batista de Castro tinha falecido

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  3. Me lembro vagamente deste dia, a vó chorava muito e a mãe também, e o pasto em formação da parede que ainda não tinha janela, fizeram depois !

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