Cópias das Escritura da fazenda da família em Taguai e dos
sítios da Barra Seca
Hoje vou falar de um assunto sério que envolve as famílias.
Em Fartura, na Barra Seca, ou em qualquer outro lugar as
paixões vêm a flor da pele quando vai discutir heranças em Família. A família
de meu Pai Alicio tinha suas terras em Taguai, terras estas comprada da Fazenda
Correias, terras esta comprada de uma família que teve desentendimento com a
Família Gobbo, foi muito grave o conflito, pois veio a falecer o pai de João
Gobbo Sobrinho, (Joanin Gobbo) que mais tarde veio a ser prefeito de Fartura,
do qual me lembro, pois como Prefeito, convocou um encontro entre os pais de
alunos da Escola Mista Municipal da Barra Seca, reunião que foi meu avô José
Manuel para representar meu Pai, lá
estava eu, meu irmão Zézo e o Elias, ficamos contentes, pois andamos no Jeepe
do Prefeito Joanin Gobbo, este também foi o primeiro Prefeito de Taguai,
motivação politica de sua vida era a autonomia política de Fartura, conseguindo a Emancipação em 18
de fevereiro de 1959, seu primeiro Prefeito Joanin Gobbo.
Em 1905, a família de Benedito Rodrigues de Oliveira, de sua
esposa Libânia Maria do Espirito Santo, os Rolim, viviam no Bairro dos Aleixo,
compraram uma fazenda da família de Benedito Fogaça Leite e dona Mariinha da
Conceição e José Fogaça Leite este solteiro.
Como disse terras estas vendidas depois deste grave conflito
entre esta família Fogaça e os Gobbo, conflito em que faleceu o pai de Joanin Gobbo, esta família se retirou
para Jaboticabal, vendendo suas terras.
Devo dizer que meu bisavô Benedito Rodrigues de Oliveira,
nada teve a ver com este conflito. Em 1907, meu avô Zeferino Rodrigues de
oliveira, casou morando nestas terras, onde nasceram meu Felício, e todos seus
tios e tias, Tio José de Moraes, Tia Carmelinda, tia Felisbina, tia Francisca,
Tia Benedita, e tio Vicente o caçula, bem como casou também tio Francisco e de todos
os filhos que teve só Antônio de Oliveira, sobreviveu.
Minha família só veio a ter um conflito maior com os
políticos de Taguai em 1932, quando saíram da fazenda e foram para o Paraná, la
ficou na fazenda a família Cavallar, compadre de meu avô, mas era unido ao
grupo político de Taguai, coisas da revolução de 1932, mas isto é para outro
momento.
Vamos aos conflitos em outras paradas.
Nasci no sitio de
Manuel Bento de Castro, no bairro Barra Seca, onde impera o colonialismo em
termo de conflitos de herança. Tem exemplos que pais creem que as filhas
mulheres não têm o mesmo direito na herança como os filhos homens. Havia casos
de casamentos consanguíneos era admitido para não haver a divisão de herança,
com isto acarretando muitas doenças genéticas, pois vou citar um exemplo típico
isto da minha família, conforme minhas pesquisas, casamento de tios com
sobrinhas, vou apontar um exemplo em que uma filha de Vicente Rolim de Moura,
casou-se com seu tio. Na época a Igreja Católica, tentava impor o afastamento,
mas o que ocorria os cônjuges na hora de habilitarem os nomes, omitiam o nome
dos avós, onde confirmava esta paridade sanguínea.
Há casos em Fartura, vou citar sem medo de errar , caso da
família dos Bentos, José João era um exímio recebedor de herança, bastava
alguém da família falecer, la estava ele habilitando em receber algo, sei do
caso do Tio Francisco de Góes Vieira, ele se habilitou e recebeu uma parte em
terras, sei do caso da tia Luiza Benta, assim que ela desceu a sepultura , se
preocupou coma chave da casa dela, preocupado com seu quinhão da herança. O
sitio dos Bentos, la faleceram solteiras, tia Alexandrina, tia Ana, tio
Joaquim, tia Maria era casada, cuidou do casal, mas só ele viu partes destas
heranças.
Falo com convicção, pois esta informação e sentimento não
era só meu, havia pessoas que pensavam e diziam que este era seu modo de agir.
Esta questão na Barra Seca ainda persiste, sempre ocorre atritos, lembro casos
dos Bentos, dos Garcia, houve casos dos Otaviano e há um caso emblemático da
venda de terras dos Bentos onde quem comprou as terras, recebeu dinheiro
indevidamente e os embolsou, casos não esclarecidos.
Hoje ainda persiste o Coronelismo, deserdar filhas, avançar
em herança da família, casar consanguineamente para não dividir a propriedade,
mas a lei nos diz, que somos todos iguais em direito, não há distinção entre
cor, sexo, religião. Respeitemos a lei maior que é a nossa Constituição,
portanto, quando alguém for clamar por seus direitos, se for preciso, vamos
buscar no judiciário que é o nosso amparo legal.

Mas uma historinha pôde dizer, mas muito real, na Barra Seca em Fartura, no Brasil, se alguém tiver coragem de contar veremos que são infinitos os casos iguais a esta descrição
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