sábado, 18 de janeiro de 2020

Terras o Eterno conflito em Familia.





     Terras e Heranças o Eterno Conflito em Família






Cópias das Escritura da fazenda da família em Taguai e dos sítios da Barra Seca
Hoje vou falar de um assunto sério que envolve as famílias.
Em Fartura, na Barra Seca, ou em qualquer outro lugar as paixões vêm a flor da pele quando vai discutir heranças em Família. A família de meu Pai Alicio tinha suas terras em Taguai, terras estas comprada da Fazenda Correias, terras esta comprada de uma família que teve desentendimento com a Família Gobbo, foi muito grave o conflito, pois veio a falecer o pai de João Gobbo Sobrinho, (Joanin Gobbo) que mais tarde veio a ser prefeito de Fartura, do qual me lembro, pois como Prefeito, convocou um encontro entre os pais de alunos da Escola Mista Municipal da Barra Seca, reunião que foi meu avô José Manuel  para representar meu Pai, lá estava eu, meu irmão Zézo e o Elias, ficamos contentes, pois andamos no Jeepe do Prefeito Joanin Gobbo, este também foi o primeiro Prefeito de Taguai, motivação politica de sua vida era a autonomia política  de Fartura, conseguindo a Emancipação em 18 de fevereiro de 1959, seu primeiro Prefeito Joanin Gobbo.
Em 1905, a família de Benedito Rodrigues de Oliveira, de sua esposa Libânia Maria do Espirito Santo, os Rolim, viviam no Bairro dos Aleixo, compraram uma fazenda da família de Benedito Fogaça Leite e dona Mariinha da Conceição e José Fogaça Leite este solteiro.
Como disse terras estas vendidas depois deste grave conflito entre esta família Fogaça e os Gobbo, conflito em que faleceu o   pai de Joanin Gobbo, esta família se retirou para Jaboticabal, vendendo suas terras.
Devo dizer que meu bisavô Benedito Rodrigues de Oliveira, nada teve a ver com este conflito. Em 1907, meu avô Zeferino Rodrigues de oliveira, casou morando nestas terras, onde nasceram meu Felício, e todos seus tios e tias, Tio José de Moraes, Tia Carmelinda, tia Felisbina, tia Francisca, Tia Benedita, e tio Vicente o caçula, bem como casou também tio Francisco e de todos os filhos que teve só Antônio de Oliveira, sobreviveu.
Minha família só veio a ter um conflito maior com os políticos de Taguai em 1932, quando saíram da fazenda e foram para o Paraná, la ficou na fazenda a família Cavallar, compadre de meu avô, mas era unido ao grupo político de Taguai, coisas da revolução de 1932, mas isto é para outro momento.
Vamos aos conflitos em outras paradas.
 Nasci no sitio de Manuel Bento de Castro, no bairro Barra Seca, onde impera o colonialismo em termo de conflitos de herança. Tem exemplos que pais creem que as filhas mulheres não têm o mesmo direito na herança como os filhos homens. Havia casos de casamentos consanguíneos era admitido para não haver a divisão de herança, com isto acarretando muitas doenças genéticas, pois vou citar um exemplo típico isto da minha família, conforme minhas pesquisas, casamento de tios com sobrinhas, vou apontar um exemplo em que uma filha de Vicente Rolim de Moura, casou-se com seu tio. Na época a Igreja Católica, tentava impor o afastamento, mas o que ocorria os cônjuges na hora de habilitarem os nomes, omitiam o nome dos avós, onde confirmava esta paridade sanguínea.
Há casos em Fartura, vou citar sem medo de errar , caso da família dos Bentos, José João era um exímio recebedor de herança, bastava alguém da família falecer, la estava ele habilitando em receber algo, sei do caso do Tio Francisco de Góes Vieira, ele se habilitou e recebeu uma parte em terras, sei do caso da tia Luiza Benta, assim que ela desceu a sepultura , se preocupou coma chave da casa dela, preocupado com seu quinhão da herança. O sitio dos Bentos, la faleceram solteiras, tia Alexandrina, tia Ana, tio Joaquim, tia Maria era casada, cuidou do casal, mas só ele viu partes destas heranças.
Falo com convicção, pois esta informação e sentimento não era só meu, havia pessoas que pensavam e diziam que este era seu modo de agir. Esta questão na Barra Seca ainda persiste, sempre ocorre atritos, lembro casos dos Bentos, dos Garcia, houve casos dos Otaviano e há um caso emblemático da venda de terras dos Bentos onde quem comprou as terras, recebeu dinheiro indevidamente e os embolsou, casos não esclarecidos.
Hoje ainda persiste o Coronelismo, deserdar filhas, avançar em herança da família, casar consanguineamente para não dividir a propriedade, mas a lei nos diz, que somos todos iguais em direito, não há distinção entre cor, sexo, religião. Respeitemos a lei maior que é a nossa Constituição, portanto, quando alguém for clamar por seus direitos, se for preciso, vamos buscar no judiciário que é o nosso amparo legal.




Um comentário:

  1. Mas uma historinha pôde dizer, mas muito real, na Barra Seca em Fartura, no Brasil, se alguém tiver coragem de contar veremos que são infinitos os casos iguais a esta descrição

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